CIO Codex E-book
Uma introdução clara ao CIO Codex Framework, com os pilares essenciais para transformar TI em valor. Ideal para ter a visão geral do framework.
Aqui vai aqui uma recomendação de muito alto nível, vale muito a pena assistir esse webinar do Gartner:
https://webinar.gartner.com/497131/agenda/session/1160983
O autor já mandou muito bem logo de largada com uma citação do Yoda:
"Difficult to see. Always in motion is the future."
Muitos temas que extrapolam absolutamente a esfera de IT, estão mais para questões de interesse nacional/global e que na minha opinião deveriam ter mais destaque nas discussões coletivas da sociedade:
Assisti os vídeos do Tom Gilb nessa playlist de um evento na Índia e achei muito pertinente as suas colocações:
Bom, em primeiro lugar há de se no mínimo dar o crédito a ele por toda sua biografia referente a engenharia de sistemas, de forma a ouvir e refletir sobre o que ele aponta e avaliar se faz sentido na realidade de cada um:
1)- Antes de se iniciar um desenvolvimento (coding) é essencial primeiro que haja um trabalho de engenharia que avalie o "o que e o como" será feito. A analogia com deixar pessoas que só manjam de martelo e serrote a responsabilidade de construir um arranha-céu me pareceu muito boa!
2)- Depois de um vídeo com quase 1h com toda a lógica por trás da importância da engenharia de sw em diversas dimensões e disciplinas. Vale a penas reservar um tempo para assistir. Defendo há tempos a necessidade de se criar mecanismos que busquem garantir a qualidade/integridade arquitetônica do que se faz em modo "agile", ou seja, não dá para se ter a preocupação e visibilidade apenas do que se faz na sprint, tem que se pensar no médio e longo prazo (especialmente para sistemas que se esperam uma perenidade de alguns anos).
3)- A análise sobre o Elon Musk como um grande exemplo de agilidade, mensurando os resultados, é muito boa!
4)- Quanto aos resultados do Agile, confesso que não tenho essa visibilidade sobre as estatísticas de sucesso nos projetos em Agile (que segundo ele são apenas ligeiramente superior ao do mundo waterfall). Acho, de qualquer forma, que faz sentido a discussão aberta e franca sobre o efetivo "sucesso" de cada projeto, valendo ressaltar a necessidade de refletir de forma transparente o que significa "sucesso" em cada projeto:
– Cumprir prazo?
– Cumprir custo
– Cumprir escopo?
– Cumprir "qualidade"?
– Cumprir com os retornos/benefícios estimados?
5)- Li em alguns blogs (inclusive do SAFe) que algumas pessoas questionam se as colocações do Tom, especialmente as referentes aos índices de sucesso do Agile serem próximos do waterfall, não seriam parciais sob a perspectiva de que ele possui e defende uma metodologia própria. Acho que a pergunta é justa de ser feita, mas as reflexões que ele coloca sobre o atual estado de Agile possuem o seu sentido também. Ao final, o Agile faz sentido desde que esteja entregando resultados de forma mais rápida e em maior volume do que outras formas de se fazer projetos, e para isso, há que se adequar às necessidades e realidades de cada organização (não existe fórmula pronta "one size fits all").
Aqui está uma área com muito a ser explorado, tanto em iniciativas internas de IT, quanto no uso aplicado nas necessidades do business, o que foi muito bem abordado nessa matéria da CIO Online:
https://www.cio.com/article/408213/it-enters-the-era-of-intelligent-automation.html
Seja em iniciativas já conhecidas mas que ainda não foram priorizadas e implementas, seja em iniciativas que sequer foram vislumbradas ainda!
Creio que em grande parte, com exceção das big techs, ainda estamos apenas começando a entender as possibilidades de uso de AI / ML / Bots e RPA nos casos de uso reais do dia a dia.
E se não bastasse ainda não termos uma visão clara e aterrizada das possibilidades, a cada dia as tecnologias por si só evoluem sem parar, ampliando ainda mais o gap para com as oportunidades ainda não conhecidas!
Pensando um pouco nas dores da implementação do dia-a-dia, ao menos baseado do que já vivi, se quisermos realmente colher benefícios reais e crescentes com AI / ML e afins, não adianta apenas investir ad-hoc em iniciativas esparsas (só "molhando os dedinhos do pé").
É preciso na verdade "mergulhar de cabeça", criar um time focado (se esforçando ao máximo para manter a estabilidade e perenidade da equipe) que vai explorar, aprender, testar, errar, acertar e finalmente escalar no uso dessas tecnologias, tudo isso com interação direta e constante com o business, para ser capaz de capturar e atuar sobre problemas reais do dia-a-dia.
Por algum tempo possivelmente será mais um laboratório para encubação de ideias até se tornar uma fábrica de inovação com produção em escala.