Oferta versus procura: a magia do mercado livre!

Nem o mundo Cloud resiste a essa lei infalível.

Em meio à crescente complexidade das decisões tecnológicas nas organizações, o uso da computação em nuvem tem sido reavaliado em função dos custos associados e da evolução dos preços de hardware de data centers.

Cada dia vejo mais artigos explorando as nuances dessa tendência, refletindo sobre as implicações para as estratégias corporativas de TI, especialmente à luz dos dados recentes sobre custos e benefícios de diferentes modelos de implantação.

Aqui mais um artigo, dessa vez da InfoWorld, sobre a realidade que vai se impondo sobre a eficiência financeira (e eventualmente técnica) de que cada caso deve ser avaliado individualmente:

https://www.infoworld.com/article/3700153/cloud-computing-is-no-longer-a-slam-dunk.html

Valendo ressaltar que em alguns dos casos a abordagem on premises pode ser mais vantajosa do que o Cloud, e mais complexo ainda, essa vantagem ou desvantagem pode mudar (e mais de uma vez) ao longo do tempo.

A evolução dos custos associados à infraestrutura de TI, especialmente entre soluções em nuvem e on-premises, desafia continuamente as estratégias arquitetônicas das organizações.

À medida que a vantagem financeira oscila, é fundamental refletir sobre as abordagens de desenvolvimento de soluções tecnológicas, avaliando a pertinência de adotar uma arquitetura agnóstica, que possa transitar livremente entre diferentes ambientes, ou uma arquitetura cloud native, otimizada para a nuvem mas potencialmente menos flexível.

A análise da InfoWorld

Recentemente, observou-se uma queda significativa nos custos de hardware para servidores e computadores host, enquanto os serviços de nuvem registraram um aumento de preços.

Esse fenômeno acarreta uma revisão crítica dos casos de negócios que justificavam a migração massiva para a nuvem pública, baseados anteriormente em economias operacionais e na transformação de despesas capitais em operacionais.

A computação em nuvem, inicialmente apresentada como uma solução quase universal para questões de infraestrutura de TI, enfrenta agora um momento de reavaliação.

Empresas que migraram seus sistemas para a nuvem estão reconsiderando e repatriando alguns deles para data centers tradicionais, buscando aproveitar a redução dos custos de hardware.

O cenário se complica ao analisar os benefícios além dos custos imediatos.

Decisões baseadas exclusivamente em gastos podem obscurecer o valor comercial mais amplo, difícil de quantificar, que inclui fatores estratégicos mais abrangentes.

Por exemplo, sistemas com padrões de uso de computação e armazenamento previsíveis e estáveis são mais adequados para serem mantidos em servidores tradicionais.

Contudo, aplicações com requisitos dinâmicos de computação e armazenamento beneficiam-se da escalabilidade e da integração oferecidas pela nuvem pública.

Impacto das Flutuações de Custo na Arquitetura de Soluções

As variações nos custos de soluções em nuvem e on-premises influenciam significativamente as decisões arquitetônicas em TI.

Uma abordagem agnóstica ao ambiente de implantação promete uma maior flexibilidade, permitindo que uma aplicação seja deslocada entre diferentes infraestruturas sem grandes modificações.

Isso não apenas protege o investimento em desenvolvimento de software frente a mudanças de custo, mas também assegura adaptabilidade em face de novas oportunidades tecnológicas ou alterações nas políticas corporativas.

Por outro lado, a arquitetura cloud native é projetada para maximizar as capacidades específicas da nuvem, como elasticidade, escalabilidade e gerenciamento de falhas.

Essa abordagem pode oferecer melhor desempenho e menor custo operacional quando bem alinhada com os recursos de nuvem.

Contudo, a dependência de características específicas de provedores de nuvem pode limitar a portabilidade das soluções e aumentar a complexidade e os custos de uma eventual migração ou integração entre plataformas.

Desenvolvimento Agnóstico Versus Cloud Native

Ao considerar o desenvolvimento de soluções de TI, a escolha entre uma arquitetura agnóstica e uma cloud native não é trivial.

A arquitetura agnóstica oferece uma liberdade valiosa, facilitando a gestão de riscos associados à volatilidade dos preços e às mudanças no mercado de provedores de cloud.

