A nova versão do CMMI e seu posicionamento no mercado

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Ao longo dos anos, o Modelo de Maturidade de Capacidade de Integração (CMMI) tem sido uma referência global para a melhoria de processos em uma multiplicidade de indústrias. 

Com mais de três décadas de evolução, o CMMI tem adaptado e expandido suas fronteiras para atender às demandas contemporâneas de um mundo empresarial em constante mudança. 

Com a recente introdução do CMMI V3.0, parece que estamos no limiar de uma nova era de excelência organizacional. 

Dentro desse contexto, vale a pena falar um pouco sobre essa mais nova versão do CMMI, refletindo sobre suas implicações práticas e teóricas para a melhoria contínua de processos em diversos domínios.

Para começo de discussão, fica aqui a recomendação para a leitura dessa matéria do próprio ISACA comentando sobre o lançamento dessa nova versão do CMMI:

https://www.isaca.org/resources/news-and-trends/isaca-now-blog/2023/cmmi-updates-take-performance-improvements-to-the-next-level

Resumo Geral do CMMI e Sua Evolução

Originalmente concebido em 1991 como um modelo para melhorar os processos de desenvolvimento de software, o CMMI evoluiu significativamente ao longo dos anos. 

A versão conhecida como CMMI Performance Solutions, anteriormente CMMI V2.0, marcou uma transição de um enfoque em conformidade de processos para uma abordagem baseada em resultados de desempenho contínuo. 

Esta evolução enfatizou a melhoria da qualidade, custos, produtividade e redução de riscos, resultados estes verificados de maneira independente e consistente em organizações que adotaram o CMMI.

Recentemente, baseado em feedback claro e consistente de clientes e parceiros, o CMMI passou por uma nova metamorfose, culminando no lançamento do CMMI V3.0. 

Este novo modelo não apenas continua a abordagem de suas versões anteriores, mas também expande seu escopo para além do desenvolvimento de produtos e gestão de serviços e fornecedores. 

A versão 3.0 abrange agora áreas críticas como segurança, gestão de dados, gestão de pessoas e práticas para gerenciamento de força de trabalho virtual em oito domínios integrados, posicionando-se como um modelo altamente customizável e abrangente para a melhoria de performance organizacional.

Descoberta da Nova Versão

Confesso que não estava a par da nova versão do CMMI até recentemente e essa descoberta foi uma surpresa, especialmente considerando o papel vital que o modelo desempenhou historicamente na transformação de práticas de negócios. 

A versão 3.0, com sua expansão significativa e foco em práticas contemporâneas, sugere uma evolução notável que reflete as necessidades atuais das organizações globais.

Aplicabilidade do CMMI V3.0

Estou particularmente curioso para explorar como o CMMI V3.0 pode ser utilizado como um framework de melhoria contínua de processos em um contexto mais amplo do que o tradicional desenvolvimento de sistemas. 

Com a inclusão de domínios como gestão de segurança e dados, o modelo parece estar bem-posicionado para oferecer uma estrutura robusta que pode facilitar não apenas a conformidade, mas também a inovação em várias facetas organizacionais.

Busca por Experiências Práticas

Gostaria de conhecer as experiências práticas de outras organizações com a versão atualizada do CMMI. 

Saber como empresas reais estão aplicando o CMMI V3.0 em seus processos diários e os desafios e sucessos encontrados seria extremamente valioso.

Isso ajudaria a entender melhor o impacto real do modelo em diferentes setores e geografias.

O que é o CMMI

O Modelo de Maturidade de Capacidade de Integração (CMMI) é uma estrutura de melhoria de processos que tem sido amplamente utilizada para avaliar e melhorar a eficiência e eficácia dos processos organizacionais. 

O CMMI é projetado para ajudar as organizações a otimizar seus processos, promovendo a adoção de práticas comprovadas. 

Para entender melhor como o CMMI é organizado e quais são seus principais componentes e conceitos, é importante desdobrar sua estrutura detalhadamente.

Estrutura do CMMI

O CMMI é estruturado em torno de várias áreas de processo, cada uma abordando diferentes aspectos do desenvolvimento organizacional e da gestão de processos. 

Cada área de processo contém objetivos específicos que devem ser alcançados para melhorar a maturidade de uma organização. 

