Produtividade com qualidade é chave em qualquer organização que deseja se manter competitiva, afinal, se você não estiver se preocupando com isso, saiba que seus concorrentes podem estar.

Ao mesmo tempo conciliar esses dois drivers, que por vezes são antagônicos, pode ser um desafio e tanto!

Li há alguns dias uma matéria da Harvard Business Review publicou que elencou alguns diferenciais das empresas mais produtivas em seu dia a dia para merecerem esse título:

  1. Digitalização: esse não surpreende, já que o aumento da produtividade muitas vezes está relacionado aos processos digitais e otimização do tempo para realização de seus trabalhos;
  2. Investimento em intangíveis: P&D, propriedade intelectual e capacidades de sua força de trabalho são alguns dos investimentos que as empresas fazem para obter maior produtividade de seus colaboradores;
  3. Força de trabalho preparada para o futuro: além de se manter digital e intangível, é preciso apostar no desenvolvimento e capacitação de pessoas, seja através da retenção de novos talentos ou do incentivo para que funcionários se especializem em suas áreas de atuação;
  4. Integração com ecossistemas: é ideal manter clientes e fornecedores integrados e alinhados para alcançar novas oportunidades ou colaborar em projetos de forma mais criativa e atendendo às necessidades.

Creio que para o artigo seja mais que uma inspiração e se torne realidade, é necessário estar atento para o que cabe ou não implementar em nossos ambientes corporativos, afinal, cada organização possui suas especificidades e particularidades.

Assim evitamos que aquilo que era para ser uma "solução" se torne uma eventual "causa raiz" de outros problemas.

Aqui segue o link para a matéria original:

https://hbr.org/2023/02/what-the-most-productive-companies-do-differently

Quais deles caberiam ser desenvolvidos em sua organização?

Vale a leitura e buscar abstrair os conceitos para a aplicação em uma "IT que atua com mindset empresarial".

Bias, discriminação e afins não são temas que costumo abordar nos posts, mas me deparei com uma análise primorosa sobre o tema que me chamou a atenção pela sua objetividade e como o raciocínio foi bem estruturado.

Curiosamente veio a partir de um economista (eu esperaria análises do gênero a partir de psicólogos ou sociólogos), que foi muito feliz em expor a dualidade das coisas.

O texto, disponível no site do MIT Sloan School of Management, conta a história do diretor do laboratório de economia da universidade que, como um homem asiático vivendo nos Estados Unidos, foi alvo de preconceito nas décadas de 60 e 70, começou a perceber que outros grupos de pessoas também passavam por situações de similares e se interessou por estudar as origens da discriminação em sua comunidade.

Ao mesmo tempo, reconhece que essa mesma sociedade permitiu que ele e sua família pudessem prosperar dentro do "American Dream".

Nessa mesma linha de dualidade, o estudo consegue demonstrar o quanto a "inteligência coletiva" é capaz de trazer avanços incríveis para a sociedade, como tecnologia, qualidade de vida, saúde e bem-estar.

Ao mesmo tempo o próprio avanço tecnológico pode estar nos levado à tomadas de decisões "de manada", interferindo nas relações, trazendo polarização da política, na formação de grupos e, infelizmente, na eventual formação de discriminação.

E de certa forma, isso foi acelerado e influenciado pelo uso das redes sociais, dividindo a sociedade, onde as pessoas seguem as suas respectivas multidões e "caixas de eco".

Ficou a mensagem de que é preciso evoluir na utilização da nossa "inteligência coletiva" para pensarmos juntos em melhores soluções para os problemas que enfrentamos enquanto sociedade.

Indico o conteúdo completo para uma visão mais ampla do assunto (com outros links com ainda mais detalhes dentro da matéria):

https://mitsloan.mit.edu/ideas-made-to-matter/lets-choose-collective-intelligence-over-madness-mobs

Acredito que o objetivo do "instituto da vida" é aprender e evoluir.

Da mesma forma, apesar de a perfeição ser algo impossível nesse nosso plano, mirar e almejar a excelência naquilo que se faz é um valor que admiro bastante.