Essa estratégia pode ser especialmente vantajosa em cenários onde a previsibilidade dos custos de operação e a independência de fornecedores são prioritárias.

No entanto, a eficiência operacional e a otimização de custos proporcionadas por uma arquitetura cloud native podem resultar em benefícios substanciais a longo prazo.

Projetar aplicações que aproveitam nativamente os recursos da nuvem pode significar um melhor aproveitamento das inovações tecnológicas disponíveis, traduzindo-se em maior competitividade no mercado.

Este tipo de arquitetura é particularmente relevante para aplicações que exigem alta disponibilidade, escalabilidade automática e recuperação rápida de falhas.

A importância dos custos para a Cloud

Como que em um sinal dos tempos, e na minha opinião, uma mostra do amadurecimento do mercado, hoje o maior desafio percebido para a adoção da cloud não é mais a segurança, mas sim a gestão de custos.

Hoje pode parecer absolutamente normal ler algo assim, mas se voltarmos uns 10 ou 15 anos no tempo, quando o mercado de cloud ainda estava se provando, a percepção de desafios era absolutamente distinta.

Minha carreira em IT sempre foi com instituições financeiras e lembro como se fosse ontem a quantidade de narizes torcidos e expressões de desaprovação e incredulidade sobre qualquer chance de adoção de serviços cloud por parte dos grandes bancos.

Era quase um sacrilégio sequer cogitar essa hipótese.

Mas como dizem, "O Tempo é o Senhor da razão" aqui estamos nós nos dias atuais, em um cenário totalmente distinto onde o paradigma é basicamente o inverso e não só muitos já foram, como alguns já até começaram a voltar alguns workloads para o mundo on-premises.

Nesse novo mundo, o gerenciamento de custos foi considerado como o maior desafio atual, o que faz sentido quando se verificam os próprios resultados dos principais vendors de serviços clouds, que nos últimos quarters têm apontado explicitamente frases como "os clientes estão cada vez mais sofisticados em identificar oportunidades e gerenciar o consumo e custos cloud".

Reforçando isso, um recente estudo desenvolvido pela Flexera mostrou justamente que, conforme a utilização da nuvem cresce dentro das organizações e mais inovações acontecem no mercado, o maior desafio deixa de ser a segurança no compartilhamento de dados e passa a ser os custos.

Nesse sentido, não me surpreende que os modelos operacionais que facilitam o entendimento dos custos dos serviços em nuvem, os FinOps, tenham cada dia mais destaque e se tornem prioridade para quem segue se alavancando com o consumo cloud.

Vantagens dos Acordos Plurianuais

Os acordos plurianuais oferecem economias de custo e previsibilidade orçamentária, que são atrativos consideráveis, especialmente para negócios com cargas de trabalho estáveis e requisitos de uso prolongado da nuvem.

Adicionalmente, esses contratos possibilitam a negociação de Acordos de Nível de Serviço (SLAs) superiores, garantindo desempenho e resposta consistentes, o que é fundamental para aplicações e cargas de trabalho críticas.

Desvantagens dos Acordos Plurianuais

Por outro lado, esses acordos intensificam o bloqueio com fornecedores, limitando a capacidade das empresas de mudar de fornecedor ou adaptar-se a novas necessidades de negócios.

A volatilidade do mercado e a constante inovação tecnológica tornam os compromissos de longo prazo potencialmente restritivos, impedindo a adoção de novas tecnologias que poderiam oferecer vantagens competitivas.

O amadurecimento do mercado de cloud

O mercado de cloud segue se tornando mais maduro a cada dia e hoje já se apresenta como algo muito bem estruturado e com padrões estabelecidos.

E não poderia ser diferente com tanto bilhões de dólares envolvidos e provedores e clientes que fazem parte do ranking global de maiores empresas do mundo.

E nesse amadurecimento parece que dois caminhos vão se fortalecendo:

  1. Multicloud buscando a competição constante entre os vendors uma vez que você pode deslocar seus workloads para quem lhe oferecer as melhores alternativas imediatas.
  2. Contratos de longo prazo que tendem a trazer melhores condições comerciais, porém trazendo algumas obrigações como tempo de contrato e volume mínimo de consumo.

