Cada dia se fala mais sobre resiliência das organização e em uma era onde as empresas estão cada dia mais digitais, é esperado que a Área de Tecnologia seja chave para alcançar a resiliência.

Aqui um excelente artigo da McKinsey sobre o tema:

https://www.mckinsey.com/capabilities/risk-and-resilience/our-insights/a-technology-survival-guide-for-resilience#/

Desse artigo eu destaco os três bullets abaixo, sobre “como se tornar resiliente”:

Ao ler esses pontos pode até parecer que se trata de uma jornada simples e tranquila, mas posso dizer por experiência própria o quão difícil é mudar a cultura de uma organização (item 1), ser capaz de implementar indicadores que efetivamente ajudem a saber como se está e o que precisa ser evoluído - além de criar o hábito das pessoas fazerem uso deles - (item 2), e por fim, com toda a correria típica do dia a dia, criar o tempo disponível e a disciplina para “ensaiar e treinar” em casos de incidentes.

Enfim, qualquer um que esteja habituado com a realidade usual de qualquer área de tecnologia pode confirmar que superar esses obstáculos não é de forma alguma um passeio no parque.

E como é bem apontado tudo aqui, e eu complemento com alguns pontos abaixo, a resiliência acaba sendo realmente percebida apenas no final da cadeia, na operação dos sistemas.

Mas na verdade, para se alcançar a resiliência é necessária a visão e ações concretas ao longo de toda a cadeia de valor (o que inclui muitos passos antes da operação dos sistemas em si):

  1. Visão estratégica de o que é efetivamente crítico para o negócio e seus impactos.
  2. Desenho e implementação de uma arquitetura escalável e flexível.
  3. Aplicações desenvolvidas a partir de uma arquitetura resiliente, considerando desde largada aspectos de observabilidade e monitoramento e mecanismos de contenção.
  4. Uma Infra moderna e igualmente escalável e com mecanismos de observabilidade e monitoramento.
  5. Uma operação organizada com recursos e ferramental adequados para os processos para um SRE de primeira categoria.
  6. Uma IT com um modelo operacional que favoreça o business agility, seja na identificação de issues, assim como na capacidade de definir, priorizar e implementar as ações de solução e evolução contínua.
  7. Uma cultura organizacional com foco na qualidade.

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