CIO Codex E-book
Uma introdução clara ao CIO Codex Framework, com os pilares essenciais para transformar TI em valor. Ideal para ter a visão geral do framework.
Uma equipe bem entrosada, unida por um propósito comum e capaz de compartilhar ideias e vulnerabilidades tem muito mais chances de sucesso!
Não faltam exemplos disso no esporte, nas famílias, nos círculos de amizade e nas empresas.
Assisti esses dias a um Webinar do Gartner em que o apresentador trouxe as principais características de uma equipe de alto desempenho.
Como não podia ser diferente, o primeiro item da lista obviamente foi a "Cultura", o que concordo plenamente, pois sigo defendendo que esse é o "secret sauce" que permite a diferenciação de uma empresa, afinal, cultura não tem como comprar nem copiar, cada organização cria e cultiva a sua.
Abaixo segue a lista completa das 7 principais características segundo o Gartner.
Não consigo desmerecer nenhum deles e não posso deixar de reparar que todos (não só o primeiro) falam direta ou indiretamente sobre Cultura:
Ao assistir e ler o PDF, não tive como deixar de lembrar do meu xará Arthur Diniz, não apenas pelo tema em si, mas quando vi o slide falando de "oxitocina", justamente na parte de criação de vínculos de confiança entre as pessoas!
Aproveitando o ensejo, também me lembrou muito o livro "Culture Code", o qual eu sempre recomendo como sendo um daqueles livros que expande seus horizontes de entendimento da vida e do mundo.
Nele o autor Daniel Coyle mostra os pilares que constroem e fortalecem culturas organizacionais vencedoras, como a proximidade, vulnerabilidade, transparência e o propósito compartilhado. Obviamente que de uma forma bem mais fluída e descolada, mas ainda assim, aprofundando temas que convergem para essa visão "consultês" do Gartner.
Acho esses dois conteúdos muito úteis para quem busca a excelência na criação e manutenção de equipes de alta performance, uma jornada que é maravilhosa e inesquecível para todos os envolvidos!
Para quem, como eu, adora ver ideias bem estruturadas em frameworks, segue o link para o webinar (vale muito a pena assistir e baixar o PDF):
https://webinar.gartner.com/445184/agenda/session/1050526
Por fim, como última reflexão: sigo encantado com a era incrível em que vivemos, onde tanto conteúdo e conhecimento de qualidade é disponibilizado para consumo livre.
Basta cada um investir um pouco do seu tempo se aprimorando!
Nos tempos modernos a liderança se faz pelo exemplo e por uma cultura de comunicação aberta e muito incentivo à colaboração!
Mas houve um tempo em que as coisas não eram assim. Imperava o "Comando e Controle" e a liderança era apenas um reflexo do seu cargo.
Talvez até fosse mais fácil (para quem conquistava o cargo com o "título" de líder), afinal, a lei era "manda quem pode e obedece quem tem juízo".
Mas o tempo passou, vieram novos hábitos e a sociedade evoluiu. Passamos por uma transformação geracional onde muita coisa mudou.
Anseios, ambições, expectativas, a forma de se tratar as pessoas. Enfim, se entende e se reconhece que os mecanismos para manter as pessoas engajadas são bem diferentes do que eram antes.
Percebo a cada dia que mais organizações aceitam o fato que a cultura organizacional é ativo mais intangível e (dado que a cultura não se compra nem copia), é a maior fonte de diferenciação que qualquer empresa pode ter!
E cultura se faz com pessoas, até porque, vivemos em um mundo onde (ainda) tudo é feito por e para pessoas, então é preciso garantir que elas sempre estejam dentro da equação.
Nessa linha, a McKinsey & Company publicou um artigo sobre o que eles chamaram de "contributory dissent", que no final das contas se desdobra no tema de cultura: como criar um ambiente que permita (e promova) que opiniões divergentes possam ser colocadas à mesa!
Trago alguns pontos que me chamaram a atenção no conteúdo:
E acrescento um:
5) – Forme um time de estrelas e não queira brilhar sozinho. Muitas cabeças invariavelmente pensam melhor do que uma. E é incrível a magia que se cria quando todos sentem segurança para expor as suas ideias.
Fechando, acho que essa evolução é um caminho sem volta (mas de poucos atalhos) e em um mundo que tem aprendido a respeitar e a valorizar a diversidade, não vejo como deixar de lado aquela que (na minha humilde opinião) é a que mais importa no final das contas: a diversidade de ideias!
