Em 20 de outubro de 2026, a TI Inside publicou uma reportagem dedicada ao livro CIO Codex, de Arthur De Santis, com destaque para sua proposta de estruturar áreas de Tecnologia da Informação e apoiar a transformação digital nas empresas.
Sob o título “Arthur De Santis publica livro para estruturar áreas de TI e fortalecer transformação digital nas empresas”, a matéria apresenta a origem da obra, a trajetória do autor e os principais componentes do CIO Codex Framework. A cobertura contempla tanto a dimensão pessoal do livro quanto sua estrutura técnica, incluindo o capítulo de ativação acrescentado à segunda edição.
A publicação destaca uma característica central dessa proposta: a organização do conhecimento em tecnologia deve servir à atuação prática de profissionais, equipes e organizações. A compreensão dos conceitos é relacionada à capacidade de estabelecer prioridades, desenvolver competências e orientar a execução, mantendo os objetivos empresariais como referência.
A origem da obra e a trajetória de Arthur De Santis
A reportagem situa a criação do CIO Codex em um período de transição profissional, quando Arthur De Santis passou a organizar referências, experiências e conhecimentos sobre tecnologia. A iniciativa evoluiu de uma estrutura de arquivos para um Framework próprio e, posteriormente, para sua apresentação em livro.
Esse percurso permite compreender a relação entre experiência executiva e sistematização de conhecimento. A trajetória em serviços financeiros e a atuação em diferentes componentes da área de TI ofereceram contexto para organizar temas que, no cotidiano empresarial, precisam ser considerados de maneira articulada.
A origem da obra é relevante também por mostrar que sua construção não se restringiu à reunião de ferramentas ou metodologias. O propósito foi estabelecer uma visão capaz de relacionar as razões para a atuação da tecnologia, as condições para seu sucesso e as capacidades necessárias à sua execução.
Uma primeira parte dedicada à experiência pessoal
Embora o conteúdo seja predominantemente técnico, a primeira parte do livro é dedicada à trajetória de seu autor. Na matéria, essa escolha é apresentada como uma forma de contextualizar as experiências que contribuíram para a formação de sua base conceitual.
Entre os temas associados a essa construção estão o aprendizado contínuo, a organização de ideias e o compartilhamento de conhecimento. A dimensão pessoal oferece ao leitor elementos para compreender como referências e vivências foram transformadas em uma estrutura mais abrangente.
Essa combinação diferencia a função das duas partes da obra. O relato pessoal permite conhecer o percurso de elaboração do pensamento, enquanto a parte técnica organiza conceitos e competências para sua aplicação profissional. A experiência do autor oferece contexto, sem substituir a necessidade de interpretar a realidade específica de cada organização.
Why, How e What como estrutura do Framework
Um dos destaques da cobertura é a apresentação das três dimensões que organizam o CIO Codex Framework: Why, How e What. Essa divisão estabelece uma sequência entre propósito, condições de sucesso e recursos necessários à atuação da TI.
O Why examina a razão de existir da tecnologia dentro da empresa. A área é considerada um meio para alcançar objetivos organizacionais, e não uma finalidade isolada. Essa perspectiva ajuda a relacionar decisões tecnológicas às necessidades do negócio, à continuidade das atividades e à transformação de produtos e serviços.
O How reúne os fatores que permitem uma atuação bem-sucedida. Aspectos intangíveis, organização, novas tecnologias e aceleradores são tratados como dimensões complementares. A discussão considera que uma boa solução técnica depende também de cultura, comportamentos, alinhamento e condições de execução.
O What, por sua vez, organiza os ativos e as competências necessários para que a TI possa cumprir seu papel. A estrutura aproxima os objetivos pretendidos das condições que precisam ser desenvolvidas ou mantidas, oferecendo uma referência para avaliar a preparação da área.
Uma visão integrada da atuação tecnológica
Ao apresentar a agenda da TI, a matéria evidencia que a evolução tecnológica não deve ser examinada apenas pela adoção de soluções recentes. A estrutura do Framework também considera os elementos que influenciam como decisões são tomadas e transformadas em atividades coordenadas.
Essa integração é importante porque a existência de tecnologia não assegura, por si só, condições de utilização. A organização precisa compreender como pessoas, responsabilidades, processos e recursos serão articulados para que uma iniciativa possa funcionar de maneira consistente.
Para profissionais e lideranças, a proposta oferece uma referência comum de análise. Em vez de examinar somente demandas isoladas, torna-se possível observar relações entre diferentes necessidades e identificar os componentes que precisam evoluir em conjunto.
Sete camadas e 120 capabilities
A reportagem também apresenta a organização das competências em sete camadas interconectadas: parceria com o negócio, visão tecnológica, engenharia de soluções, exploração de novas tecnologias, excelência em serviços, cibersegurança e transformação da TI.
Essas camadas reúnem 120 capabilities, que detalham capacidades necessárias à estratégia, à operação e à evolução tecnológica. A estrutura permite discutir o que precisa ser realizado sem limitar a análise aos nomes dos departamentos ou à distribuição formal das equipes.
Seu uso exige contextualização. As capacidades não precisam receber a mesma prioridade em todas as empresas. A contribuição do modelo está em organizar a avaliação e apoiar escolhas coerentes com os objetivos, as condições existentes e a maturidade de cada organização.
A segunda edição e a ativação do conhecimento
Outro ponto destacado é o capítulo de ativação da segunda edição. A existência de um Framework, mesmo abrangente, não garante sua aplicação. É necessário transformar a compreensão em escolhas, responsabilidades e ações que possam ser executadas.
Essa passagem entre conhecimento e prática dá continuidade à proposta da obra. O diagnóstico precisa permitir a definição de prioridades e uma sequência de evolução compatível com os recursos disponíveis.
A repercussão na TI Inside apresenta, assim, o CIO Codex não apenas como uma organização de conceitos, mas como uma referência para conectar propósito, capacidades e execução na atuação da TI.
Leia a matéria original
A reportagem completa foi publicada em 20 de outubro de 2026 e está disponível na TI Inside:
