CIO Codex E-book
Uma introdução clara ao CIO Codex Framework, com os pilares essenciais para transformar TI em valor. Ideal para ter a visão geral do framework.
Aqui vai um artigo que espero que sirva como inspiração para 2023, com esse excelente artigo da Harvard Business Review:
https://hbr.org/2022/07/3-ways-companies-make-work-purposeful
Especialmente o item 1: "Make work interesting".
Concordo plenamente e acho que essa é a parte mais "millennial / geração Y" do meu perfil profissional.
E se qualquer um pensar bem, é meio que óbvio: considero muito difícil (quase impossível) buscar (muito menos ser capaz de garantir) o comprometimento, dedicação e a excelência (por longos períodos de tempo) quando se faz algo que você considera chato, enfadonho, sem razão de ser ou sem utilidade!
Daí a importância de se buscar tornar o trabalho e as atividades do dia a dia mais divertidas e que mereçam a nossa atenção e dedicação.
Também reforça a necessidade em se buscar o senso crítico sobre como as coisas são e porquê são como são.
A vida fica muito melhor, mais leve, com senso de propósito e significado quando se eliminam burocracias, procedimentos e atividades que não agregam nem geram valor prático.
Isso ajuda duplamente na minha opinião:
Gosto muito dessas listas de tendências e como alguns temas convergem entre as empresas de pesquisa, ao mesmo tempo que outros divergem bastante.
Repasso essa lista de tendências da Gartner:
https://www.gartner.com/en/information-technology/insights/top-technology-trends
Dessa lista de 2023, o que me chamou a atenção:
Não podia virar o ano sem comentar esse reporte aqui, que deu muito o que falar nas últimas semanas:
https://www.software.com/reports/code-time-report
Chama a atenção o tempo médio por país, com uma certa correlação entre o nível de desenvolvimento socioeconômico e tempo codando.

Quanto ao "menos de 1h por dia" confesso que não fiquei surpreso.
Vale de largada assumir que um dev não vai passar 100% do seu tempo apenas codando.
É natural que ele utilize parte do seu dia a dia efetuando outras atividades.
E eu acho que é difícil cravar qual seria o "mínimo esperado" apenas codando dado que cada organização tem processos diferentes (sem entrar no mérito de prós e contras de cada qual – não é o propósito aqui).
No waterfall: primeiro se efetua todo o DF e DT por equipes que podem ou não ser devs (o detalhe da espec pode chegar no nível de "português estruturado").
A programação pode até mesmo ser feita nas famosas "SW factories" onde os devs focam só na codificação e teste unitário.
Nesse modelo o tempo dos devs será muito maior com a codificação (>1h/dia), pois recebem as especificações prontas, dado que alguém efetuou a especificação antes.
Já no modelo Agile se têm times multidisciplinares onde, em geral, não existe de forma tão bem estruturada o DF e DT do que deverá ser codificado.
Então os devs passam menos tempo codando, pois uma parte do esforço se dará maturando o que deverá ser feito. Eles também atuam mais diretamente no processo de testes e homologação para o deploy.
Para mim ficam algumas reflexões:
As empresas que passam a utilizar AI, ML, Data & Analytics rapidamente percebem que uma coisa é testar, aprender e trabalhar com essas tecnologias em um formato de "PoC" ou "Laboratório".
Outra coisa muito diferente é utilizar essas tecnologias no dia a dia, como parte do stack tecnológico usual, com modelos e casos de uso em escala por toda a organização.
Aqui um e-book muito bom da Dataiku abordando justamente isso:
https://content.dataiku.com/safely-scaling-ai#page=1
Visão muito bem estruturada sobre como escalar AI nas organizações, menos sob a ótica técnica (a premissa no artigo é que esse lado já está sob controle) e sim sob a ótica de um processo recorrente.
Entendo que para chegar a esse ponto, os desafios de explorar e criar os skills e as competências em AI já foram atendidas.
Aqui a visão é de como as empresas podem escalar o uso de AI (para chegar a esse ponto a etapa de exploração e maturação de AI já foi alcançada).
Nesse sentido, fica muito claro o quanto a governança de iniciativas é importante, incluindo uma questão chave que usualmente é um drama em grande parte das empresas: como priorizar e decidir o que efetivamente é mais importante (além de garantir os recursos necessários para tal).
Você já fez uso de alguma das plataformas de Generative AI?
Até pouco tempo atrás esse tipo de solução era de uso mais restrito, quase que para um pequeno grupo de estudiosos ou grandes entusiastas do tema.
Mas isso mudou e a oferta de soluções e serviços está cada vez mais ampla.
Sugiro a todos criarem uma conta e testarem por si só o ChatGPT!
É assustadoramente bom.
Então sugiro que seus filhos em idade escolar não tenham acesso… rs
Mas piadas a parte, é incrível o ponto que já chegamos.
O poder de dissertação do ChatGPT é incrível, e pelo visto já nasce em múltiplos idiomas (pelo menos vi que entendeu e respondeu nativamente bem em português e inglês).
E pensar que é baseado em tecnologia open. Surpreende mais ainda!
