CIO Codex E-book
Uma introdução clara ao CIO Codex Framework, com os pilares essenciais para transformar TI em valor. Ideal para ter a visão geral do framework.
Com tanta coisa acontecendo em AI, que tal uma visão panorâmica dos principais conceitos atuais?

Esse artigo do Gartner é útil (mas não espere detalhes):
A aposta é que Generative AI segue em destaque, o que parece justo no estado atual das coisas.
Mas a parte interessante foi expandir os conceitos de AI em dois grupos:
- O que será acelerado pelo Gen AI.
- O que vai acelerar o Gen AI.
São vários conceitos impactantes. Alguns eu me recordo de ter visto em um curso de extensão em AI que finalizei no início de 2022, outros eu nunca ouvi falar. Em ambos os casos não sei quais são estudos antigos, mas que não tinham ainda uso prático, ou quais são novos e que ainda serão explorados.
Mas gosto de ressaltar que estamos apenas na infância do uso comercial dessas tecnologias!
Lembro de ter visto um infográfico do MIT que representava a marcha acelerada com que a inovação e a transformação vêm ocorrendo.
A primeira onda havia sido a da Revolução Industrial, começando em 1785, durando uns 60 anos.
As seguintes foram das "Estradas de Ferro", "Automóvel", "Aviação" e a da "Computação" (tanto os PCs quanto a sua evolução, os nossos smartphones). Cada onda foi ficando mais curta, por conta do avanço acelerado da sociedade a da tecnologia.
(Apenas como curiosidade, eles ignoraram as ondas da "antiguidade", como a do Fogo, Roda, Ferro, Aço, Pólvora, e por aí vai. Mas a ideia da aceleração de cada onda segue válida mesmo assim)
Por essa visão, estamos agora na sexta onda, a da "Revolução da AI", que começou em 2020 e será ainda mais curta, com uns 20 anos.
Isso reforça a minha convicção de que estamos tendo o privilégio de presenciar um momento ímpar da evolução tecnológica da humanidade, e com cada onda sendo cada vez mais curta, nossos filhos devem presenciar outra onda.
Apenas fazendo um paralelo, acho que é como nos anos 90: a gente até achava interessante o celular e a mobilidade trazida, assim como achávamos incrível o universo que a Internet nos disponibilizava ao um clique do mouse.
Mas a gente não tinha a menor ideia da simbiose entre essas coisas e que o resultado seria que grande parte do nosso tempo e das nossas atividades gravitariam o mundo digital em que vivemos agora nos anos 2020.
A evolução foi exponencial e muito além do que poderíamos vislumbrar 30 anos atrás!
Por isso acredito que não dá para imaginar como estaremos socialmente e tecnologicamente falando em 5 ou 20 anos, especialmente quando se faz a mesma inferência da simbiose exponencial de tanta coisa (nova ou nem tanto) que está amadurecendo rapidamente em conjunto:
1) - Comunicação 5 e 6G.
2) - Edge computing maior a cada ano nos celulares.
3) - Cloud computing em computação tradicional cada vez mais potente.
4) - Quantum computing cada vez mais real e com oferta global via cloud.
4) - Revolução da AI que estamos presenciando.
Enfim, os próximos anos serão incríveis para serem vividos!
A adoção massiva do modelo de trabalho remoto foi uma mudança enorme no paradigma de muitas pessoas.
É mais um caso em que a tecnologia avançou mais rápido que a sociedade, pois os recursos para HO já existiam antes da pandemia, que acelerou e “normalizou” a modalidade.
E então eu vejo essa matéria do MIT Sloan Management Review:
https://sloanreview.mit.edu/article/work-from-home-regulations-are-coming-companies-arent-ready/
Gostei de ver em números o volume de pessoas que passaram a atuar em HO:
“Between 2019 and 2021, the number of people working primarily from home increased from 5.7% to 17.95% of all workers in the United States and from 14.6% to 24.4% in Europe.”
Diferente do que a “bolha” em que vivemos no mundo de IT nos pode fazer pensar, não foi “todo mundo”. Muita gente manteve a modalidade presencial, afinal, inúmeras profissões e trabalhos não têm (ainda) como serem feitas de casa.
Mas eu não estava aware da magnitude global desse tipo de discussão ou mesmo o quão ampla e cheia de variáveis ela pode ser sob o aspecto legal.
Nesse sentido, aqui fica igualmente mais um exemplo em que a sociedade (enquanto pessoas e empresas) evoluíram mais rapidamente do que o estado e o seu estamento burocrático. Mas parece que agora chegou a hora de fazer a “conciliação” dos mecanismos legais que regulamentam as relações trabalhistas.
