O quão relevante é o desenvolvimento de software para a sua organização?

Certamente existem áreas de IT nas quais isso não é tão relevante, dada a natureza do business das empresas ou mesmo o modelo de sourcing de serviços.

Mas acredito que em uma parcela muito expressiva das organização, desenvolver (e manter) software é muito relevante, especialmente naquelas onde as soluções são próprias, por uma questão de fator de diferenciação frente aos concorrentes.

Mas mesmo naquelas em que se utilizam de soluções de mercado, a “simples” tarefa de manter os sistemas devidamente integrados e operando de forma harmônica já é um desafio em si, para o qual o desenvolvimento de software é uma questão chave.

E seguindo a lógica que usualmente defendo, de que tudo no final das contas é feito por e para pessoas, aparece aqui um papel protagonista nessa história: os famosos Devs!

O futuro parece muito auspicioso com os avanços recentes de Gen AI, mas acho realista considerar que a importância dos humanos nessa atividade se manterá essencial muitos e muitos anos pela frente, ainda que de forma “enhanced by AI”.

Nesse sentido, nada mais justo e coerente do que se preocupar em não apenas atrair e formar as melhores pessoas possíveis para o desenvolvimento de software, mas também em criar os mecanismos e fomentar um ambiente mais adequado possível para que reter esses talentos e permitir que eles entreguem o máximo de valor possível à organização.

Para isso muito tem sido falado e criado sob o título de “Dev Experience” e acho que no geral se evoluiu muito nesse sentido nos últimos 5 anos, justamente quando a disputa por talentos estava super aquecida, assim como o mercado como um todo.

Aqui um artigo muito legal da CIO Online justamente abordando esse assunto:

https://www.cio.com/article/463628/8-ways-to-retain-top-developer-talent.html

Ele aborda alguns temas bem interessantes e acho que o título deveria ser ainda mais amplo, não apenas falando em reter os talentos, mas também em como aumentar a qualidade, produtividade, engajamento e inovação!

Ao menos dentro da minha realidade, o papel dos devs é essencial e proporcionalmente muito relevante versus o volume total de atividades diretas e correlatas.

Então acho bem natural pensar em como buscar mecanismos para maximizar o potencial da equipe!

E para isso não faltam alavancas e temas nos quais se pode evoluir e buscar a excelência:

  1. Modelo operacional
  2. Organização
  3. Processos
  4. Ferramental
  5. Ações de engajamento
  6. Cultura corporativa

Qual a melhor estratégia para cloud: "Single Provider" ou "Multi Provider"?

Há algum tempo li uma outra matéria que falava de ações de "fidelização" a partir de contratos de exclusividade (com garantia de um workload mínimo, mediante condições financeiras mais atrativas).

Ficou no ar uma dúvida sobre qual seria o melhor modelo: single provider (com descontos por exclusividade) ou multi provider (pela competição entre os providers).

Ao ver as estatísticas dessa matéria aqui da CIO Online, onde apenas 2% das empresas seguiram pelo caminho de single provider, parece que temos algumas pistas:

https://www.cio.com/article/462834/cost-still-biggest-driver-for-multi-cloud-study-finds.html

Mas para não ficar em cima do muro, eu sou do time que defende ter um provedor prioritário, utilizando seus recursos e serviço nativos para fins de time-to-market e habilitar o máximo possível de benefícios da cloud.

Nesse sentido, o avanço exponencial de AI no último ano deve fortalecer ainda mais o uso de recursos nativos cloud (não acho que vai existir "Generative AI on-premises").

Mas apesar se ter um provedor prioritário, manter um secundário como alternativa para fins de necessidade (algum recurso nativo exclusivo), para fins de redundância ou DR, ou mesmo por questões de negociação comercial (manter a "chama da concorrência" acesa é importante).

Por isso faz sentido pensar em arquiteturas de cloud híbrida, ou mesmo multicloud (embora para essa última muito tem sido dito quanto os contras da complexidade de desenvolvimento e operação), ou mesmo explorar os demais recursos providos pelos próprios providers, com ressalvas de acordo com cada indústria e suas respectivas regulações.

