CIO Codex E-book
Uma introdução clara ao CIO Codex Framework, com os pilares essenciais para transformar TI em valor. Ideal para ter a visão geral do framework.
Uma boa parcela das empresas modernas busca aumentar a sua excelência no mundo Digital.
Nesse sentido, é muito útil um framework que organize os principais temas relacionados ao Digital, assim como um panorama de quem se destaca no mercado.
Ambos os pontos são contemplados aqui nesse webinar do Gartner:
https://webinar.gartner.com/493431/agenda/session/1153581
Falando primeiramente do framework em si, achei interessante, embora confesso que criei uma visão própria que me parece um pouco melhor e vou buscar compartilhar e explorar futuramente.
Por sua vez, falando do mecanismo do benchmarking, acho o conceito muito útil, desde que usado com “sabedoria”.
Não adianta se basear apenas na comparação com o mercado e no que os outros estão fazendo, afinal, cada empresa possui seus próprios desafios, metas e objetivos, além de viver sua própria realidade.
Mas ainda assim, ajuda bastante ter alguma referência de como se está frente aos pares ou outros segmentos eventualmente mais maduros e sofisticados.
Nesse webinar (e PDF disponibilizado) constam algumas sacadas muito legais sobre o que realmente avaliar considerando tópicos de "transformação e operação digital". Vale assistir ou ao menos ler o PDF.
Dentre elas, destaco algumas que batem com a vida real de grande parte das organizações e dos profissionais de TI:
O que é Web3?
Mais um artigo da McKinsey, dessa vez sobre o buzzword “guarda-chuva” Web3:
https://www.mckinsey.com/featured-insights/mckinsey-explainers/what-is-web3
Digo buzzword por conta de que já vi muitas empresas incluindo diversos temas dos mais variados assuntos possíveis dentro desse mesmo "moniker".
Gostei do artigo por ele buscar delimitar de forma mais clara o principal conceito diferenciador da Web3, que é o “controle descentralizado”.
E quando se fala em descentralização de controle, nada mais natural do que falar em Blockchain.
Especificamente falando em Web3, eu tenho grandes expectativas sobre tudo o que pode ainda ser criado e operado, embora confesso que ainda não vi grandes realizações concretas.
Mas vale acompanhar o que o futuro nos reserva e como os “limitantes” de tempo de resposta serão ultrapassados.
Há quem diga que AI vai ajudar nisso, ao mesmo tempo outros dizem que AI e Web3 são conceitualmente incompatíveis.
Agora especificamente sobre Blockchain, me recordo como se fosse ontem da primeira vez que ouvi falar nesse tema, creio que no começo dos anos 2010.
Eu estava em uma reunião geral do time de Financial Services Consulting (naquela época eu trabalhava na Accenture) onde se falou de várias novas tendências no mundo de tecnologia e que deveriam passar a fazer parte do nosso repertório.
Na pauta daquele encontro estavam Mobile First, Agile, DevOps, alguns outros temas que não me recordo, além de Blockchain.
Todos eram temas que na ocasião estavam claramente ganhando presença mainstream e que certamente iriam (e em alguns já começavam a) transformar o panorama geral das organizações.
Mobile, Agile e DevOps (acho que naquela época ainda não tinha “Sec”) eram fáceis de entender e de certa forma já eram temas os quais já se tinha alguma exposição.
Agora Blockchain foi bem diferente. Lembro que saí daquela reunião sem entender o que aquilo de fato significava e tive que ler bastante até que fizesse algum sentido.
Lembro que na ocasião se exemplificou o conceito do Blockchain com o Bitcoin, de forma que em algum momento se passou a falar de "mineração" aí eu me perdi de vez no entendimento e voltei para casa com mais dúvidas do que respostas!
Passada cerca de uma década, não há dúvidas de que o Blockchain encontrou o seu espaço no mercado, com vários casos de uso que extrapolam o de cryptocurrencies.