Vamos ver qual será a adoção dessa plataforma (e provavelmente de outras análogas que surgirão) por parte das empresas.
Aqui um artigo bastante rico da McKinsey explorando os avanços e expectativas de uso do Generative AI:
E não e que a Apple finalmente está revendo as suas políticas de "monopólio" da AppStore?
Vale ler essa matéria da ComputerWorld:
Já estava mais do que na hora de se rever isso.
É uma pena que esse tipo de ação só se dê por conta das pressões regulatórias.
Acho que depender do Estado para promover o livre mercado é um sinal de como as coisas vão indo mal. Por outro lado, talvez estão demorando demais para fazer algo, pois o nível de poder nas mãos das big techs só tem crescido.
Lembro de ter visto um documentário há uns 2 anos que justamente comparava o poder dos monopólios/duopólios do início dos anos 1.900 com o que vemos hoje no mundo digital.
Lá era apontado que as gigantes do petróleo, aço e telefonia tinham bem menos poder econômico e de lobby político do que as gigantes digitais de hoje (que ainda por cima possuem adicionalmente certo poder "social" e tudo isso em escala global).
E ainda assim foram drasticamente fracionadas e reguladas!
Fazendo apenas um paralelo, como será com as plataformas de Cloud?
Vão proativamente estabelecer mecanismos de portabilidade e interconectividade em padrões "abertos", ou será que vão seguir na mesma pegada da Apple de walled garden até serem "incentivadas" por órgãos reguladores e pressões geopolíticas a se abrirem?
Qual a melhor forma de mensurar o quão confiável, estável e performático é um determinado sistema ou solução?
Aqui nessa matéria da CIO Online o tema é discutido de forma bastante inteligente:
Eu acho que o MTTR sozinho não responde tudo, mas é um indicativo (dentre outros) que ajuda a entender o quão bem organizada, instrumentalizada e provida do ferramental e recursos necessários uma dada equipe está para lidar com os incidentes e reestabelecer os serviços.
Ainda assim, gostei muito da afirmativa:
"No matter what your (unreliable) MTTR might seem to indicate, you'd still need to investigate your incidents to understand what is truly happening with your systems."
O que realmente move o ponteiro enquanto nível de serviço e reliability é atacar o que causa os incidentes em si!
Dessa forma, me parece muito natural buscar indicadores que enderecem isso também, e não apenas o final da cadeia, quando a aplicação já está em produção.
Os tempos modernos exigem empresas cada vez mais ágeis e eficientes.
Mas toda e qualquer empresa é formada primordialmente por pessoas, são elas que fazem tudo acontecer, afinal como defendo com bastante frequência, ainda vivemos em um mundo onde tudo é feito por e para pessoas, então é essencial colocar esse fator da equação em destaque.
Dessa forma, para alcançar o sucesso, é essencial ou no mínimo bastante útil, formar e cultivar equipes de alta performance.
Dentro desse contexto aqui vai uma matéria da CIO Online abordando muito bem essa questão:
https://www.cio.com/article/415874/7-ways-cios-can-build-a-high-performance-team.html
Não é coincidência que todos os itens são relacionados com PESSOAS, ORGANIZAÇÃO e CULTURA!
Esses são os ingredientes para a mágica da transformação. Todo o resto vem como consequência.
Tecnologia de ponta, soluções inovadoras, operação eficiente, resiliente e de alta performance, tudo é resultado de:
Mais um movimento ousado de uma das big techs!
Eis que a MS passa a ter 4% da Bolsa de Londres e de certa forma "entra no mercado financeiro", segundo esse vídeo:
Como é bem apontado pelo autor:
Me recordo de outros casos nessa direção (de fato nos anos mais recentes), mas não me lembro de serem nessa ordem de magnitude financeira.
Creio que se trata de uma nova fase do modelo capitalista, onde gigantes com um enorme poder financeiro passam a abordar o mercado de uma maneira diferente, firmando acordos de parceria com seus clientes, só que não mais apenas como fornecedores, mas sim como sócios.
Infográfico muito legal para entender visualmente os grandes e sequenciais avanços que a humanidade tem conquistado ao longo dos diversos ciclos de inovação!

Concordo plenamente que a onda da vez é AI e afins.
Fazendo o paralelo na escala do tempo do início da onda anterior (começo da década de 90) o que tínhamos eram computadores desktop com o Windows 3.0 sem rede e fechamos a onda com smartphones com poder de processamento, sofisticação de SW e conectividade 5G que eram inimagináveis 30 anos antes.
Outro ponto é ficar claro que cada onda de inovação/transformação vai se mostrando mais acelerada a cada onda. Antes duravam milênios, depois séculos, depois décadas e agora estamos na era dos míseros anos.
Lembro de ter visto em algum lugar um diagrama similar, mas mais amplo (acho que era desde a "invenção do fogo").
Quando se olha a evolução das ondas de inovação ao longo da história humana, fica ainda mais claro o quanto cada qual vai acelerando mais ainda de milhares, para centena e depois poucas dezenas de anos!