Qual o melhor caminho

Como a matéria bem coloca, o melhor caminho "depende" de cada caso, obviamente,
Mas considerando o cenário atual, eu acho que de forma geral, o melhor caminho atualmente é seguir na linha de contratos de alguns anos e meu racional é baseado em algumas considerações:

  1. Quando se considera que os eventos de mudança de plataforma cloud são raros. Lembro de estar acompanhando grandes projetos de migração ou nascimento de soluções nativamente na cloud desde algo por volta de 2018 (há uns 5 anos) e não tenho conhecimento de nenhum caso em que se mudou a plataforma cloud no meio do caminho.
  2. A criação de plataformas multicloud são complexas, ao menos ainda. Vamos ver com a chegada de novos serviços que buscam simplificar essa gestão, como o que a IBM está passando a oferecer e deverá ser seguido por outras empresas e que ainda deverão surgir no futuro.
  3. Acredito que ainda deve rolar muita coisa quanto à regulação e padronização de mecanismos de interoperabilidade e integração entre as plataformas cloud, com pitadas de discussões geopolíticas e de soberania de dados e proteção de mercados. Criar mecanismos "agnósticos" agora com objetivo de facilitar migrações futuras pode ser mais trabalhoso do que passará a ser no futuro eventualmente de forma nativa e regulada.
  4. Criar contratos de múltiplos anos não precisa significar uma obrigação de ter um single provider. Não vejo nada que impeça que se tenha contratos de longo prazo com mais de um provedor, é uma questão de como discutir as condições de volume mínimo de workload.

Enfim, não existe uma fórmula única e a criatividade humana é ilimitada.

Vamos ver quais variações se mostram mais predominantes no mercado!

Single ou Multi Provider?

Essa matéria aborda as ações de "fidelização" a partir de contratos de exclusividade (com garantia de um workload mínimo, mediante condições financeiras mais atrativas).

Algumas pessoas e empresas possuem dúvidas sobre qual seria o melhor modelo: single provider (com descontos por exclusividade) ou multi provider (pela competição entre os providers).

Ao ver as estatísticas mais recentes, onde apenas 2% das empresas seguiram pelo caminho de single provider, parece que temos algumas pistas:

https://www.cio.com/article/462834/cost-still-biggest-driver-for-multi-cloud-study-finds.html

Mas para não ficar em cima do muro, eu sou do time que defende ter um provedor prioritário, utilizando seus recursos e serviço nativos para fins de time-to-market e habilitar o máximo possível de benefícios da cloud.

Nesse sentido, o avanço exponencial de AI no último ano deve fortalecer ainda mais o uso de recursos nativos cloud (não acho que vai existir "Generative AI on-premises" para as empresas de todos os "tamanhos e bolsos").

Mas apesar se ter um provedor prioritário, manter um secundário como alternativa para fins de necessidade (algum recurso nativo exclusivo), para fins de redundância ou DR, ou mesmo por questões de negociação comercial (manter a "chama da concorrência" acesa é importante).

Por isso faz sentido pensar em arquiteturas de cloud híbrida, ou mesmo multicloud (embora para essa última muito tem sido dito quanto os contras da complexidade de desenvolvimento e operação – muito embora estejam surgindo ofertas de serviços bastante engenhosas nesse sentido), ou mesmo explorar os demais recursos providos pelos próprios providers, com ressalvas de acordo com cada indústria e suas respectivas regulações.

De qualquer forma, cada caso é um caso e não existe "one size fits all". Como as consultorias dizem: tudo "depende".

Como as notícias do mercado têm demonstrado, muitas empresas já foram para cloud, muitas outras já foram e resolveram voltar para on premises.

Outras ainda estão avaliando e decidindo o que fazer e no máximo avançaram com soluções de clouds internas ou híbridas.

Outras usam single provider e criaram soluções umbilicalmente "acopladas" com os serviços nativos providos pela plataforma cloud e capturaram valor por entregar soluções mais "simples" e com maior velocidade, além de também capturarem valor por eventuais acordos de "exclusividade" do workload.

Outros apostaram em criar soluções mais "agnósticas" e assim promoveram a sua portabilidade e interoperabilidade entre provedores distintos em modelo multicloud e capturam valor pela maior resiliência e poder de barganha ao ter mais de um provedor competindo pelo seu workload.