Abaixo o link para o artigo original:
Data & Analytics já não é mais uma coisa do futuro, mas sim uma realidade do presente e repito que quem ainda não está engajado ou preocupado com o tema, provavelmente já está atrasado!
Cada vez mais o sucesso e crescimento de uma empresa está na análise de seus resultados. Não consigo imaginar uma "Transformação Digital' (e sua subsequente "Operação Digital") que não passe pela adoção de Data, dentro da própria linha evolutiva de Analytics:
Entendo que cada empresa possui a sua própria realidade, com o seu timing, prioridades, recursos e até mesmo objetivos e ambições relativas ao uso de Data & Analytics.
Mas supor ou assumir que essa não é uma alavanca estratégica pode acabar tendo consequências catastróficas, afinal, acho que são bem poucas as empresas que podem se dar ao luxo de ficar inerte.
Uma vez que você tenha ao menos um concorrente, já passa a existir o risco real de ficar para trás caso ele seja mais ágil do que você.
E mesmo extrapolando o business e olhando apenas dentro da própria IT, não faltam casos de uso onde Data & Analytics podem trazer enormes ganhos e excelência operacional, como por exemplo compreendendo o comportamento dos clientes, usuários e sistemas e assim definindo ações que promovam uma maior resiliência, performance e até mesmo o consumo otimizado de recursos computacionais (algo super chave em tempos de SaaS, PaaS ou mesmo IaaS onde os custos com cloud são cada vez mais relevantes).
Li esse artigo do Gartner e pessoalmente achei muito bacana:
https://www.gartner.com/en/topics/data-and-analytics
Para quem já é da área e possui alguma formação ou experiência prática e real, esse artigo e seus links provavelmente não vão aportar muito (no máximo será legal ler como um recap de tantos termos e buzzwords de uma forma consolidada).
Mas para quem está começando em IT ou pensando em começar (ou até mesmo, por onde começar!) acho que a leitura é super válida e útil.
Defendo e propago há muito tempo que uma área de IT é feita por muito mais do que apenas devs, o que deveria ser visto como uma ampliação enorme no leque de possibilidades e oportunidades para quem deseja ingressar na área.
Em adição a isso, quando se considera o mundo de Dados, ele é por si só um universo gigantesco, em muitos casos (acho que hoje seria a maioria deles) externo e complementar à IT em muitas de suas disciplinas.
Nesse sentido, para os interessados no tema, seja por estarem ingressando no mercado de trabalho agora, ou para muitos que estão pensando em pivotar suas carreiras para uma direção voltada à IT, não faltam oportunidades a serem exploradas seguindo por esse caminho!
Como que em um sinal dos tempos, e na minha opinião, uma mostra do amadurecimento do mercado, hoje o maior desafio percebido para a adoção da cloud não é mais a segurança, mas sim a gestão de custos.
Hoje pode parecer absolutamente normal ler algo assim, mas se voltarmos uns 10 ou 15 anos no tempo, quando o mercado de cloud ainda estava se provando, a percepção de desafios era absolutamente distinta.
Minha carreira em IT sempre foi com instituições financeiras e lembro como se fosse ontem a quantidade de narizes torcidos e expressões de desaprovação e incredulidade sobre qualquer chance de adoção de serviços cloud por parte dos grandes bancos.
Era quase um sacrilégio sequer cogitar essa hipótese.
Mas como dizem, "O Tempo é o Senhor da razão" aqui estamos nós em 2023, em um cenário totalmente distinto onde o paradigma é basicamente o inverso e não só muitos já foram, como alguns já até começaram a voltar alguns workloads para o mundo on-premises.
Nesse novo mundo, o gerenciamento de custos foi considerado como o maior desafio atual, o que faz sentido quando se verificam os próprios resultados dos principais vendors de serviços clouds, que nos últimos quarters têm apontado explicitamente frases como "os clientes estão cada vez mais sofisticados em identificar oportunidades e gerenciar o consumo e custos cloud".
Reforçando isso, um recente estudo desenvolvido pela Flexera mostrou justamente que, conforme a utilização da nuvem cresce dentro das organizações e mais inovações acontecem no mercado, o maior desafio deixa de ser a segurança no compartilhamento de dados e passa a ser os custos.
Nesse sentido, não me surpreende que os modelos operacionais que facilitam o entendimento dos custos dos serviços em nuvem, os FinOps, tenham cada dia mais destaque e se tornem prioridade para quem segue se alavancando com o consumo cloud.