Muito embora lá no começo dos anos 2010 havia a percepção de que o uso viria a ser bem mais massivo e diversificado do que vejo como realidade hoje em 2024.
Eu, particularmente, não tive oportunidade/necessidade de utilizar o conceito/tecnologia ao longo desses anos, ao menos não de forma explícita (pode ser que alguma ferramenta que utilizei fazia uso de Blockchain de forma interna).
Mas ainda assim, é algo que deve estar no radar da tecnologia das organizações, sendo devidamente avaliada e utilizada nos casos em que suas features únicas possam fazer toda a diferença.
Data & Analytics já não é mais uma coisa do futuro, mas sim uma realidade do presente e uma capability chave para qualquer organização que almeja ser “digital”!
Como comentei há algum tempo, cada vez mais o sucesso e crescimento de uma empresa está na análise de seus resultados, e com toda a revolução atual de AI, vale lembrar que Data é um insumo fundamental nesse jogo.
Não consigo imaginar uma "Transformação Digital' (e sua subsequente “Operação Digital”) que não passe pela adoção de Data, dentro da própria linha evolutiva de Analytics:
Cada empresa possui a sua própria realidade, com o seu timing, prioridades, recursos e até mesmo objetivos e ambições relativas ao uso de Data & Analytics.
Mas supor ou assumir que essa não é uma alavanca estratégica pode acabar tendo consequências catastróficas, afinal, são poucas as empresas que podem se dar ao luxo de ficar inerte, sabendo que tendo ao menos um concorrente, já passa a existir o risco real de ficar para trás caso ele seja mais ágil do que você.
E mesmo extrapolando o business e olhando apenas dentro da própria IT, não faltam casos de uso onde Data & Analytics podem trazer enormes ganhos e excelência operacional.
Compreendendo o comportamento dos clientes, usuários e sistemas e assim definindo ações que promovam uma maior resiliência, performance e até mesmo o consumo otimizado de recursos computacionais (algo super chave em tempos de SaaS, PaaS ou mesmo IaaS onde os custos com cloud são cada vez mais relevantes).
Aqui um artigo interessante da CIO Online com foco no aspecto da governança de dados:
Como costumo dizer, IT é um mundo por si só. Não se faz uma área de tecnologia apenas com Devs, são muitos temas e capabilities necessários para se entregar valor de forma rápida e regular.
Esse aqui é um tema fundacional para que se possa alcançar a maturidade organizacional (e mesmo técnica) em outros aspectos de Data & Analytics.
Não se consegue alcançar e sustentar uma IT bem sucedida apenas com ferramentas, é preciso ter uma visão e implementação clara do modelo operacional e suas capabilities, processos e organização.
Fora isso, o mundo de Dados por si só já um universo gigantesco, em muitos casos (acho que hoje são a maioria deles) externos e complementares à IT em muitas de suas disciplinas.
Para os interessados no tema, seja por estarem ingressando no mercado de trabalho agora, ou para muitos que estão pensando em pivotar suas carreiras para uma direção voltada à IT, não faltam oportunidades a serem exploradas seguindo por esse caminho!
Conhecimento é o ativo que mais contribui para o desenvolvimento de qualquer pessoa, tanto no aspecto profissional quanto no aspecto humano!
Nesse sentido, concordo absolutamente com a filosofia dessa imagem que recebi esses dias e adorei.

Não tenho a menor ideia de qual é a base teórica que suporta o prazo de 10 anos, assim como vale destacar que 1h na verdade representa 6% do "dia útil".
De qualquer forma, fazendo uma conta de padeiro, 1h/dia x 10 Anos dão um pouco menos de 4000 horas de “estudo”.
Assumindo que a pessoa igualmente aplique 1,5h de “prática” por dia, já se chega naquele número mágico da “Teoria das 10 Mil Horas” para se tornar um mestre em um determinado tema.