A estrutura do CMMI é dividida em três constelações principais, cada uma focada em uma área específica de aplicação:

  • CMMI para Desenvolvimento (CMMI-DEV): Foca em processos para o desenvolvimento de produtos e serviços. É utilizado principalmente por organizações de engenharia e desenvolvimento de software.
  • CMMI para Serviços (CMMI-SVC): Voltado para organizações que fornecem serviços. Engloba práticas para gerenciar serviços e assegurar que eles atendam às necessidades dos clientes.
  • CMMI para Aquisição (CMMI-ACQ): Aplica-se a organizações que adquirem produtos e serviços de terceiros. Visa melhorar os processos de gestão de suprimentos.

Principais Componentes do CMMI

O CMMI é composto por vários componentes chave que facilitam a implementação e avaliação de processos:

  • Áreas de Processo: São categorias dentro do modelo que agrupam práticas específicas relacionadas a um aspecto particular do desenvolvimento, serviço ou aquisição. Cada área de processo possui objetivos específicos a serem alcançados e práticas recomendadas que ajudam na obtenção desses objetivos.
  • Metas e Práticas Específicas: Cada área de processo possui metas específicas que devem ser atingidas para melhorar a maturidade da organização. Associadas a essas metas, existem práticas específicas que são atividades e procedimentos recomendados para alcançar os objetivos.
  • Metas e Práticas Genéricas: Além das metas específicas de cada área de processo, o CMMI também inclui metas genéricas que se aplicam a múltiplas áreas de processo. Essas metas focam em práticas que ajudam a institucionalizar os processos consistentes na organização.

 

Níveis de Maturidade

Um dos componentes mais conhecidos divulgados do CMMI e a sua escala de Níveis de Maturidade.

O CMMI define cinco níveis de maturidade que representam diferentes graus de formalização e otimização de processos. 

Estes são:

  • Nível 1: Inicial – Processos são geralmente ad hoc e caóticos.
  • Nível 2: Gerenciado – Processos são planejados e executados de acordo com a política; os projetos têm metas e objetivos estabelecidos.
  • Nível 3: Definido – Processos são bem caracterizados e entendidos, e são descritos em padrões, procedimentos, ferramentas e métodos.
  • Nível 4: Quantitativamente Gerenciado – Processos são controlados e medidos quantitativamente.
  • Nível 5: Otimizando – O foco é na melhoria contínua dos processos com base em um entendimento quantitativo de suas variabilidades.

Conceitos Chave do CMMI

Dentro do CMMI alguns conceitos-chave se destacam e merecem ser apontados:

  • Melhoria Contínua: Um dos conceitos fundamentais do CMMI é a melhoria contínua dos processos organizacionais, com o objetivo de aumentar a eficiência e a eficácia.
  • Abordagem Baseada em Processo: O CMMI enfatiza a importância de definir, implementar, medir, controlar e melhorar os processos.
  • Alinhamento com Objetivos de Negócios: As práticas do CMMI são projetadas para alinhar os processos de melhoria com os objetivos estratégicos e operacionais da organização.

CIO Codex Framework - Frameworks, Standards & Methodologies

Dentro da camada Accelerator do CIO Codex Agenda Framework, Frameworks, Standards & Methodologies se apresentam como elementos cruciais para a estruturação, eficiência e sucesso de projetos de TI.

Este tema aborda a importância de adotar estruturas normativas, padrões reconhecidos e metodologias testadas para guiar as práticas de TI.

O conteúdo complementar detalha como a implementação desses elementos pode acelerar a entrega de projetos, garantir a qualidade e alinhar as iniciativas de TI com os objetivos estratégicos do negócio.

A introdução a Frameworks, Standards & Methodologies destaca como esses componentes são essenciais para prover uma base sólida para o planejamento, execução e gestão de projetos de TI.

É discutido o valor de frameworks como ITIL, COBIT, PMI e Agile, que oferecem guias para a gestão de serviços, governança, gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil, respectivamente.

Esses frameworks fornecem práticas recomendadas, ajudam a mitigar riscos e contribuem para a eficiência operacional.

Este conteúdo explora como os padrões estabelecidos, como os da ISO (International Organization for Standardization), desempenham um papel crucial na garantia da qualidade e na conformidade com regulamentos globais.

