IT Operating Model segue sendo fundamental para o sucesso de qualquer organização e desde a época em que atuava como consultor esse é um tema que me desperta muito interesse.

Acredito piamente que um modelo operacional bem azeitado encurta bastante o caminho rumo ao sucesso também de IT.

E aqui vale fazer a distinção entre modelo operacional (processos, indicadores, organização, pessoas e ferramentas) versus a estrutura organizacional (que é apenas o bom e velho organograma).

Uma frase nesse webinar do Gartner que diz muito:

"If your CIO brand is based on taking cost out and providing reliable services at an affordable price, that won't carry you very far in an enterprise that's transforming to a digital business model to promote rapid growth".

Aqui o link para o mesmo: https://webinar.gartner.com/426497/agenda/session/996826

O que eu acho mais interessante nisso é que por mais que existam visões conceituais, boas práticas, cases de sucesso e afins, no final do dia não existe um modelo único "one size fits all" que funcione como um gabarito mágico que possa ser implementado diretamente por qualquer um a qualquer momento.

Cada organização possui suas características próprias que são tão únicas, de forma tal que o modelo operacional de IT igualmente necessita ser customizado para atender essas necessidades particulares.

A estratégia da organização, a indústria e perfil de atuação no mercado, o tipo e nível de governança e controle, a situação atual e o staffing de IT, as competências e maturidade das pessoas, áreas e processos.

Acho que tudo isso (além de outros fatores) influencia drasticamente o modelo target e os modelos de transição até chegar lá.

Começamos a ver as grandes empresas de tecnologia investindo e divulgando com maior ênfase as suas soluções de No & Low-code.

E a Microsoft é uma delas, como aponta essa matéria da CIO Online:

https://www.cio.com/article/409607/microsoft-adds-high-level-governance-to-low-code-tools.html

Fiquei curioso em ver como isso vai funcionar!

De qualquer forma, fortalece ainda mais o conceito em si de low/no-code, que vem cada dia mais forte.

Acho que essa abordagem de "democratização" de IT para toda organização é super natural para a Microsoft, basta pensar em tudo o que ela já tem feito ao longo das décadas nesse sentido (se pensarmos bem, VBA, conectores do Office com bases SQL Server e outras coisas afins são de certa forma um embrião do low/no-code).

Muito bacana que venha agora essa visão do outro lado da mesa, pensando nos controles e governança de IT sobre esses novos tipos de ativos.

Essas são preocupações legítimas que muitas áreas de tecnologia possuem quando da avaliação ou expansão de uso dessas plataformas.

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