Li esses dias esse artigo da Accenture sobre cenários para a reinvenção das empresas:

https://www.accenture.com/us-en/insights/consulting/total-enterprise-reinvention

Gostei muito do conteúdo e recomendo a leitura para todos.

E a sua empresa (ou aquela em que você trabalha), é uma "Reinventor", "Transformer" ou "Optimizer"?

Por incrível que pareça tem até uma citação do nosso saudoso Ayrton Senna no estudo (como analogia do bom momento vir nas "crises:):

"You cannot overtake 15 cars in sunny
weather… but you can when it's raining."

Para aqueles que se enquadram em reinventores, como não poderia ser diferente, IT e tecnologia é apontada com papel super relevante.

Obviamente falando de temas mais "chamativos" como Data & AI, mas também (a meu ver de forma bem realista e pé no chão) de temas da plataforma core, ou ainda na infra e segurança.

Acho que já merece um parabéns por não colocar o metaverso na lista de prioridades, um sinal de que as empresas estão finalmente reduzindo a hype sobre esse tema.

O mundo de AI tem avançado sobre diversas áreas e uma delas, ao que tudo indica, é o setor de RH.

Segundo essa matéria da ComputerWorld, muito em breve qualquer um de nós vai notar ou passar por isso, inclusive nas entrevistas:

https://www.computerworld.com/article/3685409/your-next-job-recruiter-might-be-an-ai-bot.html

O título da matéria me pareceu meio exagerado. Não creio que um bot vai entrevistar candidatos.

No final AI vai auxiliar os recrutadores, o que não deveria causar estranheza, é a evolução/revolução tecnológica do AI em diversas áreas da atuação humana, só para citar alguns exemplos recentes:

Fora tudo o que ainda nem imaginamos que já existe mas ainda não se tornou mainstream, ou mesmo tudo aquilo que nem existe ainda.

Então quando surge uma frase como abaixo, não é exatamente surpreendente:

"From 35% to 45% of companies are expected to use AI-based talent acquisition software and services to help select and interview job prospects in the coming year, according to two recent studies."

O que eu acho importante é termos cuidado para que a seleção de CVs não se torne uma mera análise fria e impessoal de algum algoritmo.

O risco é criar uma engenharia social forçada que fará as pessoas acreditarem que existe uma fórmula chave (e única) de como deve ser um CV, ou mais profundo ainda, que existe uma única fórmula certa de biografia e trajetória profissional.

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