De qualquer forma, cada caso é um caso e não existe "one size fits all". Como as consultorias dizem: tudo "depende".

Como as notícias do mercado têm demonstrado, muitas empresas já foram para cloud, muitas outras já foram e resolveram voltar para on premises.

Outras ainda estão avaliando e decidindo o que fazer e no máximo avançaram com soluções de clouds internas ou híbridas.

Outras usam single provider e criaram soluções umbilicalmente “acopladas” com os serviços nativos providos pela plataforma cloud e capturaram valor por entregar soluções mais “simples” e com maior velocidade, além de também capturarem valor por eventuais acordos de “exclusividade” do workload.

Outros apostaram em criar soluções mais “agnósticas” e assim promoveram a sua portabilidade e interoperabilidade entre provedores distintos em modelo multicloud e capturam valor pela maior resiliência e poder de barganha ao ter mais de um provedor competindo pelo seu workload.

E além disso, ninguém sabe o que acontecerá sob a ótica de outros dois grandes temas:

Frases marcantes do Steve Jobs, que possivelmente se manterão atemporais ao longo de muitos anos ou décadas!

Vale ler a lista nessa matéria da StartSe:

https://www.startse.com/artigos/frases-de-steve-jobs-para-voce-se-inspirar/

Vindas de uma pessoa que se reconhecia como sendo "brutalmente honesto" e com uma história de vida marcante e cheia de viradas e vitórias.

E como toda figura inspiradora, ele também teve a sua dose de polêmicas e dilemas ao longo da vida, o que eu creio que só ajudou a aumentar a sua áurea por justamente dar toda uma dimensão humana ao mito.

Uma das frases que mais gosto acabei não encontrando na lista:

"Management is about persuading people to do things they do not want to, while leadership is about inspiring people to do things they never thought they could."

E olha que eu nunca fui um grande fã do Jobs ou da Apple (sempre pendi muito mais para o lado Windows, e mais recentemente Android, da força), mas ainda assim, dou muito valor ao legado que ele deixou para a história empresarial e da tecnologia como um todo.

Imagino que grandes empreendedores do passado também devem ter tido a suas frases, mas os tempos eram outros e não existia a "memória digital" e a facilidade de acesso e disseminação para as massas.

Já entre os grandes empreendedores contemporâneos eu coloco o Steve Jobs junto com Bill Gates, Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, todos em uma categoria toda à parte.

E entre eles, acho que o Musk tem grandes chances de se tornar o maior de todos nas próximas décadas, pois ele tem se destacado em muitos campos distintos.

Quantas e quantas reuniões não poderiam ser transformadas em um simples e-mail ou mensagem do WhatsApp?

Quantos comitês não poderiam ser transformados em dashboards e KPIs para gestão à vista?

Posso parecer repetitivo (e provavelmente estou sendo) mas essa questão da "cultura de reuniões" segue sendo um dos maiores ofensores da qualidade, produtividade e engajamento dentro das organizações!

E acredito que quando formos contabilizar os reais custos disso, valeria considerar não apenas o tempo e custo direto das reuniões, mas também o que talvez possa ser chamado de custo "indireto".

Me refiro às incontáveis horas de trabalho para gerar materiais que serão utilizados nas reuniões, muitas vezes sem valor concreto já no dia seguinte à reunião (quando serão "jornal de ontem").

Aqui mais uma matéria/pesquisa, dessa vez da Computerworld apontando em números aquilo que a experiência empírica já demonstra no dia a dia há algum tempo: precisamos rever e ajustar nossa cultura atual de reuniões:

https://www.computerworld.com/article/3690608/unnecessary-meetings-draining-employee-productivity-report.html

Esse é um tema essencial para qualquer organização que queira dar um salto em eficiência operacional, ao mesmo tempo impactando positivamente a satisfação e engajamento das suas pessoas.