De qualquer forma, eu sigo sendo um defensor do modelo híbrido, ao menos (mais uma vez reiterando) para as profissões em que ela é cabível e para as pessoas que valorizam isso.
O aumento na qualidade de vida das pessoas ao terem mais flexibilidade para balancear as questões domésticas e corporativas me parece muito valioso e acredito ser positivo no resultado líquido dada a produtividade decorrente da felicidade e engajamento.
Menos tempo no trânsito (e respectivo estresse no deslocamento), menor custo de vida (transporte, morar em localidades mais baratas), mais tempo com a família (e todos os benefícios difíceis de quantificar decorrentes disso), etc.
Mas sou realista quanto ao híbrido não ser a resposta para tudo (ou ser viável para todo tipo de atividade) e ter os seus desafios.
Vejo que traz uma dificuldade em se manter os vínculos entre as pessoas e as empresas, assim como de se criar ou cultivar uma cultura forte, e algumas pesquisas já demonstram isso.
Grandes coisas acontecem quando as pessoas sentem fazer parte de algo maior, criando um ciclo de evolução, inovação e disrupção.
Daí a importância de se manter abertos os canais e potencializar as oportunidades de interação presencial para a “colisão de ideias”, pois existe uma “magia” da interação presencial difícil de ser igualada pelo remoto, como o “acaso” ou as interações não planejadas de “bate-papo no café” (vide "De onde vêm as boas ideias").
Enfim, é uma questão de se buscar o equilíbrio, considerando que o modelo ideal varia para cada tipo de organização, sem uma fórmula única de sucesso!
Felicidade Organizacional: um tema que inevitavelmente se tornará mainstream!
Quando se olha a atenção dada por parte das big techs e demais empresas de sucesso a esse tema, vale no mínimo avaliar do que se trata.
Matérias como essa da StartSe ajudam a entender a importância em se promover a felicidade dentro das "empresas":
https://www.startse.com/artigos/felicidade-organizacional-e-possivel-ser-feliz-no-trabalho/
E vai muito em linha com um artigo que postei da McKinsey & Company em que as empresas preocupadas com as pessoas conseguem melhores resultados do que aquelas com foco prioritário na performance, e de forma mais perene, comprovando a teoria da espiral virtuosa:
Vale pontuar que essas e outras matérias mostram que se pode focar em “pessoas” e “resultados” de forma concomitante. Não é uma questão de escolher entre um ou outro.
Olhando de forma bem pragmática, vivemos em um mundo onde a competição é cada vez maior. Os oceanos azuis estão se tornando vermelhos cada vez mais rápido.
Quando se tem tantas empresas e pessoas extremamente competentes buscando o sucesso, se torna ainda mais relevante buscar a excelência e diferenciação, a partir da atenção nos pequenos detalhes.
E “pessoas” são bem mais do que “detalhes”, afinal, (ainda) vivemos em um mundo onde tudo é feito por e para pessoas, então vale a pena garantir que elas façam parte da equação em qualquer estratégia, decisão e ação.
Se preocupar com a felicidade organizacional (e nas formas de mensurá-la) vai nessa direção.
Pensando em retrospectiva, posso dizer que fui abençoado até hoje, pois pude viver experiências profissionais incríveis em empresas que lidavam muito bem com essa dualidade (que para elas não era nada paradoxal) de “pessoas” e “resultados”.
Sendo assim, falo por experiência própria: tenho claro que tanto eu quanto os times dos quais fiz parte entregaram mais resultados em ambientes em que era promovida a "felicidade", mesmo em momentos pontuais de pressão, crise ou cobrança (afinal, esses momentos acontecem nas melhores famílias).
Muito recentemente estive em um evento no Google e escutei do head de Staff exatamente algo sobre esse aspecto da preocupação com as pessoas e ao mesmo tempo com os resultados, e isso era chave na Cultura deles.
E aproveitando o gancho da “Cultura”, entendo que essa preocupação com as pessoas, o que inclui a atenção com a felicidade organizacional, se enquadra dentro de um conceito bem mais amplo da "Cultura Corporativa".
E como não canso de falar, Cultura é o ingrediente secreto para o sucesso das organizações. E cultura não se copia, não se compra nem se subscreve (não existe ainda “Culture as a Service”).
Cultura se cria, se cultiva e se promove a partir de ações práticas do dia a dia com a participação e o exemplo da liderança!