Há algum tempo ter visto um post sobre “o que você falaria para o seu eu mais jovem caso tivesse a chance de viajar no tempo e encontrar a sua versão adolescente?”
Eu teria falado para o meu eu mais jovem para usar melhor todo aquele tempo livre da melhor forma possível.
Tentaria explicar para mim mesmo o quão valioso seria cada "slot livre na agenda" no futuro quando da vida adulta!
E certamente falaria sobre a "teoria das 10 mil horas de prática" e o quanto a gente poderia aprender sobre tantas coisas ao longo daquela década da adolescência.
Mas como comentei na ocasião, não sei se eu teria dado a atenção devida ao meu “eu do futuro”!
Apenas dando alguma base "concreta" ao tema, lembro de há alguns anos estar em uma das disciplinas do MBA (métodos quantitativos) e em um trabalho final optei por fazer um ensaio sobre quais variáveis poderiam melhor explicar (estatisticamente falando) o "desenvolvimento humano" de uma dada unidade da federação.
Foram quase 20 variáveis analisadas, em diversas categorias (infra, social, justiça e segurança, demografia etc.). Nenhuma foi capaz de explicar melhor o desenvolvimento humano do que as variáveis relacionadas à educação!
Mas voltando à simplicidade do conceito da imagem, acredito piamente que se faz necessário seguir lendo e aprendendo/atualizando, assim como buscar colocar em prática aquilo que se aprende.
Manter o conhecimento no mundo das ideias pode até ter o seu valor "acadêmico", mas em geral o que transforma o mundo é trazer as ideias para o plano das ações, daí a importância de balancear os dois lados da equação.
Apenas estudar pode criar ideas incríveis, mas sem aplicação prática, ao mesmo tempo que pura prática sem tentar teorizar ou racionalizar a excelência de cada tema, provavelmente leva ao sucesso pela sorte ou pura tentativa e erro.
E enquanto “esforço de leitura” creio que o conceito merece ser flexibilizado no sentido não apenas de livro, mas, até por conta dos novos formatos e tipos de conteúdo do mundo digital, vale para notícias, artigos, matérias, papers e afins.
Sob a ótica de consumir e absorver conhecimento, imagino que vídeos do Youtube, podcasts e audiolivros valem nessa conta do aprimoramento contínuo também.
Interessado no tema de Software Engineering e como evoluir a sua organização nesse sentido?
Aqui um webinar do Gartner:
https://webinar.gartner.com/460889/agenda/session/1087602
Acho que esse vai agradar quem curte e entende a importância do modelo operacional para a qualidade & produtividade na entrega de valor!
Já começou muito bem com a analogia entre criar uma organização vencedora e cultivar um bonsai, que foi muito inteligente.
Quanto ao conteúdo em si, qualquer um envolvido no desenvolvimento de software/soluções vai se identificar em algum ponto desse material.
Da minha parte, achei “reconfortante” ver a partir de números que não estamos sozinhos no mundo frente as dores usuais do dia a dia,
Olhando o Top 5 dos principais desafios, claramente são dores que fazem parte de da rotina de grande parte de quem eu conheço:
Enfim, acho que fica claro o recado de que evoluir e amadurecer as organizações não é algo trivial ou que possa ser feito por um passe de mágica.
Envolve ter uma visão clara de onde se deseja chegar, a clareza de porque esse onde será bom para todos, onde se está hoje e o que precisa ser endereçado para alcançar os objetivos.
Mas com a consciência de que não dá para escapar da jornada de transformação cultural, algo que leva o seu tempo e necessita da atuação direta da liderança dando exemplos!
E pensar que eu iniciei a minha carreira em IT programando na plataforma Mainframe e ouvindo desde então que ela estava prestes a morrer!
Já se foram 20 anos e ela segue com a "morte anunciada", mas ao mesmo tempo com exemplos empíricos que mostram que isso ainda deve levar longos anos.