É abordado como esses padrões ajudam a definir expectativas claras, melhorar a comunicação entre equipes e stakeholders e garantir a consistência nas práticas de TI.

Além disso, são examinadas diversas metodologias e como elas podem ser aplicadas para alcançar resultados específicos.

Por exemplo, metodologias ágeis são fundamentais para projetos que demandam flexibilidade e adaptação rápida, enquanto práticas de DevOps facilitam a integração e entrega contínua.

A discussão inclui como a escolha e a combinação adequadas de metodologias podem ser decisivas para o sucesso de projetos de TI.

São também abordados os desafios de integrar esses frameworks, standards e metodologias em organizações com práticas estabelecidas, e como superar a resistência à mudança.

É discutida a importância de adaptar esses elementos ao contexto específico de cada organização, garantindo que complementem e enriqueçam as estratégias de TI existentes.

Por fim, o conteúdo destaca como avaliar a eficácia da adoção desses frameworks, standards e metodologias, considerando fatores como melhoria no gerenciamento de projetos, aumento da eficiência operacional e alinhamento com objetivos estratégicos de negócios.

A discussão enfatiza a necessidade de uma abordagem contínua de avaliação e ajuste, para assegurar que esses elementos continuem a oferecer valor no ambiente dinâmico de TI.

Visão prática

Frameworks, Standards & Methodologies representam a espinha dorsal da governança e gestão eficaz em tecnologia da informação.

No dinâmico cenário tecnológico atual, onde as demandas de mercado e as pressões por eficiência e inovação são constantes, a aplicação sistemática dessas ferramentas não é apenas recomendada, mas essencial.

Esses elementos funcionam como guias estruturados que permitem alinhar processos, recursos e metas de TI aos objetivos estratégicos da organização.

Mais do que simples ferramentas, são catalisadores que garantem consistência, promovem melhores práticas e mitigam riscos.

A Essência dos Frameworks e Padrões: Alinhamento e Governança

Frameworks como COBIT, ITIL e TOGAF fornecem modelos claros para a governança e operação de TI, assegurando que os investimentos em tecnologia gerem valor para o negócio.

Já os padrões como os da ISO oferecem diretrizes universalmente reconhecidas para qualidade, segurança e conformidade.

Esses elementos servem para padronizar processos, facilitar a interoperabilidade e estabelecer uma linguagem comum entre equipes e stakeholders.

Por exemplo, o ITIL organiza a gestão de serviços de TI em etapas lógicas, enquanto o COBIT foca em governança, ajudando organizações a equilibrar riscos e oportunidades na gestão de TI.

Metodologias em Foco: Agilidade e Adaptação

A adoção de metodologias, como PMBOK, SAFe e SRE, possibilita que equipes de TI enfrentem desafios complexos com agilidade e resiliência. Por exemplo:

  • PMBOK: Estrutura robusta para gestão de projetos, com foco em planejamento, execução e controle.
  • SAFe: Adapta práticas ágeis para grandes organizações, conectando a estratégia corporativa ao trabalho das equipes.
  • SRE: Equilibra confiabilidade e velocidade em operações de TI em larga escala, integrando práticas de engenharia de software com gerenciamento de sistemas.

Essas metodologias ajudam a estruturar o trabalho em ambientes desafiadores, promovendo colaboração, adaptabilidade e entrega contínua de valor.

Desafios e Oportunidades de Implementação

Integrar frameworks, padrões e metodologias em uma organização estabelecida não é uma tarefa trivial.

Resistência à mudança, falta de capacitação e dificuldades na adaptação aos processos existentes são barreiras comuns.

Entretanto, uma abordagem estruturada pode transformar desafios em oportunidades:

  • Capacitação Contínua: Programas de treinamento para equipes garantem que as melhores práticas sejam compreendidas e aplicadas.
  • Adaptação Contextual: A personalização de frameworks e metodologias ao ambiente organizacional assegura sua relevância e aplicabilidade.
  • Automação de Processos: Ferramentas tecnológicas podem facilitar a aplicação consistente de padrões e frameworks.
  • Patrocínio Executivo: O apoio de lideranças é essencial para superar resistências culturais e alinhar esforços organizacionais.

