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Na mídia – TV Alesp aborda IA e futuro do trabalho

10/09/2026 4 min de leitura

Em entrevista ao programa SP Tecnologia, Arthur De Santis analisou como a Inteligência Artificial transforma tarefas, altera trajetórias profissionais e exige novas respostas de profissionais, gestores e organizações.

Em 10 de setembro de 2026, foi ao ar, na TV Alesp e no canal oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, uma edição do programa SP Tecnologia dedicada aos primeiros passos para uma carreira na área tecnológica. A entrevista com Arthur De Santis, executivo de tecnologia e autor do CIO Codex - The IT Framework abordou os impactos da Inteligência Artificial no mercado de trabalho de TI.

Ao longo de aproximadamente 20 minutos, foi apresentada uma leitura que evita tanto a negação das mudanças quanto previsões simplificadas sobre o desaparecimento do trabalho. A Inteligência Artificial foi posicionada como uma transformação relevante na forma pela qual atividades são executadas, decisões são apoiadas e capacidades humanas são ampliadas. Algumas tarefas poderão ser automatizadas ou reduzidas. Ao mesmo tempo, novas necessidades, especialidades e formas de geração de valor deverão ser criadas.

Essa transição não deverá ser medida apenas pela quantidade de vagas existentes em um determinado momento. Também precisarão ser avaliados o conteúdo das funções, as competências exigidas, os mecanismos de formação profissional e a capacidade das organizações de preparar pessoas para responsabilidades mais complexas.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o início da carreira em tecnologia. Atividades tradicionalmente destinadas a profissionais juniores poderão ser executadas com maior produtividade por ferramentas de IA. Isso não elimina a necessidade de desenvolver novos profissionais. Pelo contrário, torna mais importante a criação de caminhos de aprendizagem, acompanhamento, prática supervisionada e exposição gradual a problemas reais. Sem essa formação, a renovação futura de especialistas, gestores e líderes poderá ser comprometida.

Também foi destacado que o conhecimento técnico permanece indispensável, mas deixou de ser suficiente. Conceitos de Inteligência Artificial, dados, arquitetura, segurança e desenvolvimento precisam ser combinados com comunicação, capacidade de aprendizagem, entendimento do negócio, julgamento e disposição para gerar valor. A tecnologia deve ser compreendida como instrumento aplicado a necessidades concretas, e não como um fim isolado.

Outro aspecto abordado foi a amplitude da mudança. Os impactos da IA não ficam restritos à base das organizações ou às funções operacionais. Atividades de análise, produção intelectual, coordenação, gestão e liderança também estão sendo modificadas. Por isso, a revisão da contribuição profissional precisa alcançar todos os níveis. Uma tarefa automatizada não corresponde necessariamente à substituição integral de uma função, pois contexto, responsabilidade, julgamento e prestação de contas continuam associados às pessoas e às estruturas organizacionais.

Para as empresas, a adoção da IA deverá ser avaliada de acordo com sua capacidade de produzir diferenciação, melhorar o relacionamento com clientes, ampliar eficiência e sustentar decisões mais qualificadas. A simples disponibilidade de uma ferramenta não constitui justificativa suficiente para sua implantação. Problemas, processos, riscos, dados, controles e resultados esperados precisam ser compreendidos antes que uma solução seja escolhida.

A entrevista também apresentou a ideia de um ambiente pós-digital. Nesse contexto, o digital já não é tratado como uma iniciativa separada, pois se encontra incorporado à economia, aos produtos, aos serviços e às relações de trabalho. A questão passa a ser o que será construído a partir dessa base. Novas atividades, modelos de negócio e competências ainda deverão surgir, mesmo que seus formatos não possam ser definidos integralmente no presente.

Foi defendida, portanto, uma perspectiva de otimismo responsável. As oportunidades proporcionadas pela Inteligência Artificial devem ser reconhecidas, assim como os efeitos da transição sobre pessoas, carreiras e organizações. Preparação contínua, visão ampla de tecnologia e responsabilidade nas escolhas serão componentes essenciais para que a transformação produza resultados sustentáveis.

A participação no SP Tecnologia amplia a presença do CIO Codex no debate público sobre o futuro do trabalho e reforça uma abordagem baseada em estrutura, governança e geração de valor. A discussão não foi limitada à adoção de ferramentas. Foram examinadas as mudanças necessárias na formação profissional, na liderança e na própria organização do trabalho em tecnologia.

Assista à entrevista original

A edição completa está disponível no canal oficial da Alesp no YouTube. A participação de Arthur De Santis começa por volta de 8 minutos e 48 segundos.

Assista ao vídeo completo: https://youtu.be/SvfXUpoo0cM

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