E além disso, ninguém sabe o que acontecerá sob a ótica de outros dois grandes temas:

CIO Codex Framework - Cloud Computing

No contexto do CIO Codex Agenda Framework, Cloud Computing é identificado como um vetor chave na camada New Tech, representando um elemento catalisador na jornada de transformação digital das organizações.

Este tema abrange uma abordagem estratégica para o consumo de recursos de computação, onde a infraestrutura, as plataformas e os softwares são acessados e gerenciados através da internet, proporcionando escalabilidade, flexibilidade e inovação.

O conteúdo complementar oferece uma visão aprofundada sobre como o Cloud Computing está remodelando o cenário de TI, permitindo que as empresas se tornem mais ágeis, focadas em dados e orientadas para o serviço.

A introdução ao Cloud Computing destaca a evolução deste paradigma, desde o fornecimento de recursos básicos de infraestrutura como serviço (IaaS) até plataformas sofisticadas como serviço (PaaS) e softwares como serviço (SaaS).

É discutido como a Cloud Computing facilita o rápido desenvolvimento e lançamento de aplicações, apoia a análise de grandes volumes de dados e permite a colaboração em escala global, tudo isso enquanto se mantém um modelo de custo variável que pode significativamente reduzir os gastos operacionais e de capital.

Este conteúdo explora as diferentes modalidades de Cloud Computing, como públicas, privadas e híbridas, e como cada uma delas pode ser adequada para atender a requisitos específicos de negócio, segurança e conformidade.

São examinados os desafios associados à migração para a nuvem, como a gestão da mudança, a segurança de dados e a integração com sistemas legados, oferecendo orientações estratégicas para uma transição suave e segura.

Além disso, são abordadas as inovações impulsionadas pela Cloud Computing, incluindo a expansão de serviços de inteligência artificial, a proliferação de ambientes de desenvolvimento de aplicações sem servidor e as capacidades avançadas de armazenamento e processamento de dados.

A discussão também enfatiza a importância de estabelecer uma cultura de governança em nuvem para garantir a otimização contínua de custos e a aderência às melhores práticas de segurança e conformidade.

Por fim, o conteúdo trata como avaliar o impacto do Cloud Computing na operação e estratégia de negócios, propondo métricas e indicadores-chave de desempenho como a elasticidade de recursos, a eficiência operacional, a inovação habilitada e a satisfação do usuário.

É dada ênfase à importância de uma estratégia de nuvem bem definida, que esteja alinhada com os objetivos de negócios e que possa ser adaptada às mudanças do mercado e às novas oportunidades tecnológicas.

Visão prática

Cloud Computing representa um divisor de águas na maneira como as organizações gerenciam e consomem recursos tecnológicos.

Mais do que uma tendência tecnológica, a computação em nuvem tornou-se a base da transformação digital, permitindo que empresas de todos os portes operem de maneira ágil, escalável e inovadora.

Na prática, o Cloud Computing é uma mudança de paradigma.

Ele elimina a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura física, transferindo recursos para um modelo de serviço baseado em consumo.

Essa abordagem possibilita que as organizações adaptem seus recursos às demandas em tempo real, reduzindo custos e otimizando a alocação de investimentos.

A Essência do Cloud Computing: Flexibilidade e Escalabilidade

A computação em nuvem permite às empresas acessarem uma gama ampla de recursos, desde armazenamento e processamento até plataformas de desenvolvimento e aplicativos de software.

Esses serviços são organizados em três modalidades principais:

Além disso, as diferentes arquiteturas de nuvem – pública, privada e híbrida – proporcionam flexibilidade para atender a necessidades específicas de segurança, conformidade e desempenho.

Transformação Operacional e Estratégica

Cloud Computing não é apenas uma ferramenta operacional, é um motor estratégico que permite às organizações explorarem novas oportunidades.

Entre os principais benefícios práticos estão:

Como Implantar Cloud Computing de Forma Estratégica

Embora os benefícios sejam claros, a adoção de Cloud Computing exige planejamento e execução cuidadosos.