Medindo o Impacto: Indicadores de Sucesso

O sucesso da adoção de Frameworks, Standards & Methodologies deve ser mensurado por métricas tangíveis e alinhadas aos objetivos de negócios. Exemplos incluem:

  • Redução de Custos: Diminuição de desperdícios e otimização de recursos.
  • Aumento de Eficiência: Melhoria nos tempos de resposta e entrega.
  • Conformidade e Segurança: Redução de incidentes de não conformidade e falhas de segurança.
  • Satisfação de Stakeholders: Feedback positivo de clientes internos e externos.

Construindo o Futuro com Frameworks, Standards & Methodologies

O uso eficaz de frameworks, padrões e metodologias não é apenas uma questão de conformidade ou eficiência; trata-se de criar uma base para a inovação sustentável.

À medida que as demandas tecnológicas evoluem, essas ferramentas permitem que as organizações naveguem por mudanças e incertezas com clareza e propósito.

As empresas que priorizam a implementação estruturada dessas práticas estão melhor posicionadas para liderar em seus setores, operando com agilidade, confiabilidade e foco estratégico.

Frameworks, Standards & Methodologies são, portanto, mais do que aceleradores; são pilares para o sucesso contínuo em um cenário tecnológico em constante transformação.

Evolução Cronológica

Dentro da camada Accelerator do CIO Codex Agenda Framework, o tema Frameworks, Standards & Methodologies se apresenta como um elemento crucial para a estruturação, eficiência e sucesso de projetos de TI.

Este tema aborda a importância de adotar estruturas normativas, padrões reconhecidos e metodologias testadas para guiar as práticas de TI.

A seguir é apresentada uma análise detalhada do desenvolvimento histórico de frameworks, standards e methodologies, destacando suas principais evoluções e impactos.

1) – Início e Evolução dos Frameworks, Standards & Methodologies (Anos 1980 – 2000)

  • Origem e Primeiros Passos: Nos anos 1980, a necessidade de padronização e eficiência na gestão de TI levou ao desenvolvimento dos primeiros frameworks e standards. ITIL (Information Technology Infrastructure Library) surgiu no final dos anos 1980 no Reino Unido como um conjunto de melhores práticas para a gestão de serviços de TI. Já nos anos 1990, o COBIT (Control Objectives for Information and Related Technology) foi criado pela ISACA para oferecer um guia de governança de TI, ajudando a alinhar as práticas de TI com os objetivos de negócios.
  • Primeiras Experiências: As primeiras implementações desses frameworks mostraram como a padronização e a aplicação de melhores práticas poderiam melhorar a eficiência operacional e a qualidade dos serviços de TI. As organizações começaram a perceber os benefícios da adoção de metodologias estruturadas, que ajudavam a mitigar riscos e a garantir a consistência nas operações de TI.

2) – Consolidação e Maturidade dos Frameworks, Standards & Methodologies (Anos 2000 – 2010)

  • Consolidação de Metodologias: Nos anos 2000, a adoção de frameworks, standards e methodologies tornou-se uma prática comum entre as organizações de TI. ITIL e COBIT foram atualizados para refletir as mudanças no ambiente de TI e nas necessidades das empresas. Além disso, o PMI (Project Management Institute) ganhou destaque com seu guia PMBOK (Project Management Body of Knowledge), oferecendo um conjunto estruturado de práticas de gerenciamento de projetos.
  • Desenvolvimento de Ferramentas e Técnicas: Durante esta fase, a popularidade das metodologias ágeis, como Scrum e Kanban, começou a crescer, proporcionando flexibilidade e adaptabilidade aos projetos de desenvolvimento de software. A integração dessas metodologias com frameworks tradicionais ajudou a criar um ambiente mais dinâmico e eficiente para a gestão de projetos de TI.

3) – Implementação e Consolidação dos Frameworks, Standards & Methodologies (2010 – Presente)

  • Mudança de Mentalidade e Integração Completa: A implementação eficaz desses elementos exige uma mudança de mentalidade significativa dentro das organizações. A área de TI deve adotar uma abordagem empresarial, focada na entrega de valor e na gestão eficiente de recursos. A combinação de frameworks, como ITIL 4 e COBIT 2019, com metodologias ágeis e práticas de DevOps, oferece uma base sólida para o planejamento, execução e gestão de projetos de TI.
  • Alinhamento com Necessidades de Negócio: A adoção de frameworks e standards reconhecidos ajuda a alinhar as iniciativas de TI com os objetivos estratégicos do negócio, promovendo a eficiência operacional e a qualidade dos serviços entregues. Esses frameworks fornecem práticas recomendadas e ajudam a mitigar riscos, contribuindo para a vantagem competitiva da organização.