Eu adoro acompanhar o mundo de IT e obviamente faz parte da diversão ver como anda a corrida pelo mercado de Cloud.
Fazia algum tempo não via o market share de cada grande player então veio bem a calhar essa matéria da Gartner:
Tudo bem que é uma visão restrita ao IaaS, que apesar de ser apenas parte do todo, pelo menos é a camada mais "preto no branco", sem muito espaço para interpretação quanto ao que é ou não um "Cloud Service"
Meus principais comentários:
Como as plataformas de Generative AI poderão entregar valor diretamente para a própria IT?
Aqui uma matéria da Red Hat sobre o tema:
E vale reiterar mais uma vez: considere que isso é só o começo. A tecnologia está ainda na sua infância (e segue avançando em uma velocidade incrível)!
Não imaginamos aonde vamos chegar em alguns anos, seja na profundidade (a tecnologia melhora a cada dia), seja na abrangência (a cada dia igualmente surgem novas aplicações e usos).
De qualquer forma, vale a leitura pela visão estruturada do que existe (ou se imagina hoje) quanto aos campos de uso dentro de IT.
O futuro segue em construção e outros usos ainda surgirão.
Agora é uma questão de aparar as arestas nos controles de segurança, privacidade, compliance e afins do mundo enterprise.
Gostaria de saber quais grandes corporações (especialmente em financial services) já ultrapassaram essas barreiras e fazem uso de Generative AI.
Não vi ainda nenhum artigo com cases mais específicos e detalhados.
Aproveitando, ainda nessa linha do mundo enterprise, alguns insights que recomendo estarem no radar de IT:
Acho que todos nós já lemos ou ouvimos discursos "distópicos" como esse no auge da hype do metaverso, mas pelo tamanho e velocidade acelerada da adoção do Generative AI, acho que dessa vez é para valer!
Débito Técnico e Obsolescência: dramas do dia a dia de qualquer IT!
Para ser mais exato, dramas de qualquer organização, afinal de contas, resolver ou mitigar ambos os temas demandam escolhas, foco e recursos (opex e capex) da empresa como um todo, não apenas de IT.
E em um mundo onde a realidade dos "recursos escassos" se mostra cada vez mais forte, desviar a atenção para débitos técnicos e obsolescência muito provavelmente trará a necessidade de escolher entre arrumar a cozinha ou investir em iniciativas transformacionais e com mais apelo de negócios.
Nessa hora a disputa por recursos entre o "run" e o "change" pode ficar bem quente, com muitos argumentos para ambos os lados!
Aqui um artigo da curto que achei bem bacana sobre essa questão da priorização:
https://www.maxcountryman.com/articles/a-framework-for-prioritizing-tech-debt
De qualquer forma, uma premissa que eu julgo importante é a de que toda solução tem seu ciclo de vida e ter débitos técnicos, especialmente por obsolescência é algo (até onde eu sei) inevitável em algum momento.
O que podemos escolher é como endereçar isso: de forma cotidiana e proativa, ou de forma displicente e encarar uma crise quando a plataforma colapsar.
Mas um ponto adicional que vale refletir e comentar mais uma vez é o aspecto de quanto o modelo Agile pode impactar ainda mais o risco e as dores do débito técnico.
Infelizmente acaba sendo uma tendência do modelo Agile dar menos atenção ao planejamento e desenho de médio e longo prazo, priorizando a visão de curto alcance (uma outra sprint ou no máximo a PI). Isso por si só já aumenta o risco de se criar algo mais difícil de manter e atualizar no futuro.
Depois tem a questão de priorizar as ações de mitigação/resolução de débito técnicos dentro das sprints.
Verdade seja dita, as demandas com impacto no business tendem a ganhar na hora da prioridade, muito pelo próprio entendimento geral de que o PO (primordialmente do business) é quem tem a prerrogativa usual de priorizar o que entra na sprint.
Soma-se a isso o fato de que muitas vezes as "contrapartes" de IT ou possuem menor poder de decisão (por exemplo um scrum master terceiro com pouca autonomia ou senso de ownership sobre a aplicação, ou mesmo arquitetos com foco apenas no desenho da solução, mas não na gestão do lifecycle do sistema ou infra).
Faz parte dos desafios de IT ser capaz de conciliar a agilidade com o zelo e excelência na tanto na criação quanto na manutenção das soluções.
No mundo corporativo muitas coisas têm o seu "prazo de validade", inclusive a sua estrutura organizacional.