Abaixo, estão cinco diretrizes práticas para uma transição bem-sucedida:

Desafios e Estratégias para Superação

Embora Cloud Computing ofereça inúmeras vantagens, sua implementação não está isenta de desafios. Entre os principais obstáculos estão:

O Futuro do Cloud Computing

A computação em nuvem continuará a evoluir, integrando novas tecnologias e expandindo suas capacidades.

Tendências como edge computing, que traz processamento de dados mais próximo das fontes de geração, e a ampliação de serviços de inteligência artificial e aprendizado de máquina, devem consolidar a nuvem como um catalisador de inovação.

Empresas que adotam Cloud Computing de forma estratégica estão bem-posicionadas para responder rapidamente às mudanças do mercado e aproveitar oportunidades emergentes.

No cenário competitivo atual, a nuvem não é apenas uma vantagem tecnológica, mas um imperativo para a sustentabilidade e o crescimento organizacional.

Evolução Cronológica

A trajetória do Cloud Computing é marcada por desenvolvimentos significativos que refletem as mudanças nas demandas tecnológicas e empresariais.

A seguir é apresentada uma visão detalhada da evolução cronológica do Cloud Computing, desde suas origens conceituais até as inovações mais recentes, ilustrando como essa tecnologia revolucionou a infraestrutura de TI nas organizações.

O Cloud Computing continua a evoluir, respondendo tanto às oportunidades tecnológicas quanto aos desafios operacionais.

À medida que novas tecnologias emergem e os custos de infraestrutura flutuam, as estratégias de TI devem permanecer ágeis e adaptativas.

A capacidade de uma organização de se adaptar eficientemente será crucial para manter a competitividade e a inovação em um ambiente empresarial que é, por natureza, volátil e em constante evolução.

1) – A Gênese da Computação em Nuvem (Anos 1960 – 1990)

2) – A Comercialização da Nuvem (Anos 2000 – 2010)

3) – Massificação e Diversificação (Anos 2010 – 2020)

4) – Reavaliação e Repatriação (2020 – Presente)

5) – O Futuro do Cloud Computing

Em suma, a evolução do Cloud Computing tem sido uma jornada de transformação contínua, marcada por avanços tecnológicos significativos e desafios complexos.

À medida que essas tecnologias continuam a se desenvolver, elas prometem transformar ainda mais a forma como as organizações operam, oferecendo novos insights e oportunidades para inovação e eficiência operacional.

Concluindo

A computação em nuvem não deve ser vista como uma solução padrão para todas as necessidades de TI.

É essencial que as organizações avaliem continuamente suas necessidades de negócios e os benefícios das soluções tecnológicas disponíveis.

Com a recente mudança nos custos de hardware e serviços de nuvem, torna-se imperativo reavaliar os objetivos de uso dessas tecnologias regularmente.

Em alguns casos, os servidores tradicionais oferecerão maior retorno sobre o investimento, enquanto em outros, a nuvem pública se mostrará mais vantajosa.

Este contexto de escolha entre nuvem pública e data centers tradicionais destaca a importância de uma estratégia de TI ágil e adaptativa.

A capacidade de uma empresa de responder a mudanças econômicas e tecnológicas será um diferencial competitivo crucial.

Assim, as decisões de infraestrutura de TI devem ser reexaminadas periodicamente, garantindo que continuem alinhadas com as metas estratégicas e financeiras da organização.

Em última análise, o desafio é encontrar o equilíbrio certo que maximize a eficiência operacional e financeira sem comprometer a capacidade de resposta às exigências do mercado e às oportunidades de inovação.

A decisão entre adotar uma arquitetura agnóstica ou cloud native deve ser baseada em uma análise cuidadosa dos objetivos estratégicos, necessidades operacionais e condições de mercado de cada organização.

Uma abordagem agnóstica pode ser mais segura em termos de custos e flexibilidade, enquanto a arquitetura cloud native pode maximizar a eficiência e a inovação tecnológica.

Idealmente, as organizações devem procurar um equilíbrio que permita a adaptação rápida às mudanças de custos e tecnologia sem comprometer a eficiência e a capacidade de inovação.

A chave para uma estratégia eficaz é uma análise contínua das tendências de mercado e uma revisão constante das decisões arquitetônicas, garantindo que a infraestrutura de TI suporte de maneira efetiva os objetivos de negócio em um ambiente em constante evolução.

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