4) – Reflexões e Desafios Futuros dos Frameworks, Standards & Methodologies

  • Transformação Contínua e Desafios Culturais: A integração de frameworks, standards e methodologies em organizações com práticas estabelecidas pode enfrentar resistência à mudança. É essencial adaptar esses elementos ao contexto específico de cada organização, garantindo que complementem e enriqueçam as estratégias de TI existentes. O desenvolvimento de uma cultura de melhoria contínua e a capacitação dos colaboradores são cruciais para superar esses desafios.
  • Inovação e Sustentabilidade: A evolução contínua dos frameworks e methodologies permite que as organizações se adaptem às novas tecnologias e às crescentes demandas de negócios. A avaliação periódica da eficácia desses elementos, considerando fatores como melhoria no gerenciamento de projetos, aumento da eficiência operacional e alinhamento com objetivos estratégicos, é essencial para manter a relevância e o valor das práticas adotadas.

Frameworks, Standards & Methodologies representam pilares fundamentais para a excelência na gestão de TI.

Ao adotar estruturas normativas, padrões reconhecidos e metodologias testadas, as organizações podem alcançar melhorias significativas na eficiência operacional, qualidade dos serviços e alinhamento com objetivos estratégicos.

Com um compromisso contínuo com a inovação e a adaptação, esses elementos permitem que as organizações enfrentem os desafios tecnológicos futuros, assegurando a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo.

Conceitos e Características

A adoção de frameworks, padrões e metodologias é um elemento crucial nos aceleradores da camada de tecnologia, pois fornece uma fundação sólida para a governança, gestão e operação de serviços de TI.

Frameworks como COBIT (Control Objectives for Information and Related Technologies) e ITIL (Information Technology Infrastructure Library) são essenciais para definir e manter a governança e a gestão de serviços de TI, respectivamente.

Eles oferecem modelos e práticas que ajudam as organizações a alinharem TI e negócios, melhorar os serviços e gerenciar riscos de maneira eficaz.

Alguns conceitos e características se destacam nesse tema, como os apontados a seguir:

COBIT

Fornece um modelo de governança de TI que ajuda organizações a criar valor a partir de TI. Enfatiza a regulamentação, o gerenciamento de riscos e o alinhamento de TI com os objetivos estratégicos do negócio.

ITIL

Um conjunto de práticas para gestão de serviços que foca no alinhamento dos serviços de TI com as necessidades dos negócios, incluindo processos como estratégia de serviço, design, transição e operação.

SAFe (Scaled Agile Framework)

Aborda a implementação de práticas ágeis em grandes organizações. É uma estrutura para escalar métodos ágeis além das equipes de desenvolvimento para toda a empresa.

PMI (Project Management Institute)

Oferece padrões e certificações reconhecidos internacionalmente para gestão de projetos, como o PMBOK (Project Management Body of Knowledge), que é um conjunto de práticas padrão para gerenciamento de projetos.

SRE (Site Reliability Engineering)

Introduz um conjunto de princípios e práticas que combinam engenharia de software e tarefas de sistemas para criar e operar sistemas de software em larga escala de forma confiável.

TOGAF (The Open Group Architecture Framework)

Fornece uma abordagem detalhada para o design, planejamento, implementação e governança de uma arquitetura empresarial.

Estes frameworks, padrões e metodologias são adotados globalmente e têm sido rigorosamente testados e aprimorados ao longo do tempo, proporcionando uma base comprovada para alcançar objetivos de negócios e TI.

O uso dessas estruturas reduz significativamente a curva de aprendizado e minimiza os riscos associados ao desenvolvimento e gerenciamento de TI, ao mesmo tempo em que potencializa a eficiência e eficácia operacionais.

A implementação dessas estruturas fornece às organizações um guia para as melhores práticas e padrões do setor, permitindo-lhes operar com mais segurança, agilidade e alinhamento estratégico.