Tive a oportunidade de trabalhar em algumas empresas que levavam esse tema da mudança bem a sério, basicamente como um traço de suas culturas corporativas.
Nelas, de tempos em tempos as mudanças eram normais e até mesmo esperadas e comemoradas!
E definitivamente não se seguia a máxima de que "em time que está ganhando não se mexe", pois as reorganizações eram independentes dos resultados até então, ou seja, mesmo quando estava tudo indo bem, após algum tempo alguma mudança viria.
Creio eu que era justamente para "chacoalhar" a empresa e assim abrir oportunidades para novos talentos além de tirar as pessoas de suas zonas de conforto e assim, de forma ampla, oxigenar as ideias e buscar reduzir os silos.
Aqui uma matéria da CIO Online abordando esse tema:
https://www.cio.com/article/464442/6-signs-its-time-to-restructure-your-it-organization.html
A matéria é específica para IT, mas acho que isso vale para as empresas como um todo.
Faço apenas um adendo baseado na minha experiência pessoal: vale adotar uma visão mais ampla, revendo e evoluindo periodicamente não apenas a estrutura organizacional, mas sim o Modelo Operacional como um todo.
Sou um apaixonado pelo tema e defendo há tempos que metade da guerra está ganha quando temos um modelo operacional vencedor.
E quando digo modelo operacional, me refiro à visão completa e abrangente do tema, contemplando diversos fatores que se relacionam com, mas extrapolam, a estrutura organizacional.
Para tangibilizar um pouco a questão, aqui uma lista não exaustiva de tópicos que deveriam ser embutidos nessa discussão:
É incrível o quanto a tecnologia evoluiu nessa última década quando se fala em smartphones!

Muitas das evoluções foram gradativas, então acabamos não nos atentando para o tamanho do delta no dia a dia.
Nessa última noite o céu estava muito bonito e resolvi tirar uma foto noturna, justamente para comparar com uma que eu lembrava ter de alguns anos atrás, tiradas com um iPhone 4.
Sei que é um pouco mais difícil materializar a percepção que os avanços nas especificações de velocidade/quantidade de memória e poder de processamento tiveram nesse período.
O iPhone 4 tinha 512 megas de RAM, 32 GB de storage e processador de 1 core com velocidade de 1Ghz.
Já o Galaxy S23 Ultra tem 12 gigas de RAM, 512 GB de storage e um processador de 8 cores com o mais rápido deles operando em até 3,2 GHz.
(valendo ressaltar que esses números não contam tudo, pois existe outros avanços como a velocidade e tamanho do barramento da memória, da GPU, do storage, diferenças de sistemas operacionais, etc.).
Agora algo que avançou de uma forma que qualquer usuário é capaz de perceber facilmente é a qualidade das fotos e vídeos!
Foi um salto enorme tanto em hardware das câmeras (de 5 para 200 megapixels + sensores para captura de luz nas fotos noturnas), quanto na qualidade ótica das lentes (agora com estabilização de imagem), e mais ainda, na sofisticação do SW e uso de AI no tratamento das imagens.
Fica aqui a comparação das fotos que dois celulares top nas suas respectivas eras foram capazes de tirar na condição noturna (que não é a mais favorável para sensores digitais) em ângulos muito similares e em condições gerais bem parecidas.
Para ser mais específico, a foto tirada com o iPhone 4 em 2011 foi em uma noite onde estávamos basicamente no ápice da lua cheia, já a tirada hoje com o Galaxy S23 Ultra foi com ela prestas e entrar em quarto minguante, ou seja, a noite estava mais escura hoje do que 2011.
Como bônus, fica ainda a comparação do zoom máximo da lua, onde os avanços óticos e de AI embarcado ficam evidentes.
Nota, todos as fotos estão "sem photoshop" e são produtos simples do "point and shoot" de cada celular.
Como comentei algum dia em outro post, adoro gadgets (fui early adopter em vários) e creio que os smartphones tomaram o lugar que antes era dos carros como a melhor oportunidade de contato com "cutting edge technology" por parte do consumidor comum.
É muita tecnologia concentrada em um objeto tão pequeno, útil e de conexão tão grande com os nossos gostos e personalidade ao mesmo tempo!
Seja pela portabilidade, usabilidade em qualquer lugar e a qualquer hora (ninguém carrega o carro no bolso ou usa na cama antes de dormir), seja por permitir a inserção de qualquer pessoa na vida digital, seja também pela faixa de preço muito mais acessível que os carros (vide o fato de que a proporção smartphones/habitante ultrapassou há muito tempo a de carros/habitante).