Aqui vai aqui uma recomendação de muito alto nível, vale muito a pena assistir esse webinar do Gartner:

https://webinar.gartner.com/497131/agenda/session/1160983

O autor já mandou muito bem logo de largada com uma citação do Yoda:
"Difficult to see. Always in motion is the future."

Muitos temas que extrapolam absolutamente a esfera de IT, estão mais para questões de interesse nacional/global e que na minha opinião deveriam ter mais destaque nas discussões coletivas da sociedade:

  1. Metaverso: esse aqui eu confesso que ouço muito a respeito e que já é uma realidade, mas não vi (ainda) uma inserção em massa na vida real do dia a dia das pessoas.
  2. Multipolaridade: esse sem dúvida já está deixando claro, cada dia de forma mais concreta, que é uma realidade no dia a dia das pessoas, empresas e países. E tudo indica que muitas mudanças e conflitos ainda virão pela frente. Parece que estamos rumando para uma era de grandes blocos com múltiplas centros e órbitas de poder.
  3. Industrialização do espaço: outro que já é uma realidade e a cada dia se acelera mais. Quantos milhares de satélites a SpaceX já não colocou no espaço? E a competição deve só acelerar com a empresa do Jeff Bezos e outros competidores que certamente deverão surgir de outros países.
  4. Mudanças populacionais: seja por migrações seja pela mudança da pirâmide etária. Lembro que quando era criança os livros de geografia apontavam o Brasil como um país de altas taxas de fertilidade, mas até mesmo nós já mudamos radicalmente as estatísticas em apenas 1 geração. Um mundo com gente mais idosa vivendo cada vez mais, muda tudo (embora alguns países, como os próprios EUA apresentam queda da expectativa de vida).
  5. Crise de confiança nas instituições tradicionais: que o digam a mídia tradicional, algumas instituições nacionais e mesmo globais. Se quiserem mudar isso terão muito trabalho, pois eu vejo as pessoas mudando suas fontes de informação a cada dia.
  6. Redução de regulações globais: acho que essa aqui tem tudo a ver com a questão de um mundo multipolar. Com um cenário de crises e a priorização de problemas nacionais, órgãos internacionais parecem perder força.
  7. Mudança na emissão de carbono: pensando em médio prazo, acho que ninguém discute que faz todo sentido e já se vê no dia a dia cada vez mais ações concretas nesse sentido. Embora, creio que por situações extraordinárias, no curto prazo será um pouco mais complexo seguir no caminho da redução.

Assisti os vídeos do Tom Gilb nessa playlist de um evento na Índia e achei muito pertinente as suas colocações:

Bom, em primeiro lugar há de se no mínimo dar o crédito a ele por toda sua biografia referente a engenharia de sistemas, de forma a ouvir e refletir sobre o que ele aponta e avaliar se faz sentido na realidade de cada um:

1)- Antes de se iniciar um desenvolvimento (coding) é essencial primeiro que haja um trabalho de engenharia que avalie o "o que e o como" será feito. A analogia com deixar pessoas que só manjam de martelo e serrote a responsabilidade de construir um arranha-céu me pareceu muito boa!

2)- Depois de um vídeo com quase 1h com toda a lógica por trás da importância da engenharia de sw em diversas dimensões e disciplinas. Vale a penas reservar um tempo para assistir. Defendo há tempos a necessidade de se criar mecanismos que busquem garantir a qualidade/integridade arquitetônica do que se faz em modo "agile", ou seja, não dá para se ter a preocupação e visibilidade apenas do que se faz na sprint, tem que se pensar no médio e longo prazo (especialmente para sistemas que se esperam uma perenidade de alguns anos).

3)- A análise sobre o Elon Musk como um grande exemplo de agilidade, mensurando os resultados, é muito boa!

4)- Quanto aos resultados do Agile, confesso que não tenho essa visibilidade sobre as estatísticas de sucesso nos projetos em Agile (que segundo ele são apenas ligeiramente superior ao do mundo waterfall). Acho, de qualquer forma, que faz sentido a discussão aberta e franca sobre o efetivo "sucesso" de cada projeto, valendo ressaltar a necessidade de refletir de forma transparente o que significa "sucesso" em cada projeto:
– Cumprir prazo?
– Cumprir custo
– Cumprir escopo?
– Cumprir "qualidade"?
– Cumprir com os retornos/benefícios estimados?

5)- Li em alguns blogs (inclusive do SAFe) que algumas pessoas questionam se as colocações do Tom, especialmente as referentes aos índices de sucesso do Agile serem próximos do waterfall, não seriam parciais sob a perspectiva de que ele possui e defende uma metodologia própria. Acho que a pergunta é justa de ser feita, mas as reflexões que ele coloca sobre o atual estado de Agile possuem o seu sentido também. Ao final, o Agile faz sentido desde que esteja entregando resultados de forma mais rápida e em maior volume do que outras formas de se fazer projetos, e para isso, há que se adequar às necessidades e realidades de cada organização (não existe fórmula pronta "one size fits all").

Aqui está uma área com muito a ser explorado, tanto em iniciativas internas de IT, quanto no uso aplicado nas necessidades do business, o que foi muito bem abordado nessa matéria da CIO Online:

https://www.cio.com/article/408213/it-enters-the-era-of-intelligent-automation.html

Seja em iniciativas já conhecidas mas que ainda não foram priorizadas e implementas, seja em iniciativas que sequer foram vislumbradas ainda!

Creio que em grande parte, com exceção das big techs, ainda estamos apenas começando a entender as possibilidades de uso de AI / ML / Bots e RPA nos casos de uso reais do dia a dia.