Há algum tempo comentei que é bem possível que ela siga viva (mesmo que não com a mesma relevância) até mesmo quando chegar a minha aposentadoria em um futuro (espero eu que de longo prazo).
Matérias como essa da CIO Online e os avanços em interoperabilidade da plataforma Mainframe com workloads cloud mostram que isso fica cada dia mais provável:
É de se admirar a flexibilidade e adaptabilidade que o Mainframe vem demonstrando ao longo de quase 60 anos de vida, se modernizando inclusive para abraçar AI e Cloud.
Fico pensando em como seria o mercado e a competitividade entre as plataformas (mainframe versus distributed versus cloud) em uma realidade paralela em que os custos do mundo Mainframe fossem mais baixos, uma vez que grande parte das intenções e iniciativas de saída do mainframe apontam como motivador principal o desejo de reduzir custos.
Ao longo dessas décadas o Mainframe já encarou diversos concorrentes, mas os seus diferenciais de escalabilidade, resiliência e segurança (dentre outros) compensaram o custo de operação, de forma que tentativas de migração para outras plataformas falhavam por não haver paralelo técnico ou econômico.
Mas hoje em dia, temos a evolução do universo Cloud e em paralelo se vê avanços em utilizar Gen AI na migração de soluções Cobol para Java.
Ou seja, os ataques de disrupção estão vindo por todos os lados e parece que dessa vez o Mainframe finalmente encontrou um concorrente a altura.
De qualquer forma, o caminho de saída do mainframe não é um passeio no parque e a dificuldade cresce conforme a complexidade da plataforma/arquitetura de aplicações, especialmente nas grandes empresas com muito processamento, muitas aplicações, muitas integrações entre si desenvolvidos ao longo de muitos anos (as vezes décadas).
Muitas das integrações e regras de negócio existem sem o conhecimento de mais nenhuma pessoa ou documentação nas organizações e conforme se avança no processo de migração e vai se descobrindo essa complexidade oculta ou desconhecida, a realidade vai se descolando do business case original.
Ao mesmo tempo, qualquer um que coloca workloads na cloud percebe rapidamente que os custos de operação podem sair facilmente de controle se não houver um rígido controle e visão crítica.
E por fim, o nível de serviço é para muitas indústrias um fator chave e não é uma decisão fácil virar a chave e sair de algo que se sabe que está funcionando e ir para algo que muito provavelmente necessitará de algum fine tuning até operar no mesmo nível de disponibilidade e performance.
Mais uma para mostrar aquilo que a sabedoria popular já diz há tempos: "cada um é cada um"!
E dessa vez uma matéria da Startse mostrando isso com números:
https://www.startse.com/artigos/profissionais-nao-querem-mais-cargo-de-lideranca
"Um levantamento feito pela Harvard Business Review, por exemplo, mostrou que apenas 34% dos profissionais dos mais de 3.600 entrevistados disseram buscar posições de liderança e somente 7% disseram que o objetivo da carreira era ocupar a cadeira de c-level."
Acredito que todos seguimos sempre aprendendo na vida e sou um adepto daquela frase “Quanto mais sei, mais sei que nada sei”.
Nesse sentido, também sigo aprendendo e uma das coisas que se tornou um "momento eureka" pessoal foi quando caiu a ficha para mim que não fazia o menor sentido tentar entender as pessoas e o que as motivava apenas olhando para mim mesmo.
Ou seja, cada pessoa é um universo em si e essa é a beleza da diversidade de pensamentos, algo que não precisa ser glorificado nem promovido, apenas deve ser considerado e respeitado como um fato dado da vida.
E digo considerado e respeitado porque a diversidade de pensamentos simplesmente existe e pronto. Mais ou menos como a "gravidade", simplesmente é um fato da vida e devemos assumir isso como parte da equação e buscar o melhor uso possível dela!
Enfim, fica o tema para a reflexão de como buscamos adequar os modelos de carreira e mecanismos de engajamento e motivação levando em conta que as pessoas podem ter ambições e preferências diferentes entre si e que está tudo bem ser assim.