E aqui mais uma vez reforço a mensagem que costumo deixar para quem não é atualmente de tecnologia e deseja entrar no mercado: uma área de IT não é feita apenas de programadores, são inúmeros skills distintos e complementares necessários para uma empresa que busca a excelência e o sucesso, inclusive essa vertente mais "financeira", apoiada e fortalecida por skills técnicos.
A matéria da InfoWorld aborda exatamente esse assunto, trazendo as principais tendências para cloud em 2023 e quais os maiores desafios que as empresas enxergam na atualidade. Vale deixar aqui como uma "cápsula do tempo" e comparar com quais serão os principais desafios percebidos daqui 10 anos!
Outro ponto que achei muito legal na matéria é o ranking de adoção de mercado de vendors cloud, em que a Microsoft e Amazon seguem em uma categoria própria. Vamos ver como estaremos ao longo dos próximos anos.
Para quem quiser ler a matéria completa, deixo o link abaixo:
Estamos em uma disputa da hegemonia em escala global e não faltam evidências dessa contenda geopolítica com as ações recentes dos grandes atores como EUA e China.
E essa tensão tende a ficar ainda mais aquecida agora em um mercado cada vez mais vital: os microchips.
Acho que fazendo um paralelo dá para comparar a importância que os microchips possuem na nossa era atual da "revolução digital" com o quão importante foi o aço na "revolução industrial".
Ou seja, é chave para a ascensão e desenvolvimento de empresas e nações.
Depois de décadas parecendo ignorar esse fato, finalmente percebendo que talvez tenham se tornado muito dependentes do exterior, os EUA criou programas de incentivo para que a sua indústria de semicondutores aumente a sua relevância global.
Com esse incentivo e com sua presença expressiva, a Intel pretende construir novas fábricas no território norte-americano e investir mais de US$ 20 bilhões no setor.
Vi outra notícias apontando para outros gigantes do mercado igualmente investindo em novas plantas, como a IBM.
Hoje, os EUA representam apenas 12% da capacidade global de fabricação de semicondutores e creio que esse número é muito menor se forem considerados apenas os chips de alto desempenho como os encontrados em computadores e smartphones.
Lembro também de ler notícias sobre a Intel planejando novas plantas na Europa, se não engano na Alemanha ou Itália.
Uma matéria da McKinsey & Company falava da situação da Europa nesse sentido e era ainda pior do que a dos EUA.
Há tempos, se fala sobre a concentração fabril de alta tecnologia na Ásia, com destaque para Taiwan (o que traz a reboque uma dimensão adicional de disputas geopolíticas) e, por isso, não acho que a China vai ficar inerte assistindo ações e bloqueios que a impactem tão diretamente.
Da mesma forma, não será nada trivial reconfigurar logísticas já estabelecidas ao longo de tantas décadas.
Mudar das cadeias "off-shore" para as "near-shore" como tem sido dito, vai levar um bom tempo!
Seja como for, sempre que se fala de subsídios ou incentivos estatais são criados atritos internacionais por conta de favorecimento à indústria local e ações anticompetitivas, algo que tem tudo para ser potencializado de forma exponencial quando se trata de algo vital para o mundo moderno e eventualmente até para a soberania das nações e blocos.
Será que ainda dá tempo dos Estados Unidos (e a Europa) correrem atrás do "atraso" ou a corrida dos microchips já está decidida a favor da Ásia?
E por fim, me dá uma certa tristeza ver que esse tipo de discussão de mudanças na sociedade, economia e tecnologia não fazem parte da pauta dos debates nacionais.
Parece que aqui no Brasil somos meros espectadores esperando o que será decidido pelas grandes potências!
Abaixo o link para a matéria da MIT Sloan School of Management:
https://mitsloan.mit.edu/ideas-made-to-matter/how-intels-cfo-threads-needle-geopolitics-and-more
A importância de Data & Analytics já é uma realidade e quem não ainda não deu a atenção necessária para isso já está atrasado!
Mas, na minha humilde opinião, muito se engana quem pensa que basta instalar alguma solução mágica de mercado e sair usando e "fazendo Data & Analytics".
Acho que não tem como escapar de primeiro fazer o "dever de casa", desenhando e implementando uma arquitetura de dados que faça sentido frente à estratégia de dados definida pela organização (e gerar essa estratégia com uma visão clara dos objetivos a serem alcançados já é um desafio por si só).
E para implementar uma arquitetura de dados unificada e moderna, devemos então pensar na melhor infraestrutura, ferramental e tecnologias.
Mas em conjunto, é preciso ainda considerar todo o arcabouço arquitetural e de ferramental para a coleta, normalização e enriquecimento de dados.