Quando falamos em transformação digital, creio que devemos expandir a questão para o day after à transformação, ou seja, como evoluir também naquilo que chamo de "Operação Digital", algo que fatalmente passa por essa questão das reuniões.

E verdade seja dita, isso só se muda de forma integral, perene e sustentável nas organizações se for encarado como uma transformação cultural.

E nesse sentido, reitero o de sempre: Cultura não se compra nem se copia, tampouco existe subscrição em "Culture as a Service".

Cultura se cria e se cultiva no dia a dia a partir do exemplo da liderança!

Sou um grande admirador da arte da oratória e da retórica!

Quando tenho a oportunidade de assistir pessoas com skills diferenciados de apresentação eu inevitavelmente acabo me pegando por vezes deixando de lado o tema apresentado em si e reparando na forma e nas técnicas que a pessoa faz uso.

Primeiro eu ficava encantado com aquelas pessoas com oratória incrível, capaz de capturar a atenção do público falando de uma forma mágica, com a entonação e gestos que encantavam a audiência.

Depois, com os anos, fui aprendendo que por trás da "forma" da oratória, existia toda uma ciência relativa à retórica, garantindo a estruturação e a melhor disseminação e absorção possível das ideias que seriam passadas.

Nessa linha achei esse artigo bem interessante da Inc. Magazine com três técnicas que parecem muito simples e objetivas na hora de estruturar suas apresentações:

  1. Limite seus discursos a não mais que 3 temas principais. A mente humana é capaz de guardar entre 3 e 5 assuntos ou conceitos então nada de "stock overflow".
  2. Explique cada tema sob múltiplas perspectivas. Falando sobre menos temas você vai ter mais tempo para cada, te permitindo explorar óticas distintas para o mesmo tema, que tende a aumentar as chances de serem capturadas por diferentes pessoas.
  3. Repita as ideias principais. Sem ser repetitivo, é claro, mas ao longo do discurso, repita as frases e ideias marcantes que você deseja que as pessoas levem adiante.

Sei que na vida corporativa as vezes os eventos e apresentações podem ser um tanto quanto mais “desafiadores” de forma que a vida real por vezes não é tão simples.

Por exemplo, a apresentação em um grande comitê no qual não se tem como limitar a apenas 3 temas, nem explorar múltiplas óticas de um mesmo tema, muito menos ter o tempo necessário para fazer uma repetição.

De qualquer forma, dentro dos contextos em que se faz cabível, vale testar essas ideias!

Aqui o link para a matéria completa:

https://www.inc.com/minda-zetlin/want-people-to-remember-what-you-say-3-simple-steps-that-make-every-speech-unforgettable.html

Um assunto que combina muito bem com uma segunda de manhã: semana com apenas 4 dias úteis.

O quão realista é esse conceito dentro da nossa realidade atual?

Antes de descartar a ideia, ale considerar que alguns conceitos nascem como algo pitoresco, excêntrico e meramente experimental, mas com o tempo acabam se tornando prática comum.

Quem não lembra quando apareceu o tal do “casual day” que parecia sem muito sentido, afinal, na prática era apenas trabalhar às sextas sem gravata?

Algum tempo depois as gravatas foram abolidas todos os dias. Poucos anos depois passou a ser exceção à regra ver alguém com paletó e gravata. Mais alguns anos depois e a pauta passou a ser a liberação do uso de bermudas!

Há alguns anos falar em trabalho remoto era algo fora da realidade. Hoje em dia se faz necessário buscar incentivos para que as pessoas venham trabalhar presencialmente.

O desafio para a atração e retenção de talentos nas organizações passou a ser como criar uma dinâmica de trabalho que harmonize a facilidade do home office com a magia da interação humana presencial.

O mesmo valeu para o Agile, que muitas vezes era apenas uma PoC e hoje virou a regra para a grande maioria das iniciativas nas empresas.