Nesse sentido, para ser uma boa pessoa, um bom profissional ou um bom líder é preciso estar em constante evolução e viver com a sensação de que tudo pode ser melhorado.

Recentemente o Gartner publicou um artigo sobre o assunto, trazendo algumas resoluções importantes para lideranças de sucesso em 2023.

Abaixo o link para o artigo:

https://www.gartner.com/en/articles/7-cio-resolutions-for-a-successful-2023

Apesar do título ser direcionado para CIOs, acho que os pontos são válidos para todas as pessoas que têm ou desejam ter uma posição de influência.

Aqui vão alguns pontos de destaque:

  1. Seja transparente com seu time em relação aos possíveis atritos que possam encontrar no desenvolvimento de um projeto e busque alternativas para solucionar problemas antes que eles aconteçam;
  2. Saia da sua zona de conforto: inove nas propostas de seus projetos, estude diferentes tecnologias e tenha uma equipe com skills e perspectivas diversas. Ter ideias, analisar seus riscos e tentar tirá-las do papel faz parte do processo de aprendizagem e evolução;
  3. Não tenha medo de errar ou pedir ajuda quando for preciso. Líderes não precisam saber de tudo o tempo todo e também estão sujeitos ao erro;
  4. Estimule a sua equipe com novos desafios e oportunidades de crescimento (sempre lembrando que dar pista para que as pessoas cresçam faz parte da sua missão como líder e traz benefícios em mão dupla).

Grandes novidades quanto ao uso de AI no GitHub. Vale ler essa matéria da InfoWorld:

https://www.infoworld.com/article/3688269/github-copilot-update-includes-security-vulnerability-filtering.html

Isso é o futuro acontecendo hoje mesmo bem diante dos nossos olhos!

Mais uma do generative AI mostrando utilidade concreta e, segundo muitos, aumentando significativamente a produtividade dos devs, além de aprimorar seus algoritmos, melhorar a qualidade e a segurança da encriptação de códigos, tanto para empresas quanto para pessoas.

Lembro de ter visto um lista recentemente dos principais usos (atuais) da AI Generativa e detido o desenvolvimento de software estava entre os mais importantes.

Ao se confirmar que o nível de produtividade e qualidade é significativamente maior com o uso de IA do que sem, acho inevitável que o uso passe a ser disseminado de forma acelerada!

Acredito que o maior desafio antes dessa expansão será então garantir que a atualização dessa ferramenta não vá ferir nenhuma regra corporativa de segurança, privacidade e compliance.

Da mesma forma, se as principais preocupações forem endereçadas, é natural que as regras e padrões sejam flexibilizados para o uso de IA, já que não vai dar para segurar algo que, ao que tudo indica, traga mais produtividade e eficiência às operações.

Pensando em especificidade de plataformas, acho igualmente natural que surjam outras análogas ao CoPilot.

Outro ponto a ser considerado também são as eventuais restrições geopolíticas que os grandes blocos venham a criar quando se considera todas as discussões do gênero que já se verificam sobre ChatGPT e afins.

Esse ponto pode gerar algumas travas eventuais.

Você também acha que a Inteligência Artificial é realmente o caminho para o futuro do desenvolvimento de software?

Como você cria e comunica a sua estratégia de negócios?

Recentemente a Harvard Business Review publicou uma matéria sobre como as estratégias de negócios devem estar alinhadas com a narrativa da empresa e isso me lembrou muito das aulas do MBA em Gestão Executiva.

Abaixo o link para o artigo original:

https://hbr.org/2023/02/your-strategy-needs-a-story

Primeiro, em uma abordagem de empreendedorismo puro: visão e estratégia de negócios, roadmap de go-to-market, e por aí vai.

Segundo, de uma forma mais próxima da minha realidade, em uma pegada mais de "empreendedorismo interno", ou seja, como criar algo dentro da própria empresa em que você trabalha.

Refletindo sobre o tema, nessa linha do empreendedorismo interno, acho que também se enquadra (com alguns pequenos ajustes) com o desafio de quando se trata de desenhar a estratégia e colocar no ar uma área específica, como TI, por exemplo.