Na vida real esse é outro enorme desafio quando se pensa no contexto da maior parte das empresas com múltiplos sistemas produtos, eventualmente em distintas plataformas, criadas em momentos distintos e sob diferentes "paradigmas".
Depois ainda temos as questões bem atuais como definir e implementar a distribuição de carga entre o mundo on premises e cloud.
Isso é algo que também não é trivial quando se avalia o aspecto econômico do processamento – muitas plataformas cobram pelo tráfego de dados, então o que faz sentido ser tratado de forma distribuída ou centralizada?
E, só para não estender demais a lista de desafios, tem ainda a questão dos profissionais, cada vez mais valorizados e disputados pelo mercado.
Essa é uma disciplina relativamente nova e formar pessoas com esses skills leva tempo, e tempo pode valer muito dinheiro quando se pensa no quanto de valor que já pode estar sendo capturado pela concorrência.
Nesse sentido, centralizar essa estrutura tende a ser positivo em muitos aspectos, quando o objetivo é evitar a duplicação de esforços, economizando na implantação e no ganho de escala dessa disciplina.
Em um artigo da Towards Data Science o autor fez uma ótima análise sobre o assunto, trazendo insights sobre como tratar esses desafios fundacionais dentro das corporações e quais os maiores desafios que os profissionais dessa área enfrentam hoje.
Eu, particularmente, já gostei muito, logo de largada, pela forma como ele dividiu as disciplinas de "Data Engineering" e "Data Science & Analytics", assuntos bem distintos que muitas vezes não são compreendidos corretamente pelas organizações.
Enfim, um assunto super atual, mas que muitas vezes, não é encarado com a profundidade necessária para que se torne uma disciplina efetiva a partir da qual as empresas possam capturar valor de forma perene e crescente.
Compartilho o conteúdo completo abaixo. Para quem é fã de frameworks e de uma visão bem estruturada, vale a pena a leitura e salvar o link:
https://towardsdatascience.com/modern-unified-data-architecture-38182304afcc
Qual o melhor momento para pedir aos seus clientes que deixem um feedback sobre os seus serviços?
Li recentemente um artigo da Harvard Business Review que achei sensacional.
Ele aborda a importância sobre a disciplina de capturar o feedback ou NPS.
Mas ele foi muito além: me fez abrir os olhos sobre quanta ciência e metodologia existe também sobre qual o melhor momento para solicitar essa avaliação a seus consumidores!
Fiquei surpreso com a quantidade de variáveis de mercado, do produto ou serviço (e mesmo do consumidor) que impactam diretamente na escolha do melhor momento para lembrar o cliente de avaliar o produto (como público-alvo e categoria do item vendido, entre outros fatores).
Mais um exemplo do quanto se pode evoluir e o quão sofisticado se pode ser quando se busca a excelência nos mínimos detalhes em cada processo ou competência na sua organização.
Tenho a impressão de que isso ainda não é algo que está no radar de grande parte das empresas no Brasil já que, via de regra, recebo solicitação de reviews assim que o produto é entregue.
Me parece algo que vale a pena ser pensado e desenvolvido pelas organizações para melhorar a experiência do cliente por aqui também e creio ter tudo a ver com o mundo da "Transformação Digital".
Qual é a percepção de vocês quanto a isso?
Se você trabalha na área de relacionamento com o cliente e quer saber mais sobre o assunto, compartilho o link para o artigo da HBR abaixo:
https://hbr.org/2023/02/when-is-the-best-time-to-ask-customers-for-a-review
O tema da cultura organizacional segue sendo, em geral, menos endereçado do que deveria.
E aqui nesse artigo do MIT Sloan quase tudo toca diretamente nesse ponto da cultura!
Sigo acreditando que é nele que se esconde a "fórmula mágica" do sucesso e diferenciação perene nas empresas.
Acho que uma empresa até pode alcançar algum sucesso por algum tempo sem ter uma cultura forte e vencedora, mas acho impossível que seja capaz de sustentar esse sucesso por um médio ou longo período de tempo.
A cultura organizacional está diretamente relacionada com os valores e propósito da empresa, o modelo de trabalho, o estilo de liderança promovido, empatia em determinadas situações e a forma como se reconhece as vitórias do dia a dia (não apenas as grandes, mas também aquelas pequenas e cotidianas, que somadas ao longo todo tempo fazem toda a diferença).
E, como costumo dizer, a Cultura segue sendo algo que não se compra nem se faz "subscrição" (não inventaram ainda "Culture as a Service"): é algo que se constrói, transforma e evolui no dia a dia.