A questão que fica eu acho ser mais em como criar e fomentar um modelo que promova a maximização do valor gerado por cada pessoa, entendo que os objetivos, metas e ambições de cada um certamente serão diferentes.
E ainda considerar o fator complicador de que as pessoas também mudam ao longo do tempo, ou seja, seus perfis, objetivos, metas e ambições são dinâmicos.
Enfim, como encontrar o equilíbrio de papéis, responsabilidades, exposição, oportunidades, trilhas de carreiras e por ai vai, entendendo essa enorme diversidade humana, e então encontrando a “configuração ideal” (se é que ela é possível)?
Agora falando dos números em si, confesso que me surpreenderam. Eu esperava um percentual maior do que 7%, mesmo considerando as mudanças na dinâmica profissional e do mercado de trabalho dos últimos anos, em que certamente já foi possível perceber que as expectativas e ambições mudaram de certa forma.
Muito já se falou sobre as diferenças culturais geracionais, embora não sei dizer se só isso explica toda a mudança.
Mantenho minha crença de que no final tudo é feito por e para pessoas, sendo assim, considerando essas mudanças culturais, somadas/fortalecidas/confirmadas por todo o attrition que se viu nos últimos anos (vejamos se isso se manterá assim agora que estamos em outro momento de mercado), acho no mínimo prudente se considerar alternativas de trilhas de carreira diferenciadas!
Agora já no novo ano que se iniciou (e que 2024 seja sensacional), mas com um assunto que segue sendo um drama universal ao longo dos anos: Débito Técnico!
Compartilho mais uma matéria muito boa do CIO Online:
https://www.cio.com/article/472768/5-tips-for-tackling-technical-debt.html
E mantendo o hábito, deixo aqui meus insights sobre o tema:
Energia limpa segue sendo uma fortaleza no Brasil!
Quem diria que rodar com um motor à combustão usando etanol no Brasil emite menos CO2 do que rodar com um veículo 100% elétrico na Europa?
Aqui uma comparação bem bacana feita pela Stellantis:
https://autopapo.uol.com.br/curta/stellantis-carro-etanol-menos-poluente/
Lembro de um outro estudo de algum tempo atrás que apontava que fabricar um veículo elétrico igualmente emite mais CO2 do que fabricar um homólogo à combustão, ou seja, amplia ainda mais a vantagem para o etanol por aqui.
Mas antes que me interpretem de forma errada, deixo nem claro que acho os avanços dos carros elétricos sensacionais e sou fã da tecnologia de um Tesla, por exemplo, ou mesmo dos elétricos chineses que se multiplicam a cada dia.
Sou da opinião de que o avanço é uma certeza da humanidade e que algum dia esse será o futuro inevitável.
São mais silenciosos, têm menos peças para quebrar, fornecem torque instantâneo e uma performance invejável.
Fora os demais avanços de tecnologia embarcada em outros recursos incomuns nos veículos tradicionais.
Mas ao mesmo tempo, não me iludo em achar que são apenas maravilhas hoje. Ainda existem aspectos a serem endereçados.
Primeiro a própria geração de energia. Algum avanço deverá ocorrer na geração de energia para comportar o uso massivo de elétricos.
O fato é que muitos países possuem uma matriz energética que talvez não justifiquem o uso de elétricos hoje.
E digo “hoje” por conta dos outros desafios ainda sem uma solução definida, como a própria fabricação de baterias (me parece que é necessário minerar algumas toneladas de minério para extrair a matéria prima da bateria de um único carro).
Enquanto baterias, tem também o desafio do tempo de carregamento, que ainda é alto e torna a logística como um todo bem complexa.
Complexa para longas distâncias (típicas de um país continental como o nosso), mas também complexa para regiões densamente povoadas, como a região metropolitana de SP, por exemplo.