Eles são essenciais para organizações que buscam uma transformação digital bem-sucedida, pois fornecem um roteiro para integrar novas tecnologias e processos enquanto mantêm a conformidade e a excelência operacional.

A integração e a aplicação de frameworks e padrões são imperativas para organizações que desejam manter-se competitivas e inovadoras no cenário tecnológico em constante evolução.

Eles oferecem não apenas diretrizes para ações correntes, mas também uma visão para o futuro da TI, em que a adoção de práticas recomendadas não é apenas uma questão de conformidade, mas uma estratégia para o sucesso a longo prazo.

Propósito e Objetivos

O propósito dos frameworks, padrões e metodologias na camada Accelerators consiste em oferecer uma fundação estruturada para otimizar a gestão e a execução de projetos de TI, promovendo um avanço significativo na maturidade organizacional.

Objetivos de Frameworks, Standards & Methodologies:

  • Estabelecimento de Governança: Aplicar o framework COBIT para estabelecer e manter uma estrutura de governança que assegure a alinhamento dos objetivos de TI com os estratégicos da empresa.
  • Melhoria da Gestão de Serviços: Utilizar o ITIL para aprimorar a entrega de serviços de TI, elevando a qualidade e a eficiência operacional.
  • Agilidade em Projetos: Empregar princípios do SAFe e práticas do PMI para gerenciar projetos com uma abordagem ágil, adaptativa e colaborativa.
  • Confiabilidade de Sistemas: Integrar o Site Reliability Engineering (SRE) para garantir a confiabilidade e a disponibilidade dos sistemas em grande escala.
  • Desenvolvimento de Arquiteturas Empresariais: Direcionar o uso do TOGAF para orientar o desenvolvimento de arquiteturas empresariais que suportem a estratégia de negócios de longo prazo.
  • Adesão a Normas Técnicas: Seguir padrões estabelecidos pelo NIST e outros órgãos normativos para assegurar conformidade e qualidade técnica.
  • Capacitação e Cultura: Incentivar a formação contínua dos profissionais de TI nas melhores práticas e metodologias atuais, fomentando uma cultura de excelência e inovação.
  • Risco e Compliance: Minimizar riscos operacionais e financeiros e garantir a conformidade com as regulamentações aplicáveis por meio da implementação de padrões reconhecidos.
  • Eficiência Operacional: Promover a eficiência e a eficácia operacional através da adoção de estruturas comprovadas que facilitam a implementação de processos de TI.
  • Inovação Estruturada: Utilizar a estruturação nativa desses frameworks para acelerar a inovação e a implementação de novas ideias de forma alinhada às necessidades do negócio.
  • Integração e Interoperabilidade: Assegurar que as tecnologias e processos sejam integrados e interoperáveis entre diferentes domínios de competência dentro da organização.
  • Adaptação e Flexibilidade: Ser capaz de adaptar e flexibilizar as práticas de acordo com as mudanças no ambiente de negócios, mantendo a relevância e a aplicabilidade dos frameworks.
  • Melhoria Contínua: Estabelecer um ciclo de melhoria contínua para aperfeiçoar processos e práticas, garantindo que a TI continue a agregar valor ao negócio.

Através desses objetivos, os frameworks, padrões e metodologias servem como aceleradores não apenas para a TI, mas para toda a organização, facilitando a navegação por um ambiente de negócios que é cada vez mais complexo e dinâmico.

Eles oferecem um guia confiável para que as organizações possam escalar suas operações, inovar de forma sustentável e manter a competitividade no mercado.

Concluindo

O CMMI V3.0 promete ser uma ferramenta revolucionária para as organizações que buscam não apenas melhorar suas operações, mas também adaptar-se proativamente às rápidas mudanças do ambiente de negócios moderno. 

A abordagem integrada e ampliada do modelo é um testemunho de seu compromisso contínuo com a excelência e inovação em performance organizacional. 

Convido a comunidade a explorar o CMMI V3.0, aplicá-lo de forma pragmática e compartilhar suas histórias de sucesso e aprendizado. 

Juntos, podemos desvendar o potencial real dessa nova versão e como ela pode trabalhar em conjunto com outras práticas e frameworks de mercado.

The IT Framework

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