Teve ainda o uso de Cloud em Bancos. Há alguns anos lembro que a simples citação dessa possibilidade era recebida com risadas e ironias. "Onde já se viu os dados de um banco hospedados por aí".

Hoje a reação de espanto é caso você ainda não tenha algo por lá!

Não sei qual será o futuro de uma semana com 4 dias úteis, mas não vou estranhar se ela ganhar corpo e virar um novo paradigma incorporado ao nosso dia a dia como algo normal.

Aqui um artigo do MIT Sloan Management Review sobre uma pesquisa feita no Reino Unido:

https://sloanreview.mit.edu/article/how-far-reaching-could-the-four-day-workweek-become/

Nele se fala em ganhos de produtividade nas organizações que adotaram o conceito e passaram e ter benefícios em satisfação dos funcionários, nível de estresse, qualidade de produtos e serviços, entre outros.

Ele cita vagamente a questão dos custos para os empregadores e nesse sentido, não dá para negar que existe uma mudança de comportamentos e paradigmas que muitos explicam como sendo geracional.

A sociedade seguirá evoluindo, o que incluí as relações trabalhistas (o que vai precisar incluir obviamente também as leis trabalhistas) e me parece natural que parte dos empregadores e empregados podem vir a achar mutuamente benéfico trabalhar apenas 4 dias.

Vejo no dia a dia gente cada vez mais preocupada com a qualidade de vida, no sentido de ter tempo para a família e outras questões pessoais para as quais uma semana com um dia a mais de "final de semana" (mesmo que com um salário menor) soaria mais vantajoso dos que um salário maior trabalhando 5 dias.

Enfim, vamos ver como o tema evolui ao longo do tempo e em outras geografias, inclusive nos países em desenvolvimento como o Brasil.

Qual a adoção e o desempenho prático das iniciativas de AI & Analytics na indústria de insurance?

Aqui um estudo da McKinsey & Company sobre o tema, embora limitado à Europa, Oriente Médio e África:

https://www.mckinsey.com/industries/financial-services/our-insights/on-the-brink-realizing-the-value-of-analytics-in-insurance

Me surpreendeu pelos 2 extremos:

Positivamente: os "top performers" fazem o uso de AI & Analytics de uma forma muito mais ampla em suas cadeias de valor do que eu imaginava já ser realidade no mercado de insurance (pelo menos baseado no que vemos aqui no Brasil).

Fiquei muito curioso em saber quais seriam esses cases tão avançados com uso em quase todos macro processos de suas cadeias de valor. Se alguém por aí tiver mais detalhes e puder compartilhar, eu agradeço!

Negativamente: na maioria absoluta dos casos o valor capturado com AI & Analytics é muito inferior (isso quando existe) do que era de se esperar, segundo o próprio estudo:

"most fail to capture significant value from AA: 86 percent of surveyed EMEA companies either realize less than 5 percent of their operating profit from AA or are not tracking value capture from AA at all."

Eu não tinha visto nenhum indicador ou métrica nesse sentido em outros estudos ou artigos, é a primeira vez que vi algum número falando da captura de valor.

Ou seja, existe espaço para aprimorar tanto os businesses cases das iniciativas (com expectativas mais realistas), quanto em maximizar o retorno sobre os investimentos.

Costumo defender que a tecnologia não é um fim em si mesmo, mas sim mais uma ferramenta para se alcançar os objetivos das organizações.

Nesse sentido, aqui se encaixa muito bem a questão de buscar o uso de AI & Analytics onde de fato faz sentido e trará resultados adequados, não usar indiscriminadamente só por usar.

Fazendo um link com um post recente, creio se chave definir e implementar métricas que permitam mensurar o avanço dentro da jornada de transformação digital, afinal, a qualquer momento pode vir a pergunta de “o quanto já avançamos na transformação?”.

Também é preciso uma visão de interdependência entre as iniciativas correlatas e métricas associadas a cada qual, pois então fica mais claro mostrar que as vezes a parte crítica de um dado benefício só será realizada quando da implementação de um conjunto mais amplo de iniciativas relacionadas (talvez AI & Analytics não vai fazer milagre sozinha).