Como o próprio artigo menciona, tem tudo a ver com criar uma narrativa bem estruturada, traçando uma linha que funciona como um fio condutor ligando desde o "porquê" até o "o que", passando pelo "como".

Ser capaz de criar e contar essa história de harmoniosa e inspirada ajuda muito no engajamento e alinhamento de todo o time, afinal, é essencial que todos conheçam e estejam comprados com a visão de futuro que se têm como alvo!

Disputa das plataformas de Inteligência Artificial entre o Google e a Microsoft?

Como um grande defensor da livre concorrência, estou adorando assistir o desenrolar dessa disputa e rivalidade!

A Microsoft está fazendo grandes investimentos na OpenAI, a inteligência artificial por trás do ChatGPT, enquanto o Google ainda não conseguiu "encantar" o mercado com o seu Bard (e teve impactos quase que imediatos no valor das suas ações), mas tenho certeza de que não vai ficar para trás por muito tempo, afinal há muito em jogo por aqui.

Estamos começando a entender esse novo cenário e acredito que muita água ainda vai rolar sob essa ponte, inclusive com o possível surgimento de novos competidores, o que já está se concretizando com as ofertas de mercado da Amazon e a Meta.

Quem agradece são os consumidores já que, como em todo mercado disputado, a inovação e novos recursos são acelerados.

Recentemente, a Computerworld fez uma reflexão interessante sobre o tema e, principalmente, sobre quando ocorrerá a "Singularity", ou seja, quando AI vai superar a capacidade humana (não no modelo "narrow AI" atual, mas sim no modelo "General AI).

Abaixo o link para a matéria:

https://www.computerworld.com/article/3687810/the-gathering-ai-storm-between-microsoft-and-google.html

De fato estamos vendo um crescimento tecnológico exponencial (ainda que dentro do Narrow AI) e veremos muito em breve os impactos que isso trará de forma irreversível para a humanidade.

O nome é muito legal, parece vindo diretamente de filmes de ficção, mas trazendo para a nossa vida real, acho que vale pensar o quanto estamos (ou estaremos) preparados como sociedade para isso (hábitos e costumes, leis e justiça, educação, mercado de trabalho, etc.).

Eu estou no time dos que acreditam que AI vai aprimorar os capabilities humanos (e não substituir os seres humanos), usando uma analogia que vi em uma palestra e adorei, de que é como o que o MS Office foi há uns 30 anos atrás: uma ferramenta que ampliou radicalmente as competências profissionais de muita gente.

No mesmo sentido, reforça aquela frase "você não vai perder o emprego para AI. mas sim para alguém que usa AI melhor do que você".

Juntando ambas, é como imaginar o quão menos competitivo no mercado de trabalho (ao menos em um certo conjunto de posições e carreiras) é uma pessoa que hoje em dia não tiver noções básicas de Excel, PowerPoint, Word ou Outlook.

Mas quanto à disputa nesse novo e efervescente mercado de AI Generativa, em quem você aposta as suas fichas?

Depois de uma grande expansão do setor de seguros no Brasil, é muito bom ver análises e números concretos para a indústria nos próximos anos.

A Idblog falou sobre o assunto em uma de suas matérias mais recentes, fazendo uma análise dos riscos e desafios que o setor enfrentará com o tempo, como a concorrência e fraudes. Além disso, o conteúdo também nos faz refletir sobre a modernização de tecnologias e a experiência do cliente, pontos essenciais que nos ajudarão a lidar com possíveis problemas.

Abaixo o link para a matéria completa da idWall:

Setor de seguros no Brasil: principais desafios e projeções

Achei interessante ver que não estamos em um Brasil "desconectado" da realidade internacional, pois essas tendências vão muito de encontro com o que se vê em relatórios de previsões do mercado no exterior, que geralmente focam em mercados mais maduros do que a nossa.

Divido a notícia completa para quem quiser saber mais sobre todos os detalhes do que é esperado para esse mercado, em um futuro não tão distante.

O que fazer quando seu chefe está agindo com indiferença ou de forma negativa em relação ao seu trabalho?