A Cultura nasce primordialmente a partir da liderança pelo exemplo, mas creio que floresce de fato apenas com a participação de todos, seja dando o exemplo, seja reconhecendo, promovendo, assimilando e replicando esses bons exemplos!
Lin abaixo para o artigo completo:
https://mitsloan.mit.edu/ideas-made-to-matter/5-enduring-management-ideas-mit-sloans-edgar-schein
A cada dia mais exemplos de que a história é mesmo pendular!
Da mesma forma, estratégias diferentes podem levar a resultados igualmente muito diferentes (tanto positivos quanto negativos).
Não existe uma fórmula única de sucesso!
Foram muitos anos vendo diversas consultorias e gurus dos negócios defendendo o mantra da especialização e foco nas competências core e seus diferenciais de mercado.
A recomendação era primordialmente a de se desfazer das linhas de negócio secundárias e focar naquela que era a mais vantajosa (ou com maior potencial).
E verdade seja dita, muitas empresas e grandes corporações seguiram nesse caminho e obtiveram resultados muito positivos.
Parecia que as corporações gigantescas com múltiplas linhas de negócios seriam uma coisa do passado.
Mas agora, cada vez mais vejo artigos sobre a importância de diversificação, com visão de sinergia/complementação do core business.
Quando eu paro para pensar em um exemplo concreto e famoso da vida real, acho que funciona muito bem comparar a trajetória da Philips com a da Samsung.
Duas gigantes da tecnologia e inovação em múltiplas áreas de atuação que tiveram resultados nos negócios diferentes por causa das estratégias distintas.
Por um lado temos a Philips, que inventou e desbravou padrões e tecnologias, como o VHS, CD, videogames, microprocessadores (vi recentemente um documentário e fiquei surpreso ao saber que ela fundou as principais fábricas de chips em Taiwan!), TVs e monitores, etc.
Era uma grande gigante em diversos segmentos, mas acabou restringindo cada vez mais o seu mercado alvo e foi se desfazendo em divisões e marcas, e hoje é apenas uma fração do que já foi no seu auge (acho que a principal linha de negócios da Philips hoje é a de saúde – creio que todo o resto são outras empresas que adquiram os direitos da marca).
Do outro lado temos a Samsung, que seguiu investindo na diversificação (até carros ela já fabricou até pouco tempo atrás), é uma das marcas mais valiosas do mundo (está no Top 10) e hoje é muito maior do que era, na mesma época em que a Philips estava no topo.
E não acho que vai cair ou mudar sua trajetória de sucesso tão em breve.
Em suma, cada empresa apostou em um caminho diferente, o que resultou na ascensão de uma delas e na redução da outra.
Nesse sentido, li esse artigo da Forbes, a partir de uma publicação da Bain & Company:
https://fortune.com/2022/12/21/breakthrough-bain-research-mergers-acquisitions/
Lá vemos exemplos nas estratégias de negócios que grandes empresas vêm adotando no sentido da diversificação.
Eles chamaram de "Engine 2" os novos negócios dentro de empresas já existentes, com o objetivo de utilizar os benefícios de escala do negócio principal para crescer mais rápido do que uma startup independente faria e, juntos, aceleraram o crescimento conjunto.
Este tema serve para muitos cursos de MBA e definição da estratégia das empresas e grande corporação, relembrando que não existe uma fórmula única!
Falar de transformação digital nos dias de hoje pode parecer algo já batido.
Inclusive já vejo surgirem discussões sobre o "pós digital", ou seja, em um mundo com tantas empresas já digitais, qual será o próximo estágio de diferenciação frente aos demais concorrentes digitais?
Mas saindo dessa esfera das organizações altamente avançadas e olhando para o mundo dos "mortais" que ainda estão planejando ou estão no meio da sua jornada, o fato é que ainda existe um longo caminho a ser trilhado!
A CIO Online abordou o assunto em um de seus artigos, listando 10 maneiras que podemos acelerar essa jornada. Abaixo o link para a matéria completa:
https://www.cio.com/article/433376/10-ways-to-accelerate-digital-transformation.html
Destaco abaixo os 3 pontos que mais me chamaram a atenção:
Por mais clichês que possam parecer, nenhum desses pontos são supérfluos.
Creio que cada um deles contribui para avançarmos uma casa rumo à evolução.
Por fim, fecho algumas reflexões que considero importantes quando se fala em "transformação digital":
E a sua empresa, em que estágio se encontra?