Embora, justiça seja feita: há de se ponderar que AI & Analytics são conceitos e tecnologias relativamente recentes, então me parece ser do jogo "falhar" (no sentido de os resultados não corresponderem às expectativas originais) quando se está aprendendo algo que não trivial e que requer uma mudança ampla de mindset, cultura e do próprio modelo operacional das organizações.

Por fim, como bônus, vale a estruturação bem inteligente dos macro processos da cadeia de valor "vanilla" das seguradoras.

Já parou para pensar em como a OpenAI ganha dinheiro?

Vale a pena ler essa matéria da StartSe:

https://www.startse.com/artigos/open-ai-modelo-de-negocios-chat-gpt/

Eu mesmo tinha essa dúvida: qual o modelo de negócios da OpenAI?

Como é que eles fazem dinheiro?

Vamos ver como as coisas andam nos próximos quarters, mas se o "passado" recente significar algo, já está mais do que na cara que deve bombar com um uso cada ve maior!

Cada dia surgem mais use cases e de empresas passando a adotar o ChatGPT.

Vale considerar que o Generative AI se tornou famoso e ganhou destaque no mercado apenas esse ano, ou seja, “acabou” de nascer!

E que avanço e crescimento exponencial tem sido desde então. Deixou de ser uma ferramenta técnica e se tornou parte da cultura pop contemporânea.

As pessoas "normais" (fora da bolha de IT), já fazem piadas e usam ChatGPT nas conversas do dia a dia!

Mas reitero o que costumo apontar: esse mercado está apenas nascendo agora e outros gigantes estão igualmente criando suas ofertas.

Não temos a menor ideia de como serão as coisas em 5 ou 10 anos (seja em avanços tecnológicos seja em players de mercado).

O Google começou meio atrapalhado na apresentação inicial do Bard, mas nas últimas apresentações parece ter colocado as coisas novamente no trilho.

A IBM empacotou sua oferta de serviços e produtos de uma forma mais "enterprise" que me pareceu bem diferenciada com o WatsonX.

Quanto à Oracle, esses dias mesmo li uma matéria comentando sobre a "three-tier strategy" para endereçar o mercado de forma bem ampla, endereçado as ofertas das demais concorrentes.

amos ver como isso se desenrola nos próximos meses.

Já no caso da AWS, eu tenho ouvido e lido pouca coisa nesse front.

Mas dado a gigante que é, acho muito improvável que fique de fora do jogo e logo mais devemos ver grandes novidades.

Mas dado o investimento necessário para criar modelos e ferramentas, além de processar uma quantidade incrível de dados, fico pensando quem mais vai encarar a "barreira de entrada" e trazer ofertas de mercado.

Com todas as barreiras de mercado sob o aspecto de blocos geográficos e disputas geopolíticas, será que veremos players europeus (ainda não vejo nenhum se movimentando hoje) ou asiáticos (era de se esperar que já tivesse algo por aí, não sei se não são bem divulgados)?

Quanta inovação e tecnologia existe no polo tecnológico de São José dos Campos, com muitos avanços incríveis no mundo da ciência aeroespacial e de defesa.

Tive o prazer de visitar a região e pude conhecer a quantidade de tecnologia e respectivo valor agregado em soluções de hardware e software que é criada aqui no Brasil nesse segmento, em uma empresa de soluções aeroespaciais e de defesa.

Para ter uma noção, tentem imaginar o quanto é preciso de avanço e precisão para criar sensores e controladores que permitam que foguetes façam voos autônomos de algumas centenas de quilômetros. Nas fotos uma dessas "caixinhas mágicas" controladoras de voo.

Foi bem interessante ver as diferenças e desafios adicionais que existem para criar esse tipo de solução, que além dos aspectos “digitais”, possuem todo um lado “analógico” para ser tratado e considerado nos algoritmos (eles precisam considerar o magnetismo e rotação da Terra, vibração e intempéries no foguetes, ou mesmo interferências e falhas na transmissão de dados por questões atmosféricas ou interferência solar).