Recentemente, li um artigo na Harvard Business Review onde o autor trata justamente desse tipo de situação, que creio eu, já fez ou fará parte da vida profissional de qualquer pessoa.

Abaixo o link para o artigo:

https://hbr.org/2023/01/dont-let-an-indifferent-boss-hold-you-back

Acho que este é um tema relevante para refletirmos e, por isso, decidi trazer alguns insights que podem ajudar tanto novatos quanto veteranos. São pontos baseados na minha experiência pessoal e os digo com toda humildade de quem sabe que é mais fácil falar do que fazer:

  1. Abrace o estoicismo, ou seja, foque primordialmente naquilo que está sob o seu controle.
  2. Não use o que não está sob o seu controle (como um chefe que não te apoia) como muleta para a inação.
  3. A sua carreira depende primordialmente de você. Dessa forma, é você quem deve ser o maior interessado e promotor do sucesso dela (e tem muito mais poder de escolha sobre isso do que eventualmente imagina).
  4. Se você está em uma posição de liderança, esteja atento para as necessidades das pessoas que fazem parte do seu time a avalie como as suas ações e comportamentos estão impactando a vida dos demais. Isso é parte das atribuições de ser um líder (como bem dizia o Tio Ben: "grandes poderes trazem grandes responsabilidades").
  5. Se você está em posição de liderança "executiva", vale considerar e ter no radar as estatísticas que mostram que uma liderança tóxica é o maior fator de attrition na atualidade. Repetindo o que costumo dizer, basicamente tudo é feito por e para pessoas, então é fundamental colocar a gestão da satisfação delas na equação.

Acredito que a maneira mais provável de criar e manter Business e IT em sincronia passa obrigatoriamente por promover o alinhamento do modelo operacional de IT com o da empresa como um todo.

Como bem apontado pelo Gartner, em um webinar que assisti recentemente, o modelo operacional de TI é, na verdade, mais um componente do modelo operacional que abrange toda a organização,

Assim como o de negócios, que também é mais um componente do todo, dessa forma, nada mais lógico do que buscar que tudo esteja bem alinhado e coeso!

Para isso, é fundamental o papel de toda a liderança no planejamento e execução desse tipo e magnitude de transformação.

Afinal, como costumo reforçar, existe toda uma importância da liderança pelo exemplo, e nesse tipo de transformação essa liderança é chave para o sucesso.

Vale assistir ao conteúdo e avaliar alternativas de como integrar os modelos operacionais e assim evoluir toda a organização.

Abaixo o link para acesso direto:

https://webinar.gartner.com/451451/agenda/session/1063955

Super computadores, computadores quânticos, Inteligência Artificial, Cloud e muito mais. Tudo isso interligado em uma visão concisa do futuro.

É isso o que a IBM prevê como fortes tendências para os próximos anos em seu novo relatório.

Muitos temas super atuais e alguns ainda futurísticos que estão longe de se tornarem mainstream.

Nesse sentido, muitos dos tópicos abordados vão fazer mais sentido para os cientistas dada a profusão de detalhes e termos técnicos.

Mas condensando muito e trazendo para termos mais leigos, destaco esse trecho lindo e que eu acredito piamente (só não sei se já nessa década):

"Acredito que nesta década veremos mudanças fundamentais na forma como o mundo processa. As formas como os sistemas de computadores são arquitetados, implantados e usados serão drasticamente alteradas.

Semicondutores, sistemas, IA, computação quântica e nuvem híbrida continuarão a avançar, mas mais importante, eles irão convergir em uma plataforma de computação caracterizada por seu poder computacional, segurança e simplicidade de uso, gerenciamento e operação.

Computação quântica, computação clássica e IA multimodal multiplicarão suas vantagens quando usados coletivamente para resolver alguns dos desafios mais difíceis que a sociedade, a ciência e os negócios enfrentam".

O artigo é denso e profundo, mas vale ler (se possível com bastante tempo), pelo menos, os principais pontos e conclusões para entender quais as perspectivas de grandes avanços tecnológicos para os próximos anos.

Abaixo o link direto:

https://research.ibm.com/blog/research-annual-letter-2022

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