Imagine se houver a adoção massiva de veículos elétricos por aqui de uma hora para outra e todo mundo resolver instalar carregadores elétricos em suas garagens.
Como fica a rede de distribuição elétrica em um bairro cheio de prédios?
É o tipo de coisa que vai exigir estudos e investimentos expressivos. Não creio que seja um desafio apenas para SP, mas também para muitas outras localidades no Brasil e no mundo.
Tem também a mudança do “modelo econômico” dos veículos, pois, ao menos com a tecnologia atual dos EVs, as baterias vão perdendo a sua eficiência elétrica com os anos (creio que como em qualquer aparelho elétrico, como os smartphones) até que em um dado momento elas precisarão ser trocadas.
Dado que hoje efetuar esse tipo de troca se mostra custosa hoje, e proporcionalmente mais custosa ainda conforme os anos de uso do veículo avançam e ele vai se desvalorizando, a equação de valor de um EV usado com alguns anos será bem diferente da de um veículo tradicional.
Tudo isso somado me leva a crer que, mais uma vez falando no contexto do hoje, um EV talvez seja muito legal para um entusiasta ou alguém que possa ter ele é ao mesmo tempo um tradicional na garagem, mas as tecnologias e padrões ainda estão incipientes demais para ser algo massivo ao ponto de qualquer família poder embarcar agora nessa leva de EVs.
Qual o cenário atual e o prognóstico futuro para os bancos globais?
Para quem é do setor de financial services, vale quase como uma leitura obrigatória esse estudo da McKinsey:
https://www.mckinsey.com/industries/financial-services/our-insights/global-banking-annual-review#/
É bem legal ler esse usando como referência o estudo de um ano atrás, lançado nessa mesma época.
Recomendo também o de um outro estudo de mais ou menos um anos atrás (“The great divergence” – link na própria matéria) que se mostra reforçado/confirmado nesse desse ano, pois aumenta cada vez mais o gap entre os bancos com “high performance” versus os pares com operação menos organizada.
Outra questão confirmada é que a escala importa cada vez mais: Grandes corporações parecem conseguir cada vez melhores resultados que seus pares menores pelo ganho de escala.
Ao mesmo tempo que é apontado que os bancos buscam se diferenciar juntos aos consumidores cada vez mais.
Muito embora, se me lembro bem da época do MBA, diferenciação e escala ao mesmo tempo são coisas difíceis de conciliar, inclusive eram abordagens basicamente opostas.
Fazendo aqui um exercício de lembrança histórica (lembram da crise de 2008?), acho que deve sinalizar algumas potenciais fusões no curto e médio prazo.
Lembro que na Espanha foram inúmeras “Caixas” que se fundiram e nos demais países da região imagino que houve alguma movimentação similar.
Pensando em Brasil, creio que nosso mercado segue em um movimento inverso de “desconcentração” de mercado.
Pelo menos o órgão regulador seguia incentivando bastante isso, vamos ver qual será a abordagem daqui para frente.
Não vi nenhum estudo recente de participação de mercado, mas enquanto consumidor observador acompanhando a vida real, por exemplo, ao ir ao mercado e no comércio em geral, é cada vez mais comum ver pessoas com cartões de credito emitidos por ou usando contas correntes no Pix de bancos digitais.
Quanto aos prognóstico futuro, olhando aqui para o nosso “quintal” na América Latina, parece que as coisas seguem bem:
“...concentration of growth in emerging Asia, China, Latin America, and the United States. We expect that these regions will account for about 80 percent of the estimated $1.3 trillion in global banking revenue growth between 2021 and 2025.”
Tudo bem que eles colocaram no mesmo balaio de gatos de números nós e a Ásia, ou seja, devemos ser uma pequena parcela desse número todo, mas ainda assim, uma parcela do mercado que cresce.
Em compensação em outras geografias o prognóstico não parece muito positivo no curto prazo, imagino que pelas questões geopolíticas e de energia já sabidas.