Foi igualmente muito legal poder ver de perto um caça AMX, que eu sempre gostei e por alguma razão acompanhei quando criança por conta da história de cooperação com a Itália no desenvolvimento dele!

Refletindo sobre esse tour, pensei sobre o fato de que temos o hábito de comentar sobre o vale do silício, os ecossistemas de fintechs e por aí vai.

Mas muitas vezes deixamos passar batido um ecossistema de tecnologia e inovação que já existe há algumas décadas aqui pertinho, em São José dos Campos!

Embraer, INPE, Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA além de uma enorme quantidade de empresas, laboratórios e "startups" envolvidas em toda a cadeia de valor aeroespacial floresceram e seguem crescendo por lá.

Fiquei impressionado e orgulhoso por ver com meus próprios olhos que existe sim espaço para inovação e tecnologia de ponta também aqui no nosso Brasil!

E apenas por curiosidade, dado o próprio tema aeroespacial, deixo aqui o link para um posto que havia feito há algum tempo atrás sobre uma análise da própria McKinsey sobre o tamanho do mercado que existe nessa área e o enorme salto comercial dados nas últimas décadas nesse mercado:

"The costs for heavy launches in low-Earth orbit (LEO) have fallen from $65,000 per kilogram to $1,500 per kilogram (in 2021 dollars)—a greater than 95 percent decrease".

Parte do mercado já iniciou e avançou em suas jornadas de "Transformação Digital", mas creio que os benefícios capturados variam bastante caso a caso.

Aqui nesse material do Gartner alguns números interessantes que vão nessa direção:

Fora isso, vale a leitura pelos 4 grandes pontos indicados para a "Agenda CIO 2023" (que creio eu, em muitos casos será ainda a agenda para 2024 ou bem mais), abaixo com minhas considerações sobre cada qual:

  1. Priorize as iniciativas digitais que estejam mais alinhadas aos objetivos de negócio da organização. Acho que aqui vale para iniciativas digitais e "não digitais", o alinhamento de prioridades deve ser algo natural e perseguido de recorrente entre business e IT.
  2. Defina e implemente métricas que permitam mensurar o seu avanço dentro da jornada de transformação digital (afinal, a qualquer momento pode vir a pergunta de "o quanto já avançamos na transformação?). Adicionalmente, a dica bacana aqui é considerar uma visão de interdependência entre as iniciativas e métricas associadas a cada qual, pois aí fica mais claro mostrar que as vezes a parte crítica de um dado benefício só será realizada quando da implementação de um conjunto mais amplo de iniciativas relacionadas.
  3. Organize os times responsáveis pelas entregas das iniciativas sob a ótica de Fusion Teams, integrando business e IT em times conjuntos. Eu creio que organizar os times buscando maximizar as competências de negócios e tecnologia é cada dia mais importante (e comprovadamente funcional), além de ser um "low hanging fruit", pois em grande parte das casos as pessoas já estão aí, basta organizar um modelo operacional adequado.
  4. Valorize o recurso mais importante na jornada de transformação, que é justamente as Pessoas. Acho que todo mundo já percebeu que a disputa por talentos com os skills necessários e adequados para esse tipo de processo é cada dia maior, assim como formar talentos dentro de casa leva seu tempo, daí a importância de atrair, formar e reter, colocando um pouco de lado nesse caso o foco apenas na "eficiência financeira", pois sou da opinião de que não vale a pena economizar com pessoas talentosas em papéis chave!

E para fechar, aproveitando o ensejo do tema da "Transformação Digital", repito uma provocação que tenho feito e buscado uma resposta satisfatória há algum tempo:

5) – Em um mundo onde "ser digital" em algum momento será uma commodity, qual será a próxima onda? Qual será o próximo fator de diferenciação?

Abaixo o link para a paper completo:

https://www.gartner.com/en/information-technology/insights/cio-agenda

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