E se não bastasse ainda não termos uma visão clara e aterrizada das possibilidades, a cada dia as tecnologias por si só evoluem sem parar, ampliando ainda mais o gap para com as oportunidades ainda não conhecidas!

Pensando um pouco nas dores da implementação do dia-a-dia, ao menos baseado do que já vivi, se quisermos realmente colher benefícios reais e crescentes com AI / ML e afins, não adianta apenas investir ad-hoc em iniciativas esparsas (só "molhando os dedinhos do pé").

É preciso na verdade "mergulhar de cabeça", criar um time focado (se esforçando ao máximo para manter a estabilidade e perenidade da equipe) que vai explorar, aprender, testar, errar, acertar e finalmente escalar no uso dessas tecnologias, tudo isso com interação direta e constante com o business, para ser capaz de capturar e atuar sobre problemas reais do dia-a-dia.

Por algum tempo possivelmente será mais um laboratório para encubação de ideias até se tornar uma fábrica de inovação com produção em escala.

A cada dia se ouve mais e mais sobre quantum computing!

Antes se via um artigo aqui, outro ali muito tempo depois, sempre de caráter primordialmente acadêmico.

De um tempo para cá a frequência de artigos é cada vez maior e até em eventos de tecnologia de caráter comercial já se coloca o tema na pauta (como foi na THINK da IBM aqui em São Paulo esse ano).

De qualquer forma, pelo menos na minha realidade atual, ainda é algo que parece estar muito longe de qualquer aplicação real no dia a dia. Até onde eu sei, não está já maduro o suficiente para utilização comercial (se alguém souber de algum caso, por favor me diga).

Até hoje não consegui entender a lógica e o mecanismo por trás do funcionamento dos computadores quânticos e seus "mágicos" qubits (que podem ser em um mesmo dado momento tanto 0, quanto 1, quanto ambos simultaneamente). Me parece que é algo bastante complexo e talvez nunca serei capaz de entender!

Vale a leitura do paper PDF disponível a partir do link abaixo da Deloitte. Muito didático no contexto, tendências e utilização potencial, por exemplo para o setor financeiro:

https://www2.deloitte.com/it/it/pages/technology-media-and-telecommunications/articles/quantum-computing-get-ready-for-next-gen-computation.html

"Quantum computers can revolutionize the financial system through faster and more accurate resolution methods. In fact, compared to classical computers, quantum computing has advantages in the areas of simulation, optimization, and machine learning (ML).

Quantum computing can perform efficient near real-time simulations in critical areas such as pricing and risk management. Optimization models are key activities in financial institutions, aimed at determining the best investment strategy for a portfolio of assets, allocating capital, or achieving productivity improvements.

Some of these optimization problems are nearly impossible for traditional computers to tackle, so approximations are used to solve the problems in a reasonable amount of time. Quantum computers could perform faster and much more accurate optimizations without using any approximations."

Vale se manter atualizado com as novidades de inovação e startups que a StartSe sempre trás. Aqui mais uma notícia:

https://www.startse.com/artigos/gol-fintech-pagol-startups/

Como muito bem disse o Brett King há alguns anos atrás:

"Quando se fala de disrupção, não existe outra indústria que nos últimos 250 anos tenha enfrentado tanta competição de novos players como a bancária."

E de fato, a competição vem de todos os lados!

Cada vez mais indústrias buscando potencializar ao máximo as oportunidades de vinculação e monetização a partir de seus canais de relacionamento com os clientes!

Quem mais ganha é o cliente final, afinal a competição promove a evolução constante da sofisticação e qualidade dos serviços (geralmente) com a redução dos preços!

E assim vemos os bancos (especialmente os de varejo) tendo que subir cada vez mais a barra nos seus serviços:

  1. Como manter ou aumentar a relevância para os clientes em um mundo em que cada vez mais as jornadas de consumo são digitais e os players digitais é quem controlam esse canal de relacionamento e interação?
  2. Em um mundo em que os players de outras indústrias passam a prestar serviços similares aos seus, como buscar um nível tal de diferenciação que mitigue os riscos de ser comoditizado e intermediado por aqueles que controlam as jornadas de relacionamento e consumo (seja no mundo físico, seja digital)?
  3. Especialmente para os grandes bancos múltiplos de varejo, como manter o mesmo ritmo de inovação, velocidade no time-to-market e atualização tecnológica frente aos novos concorrentes digitais que geralmente focam seus esforços em.um segmento mais específico e nascem sob novas plataformas digitais (muitas vezes cloud native) de custos flexíveis e escaláveis, sem as amarras e o peso de plataformas legadas monolíticas, ao mesmo tempo usufruindo de largada de muitos recursos avançados de AI e Analytics (simplesmente pelas suas plataformas serem nativamente digitais).
  4. Ainda na linha de plataformas digitais, como lidar com o fato de que as barreiras de entrada de caráter tecnológico e operacional são cada vez menores, dado o ecossistema cada vez maior de plataformas "prontas" na modalidade SaaS?
  5. Na linha de concorrentes digitais, nunca esquecer das big techs, com seus recursos financeiros e tecnológicos difíceis de superar.
  6. Como desenvolver a "sabedoria" para identificar em quais áreas faz mais sentido investir para se manter suficientemente eficiente e diferenciado para competir (e vencer) e em quais áreas faz mais sentido buscar cooperação e sinergias (competição versus colaboração).
  7. E por último (mas não "por fim" dado que esse texto não tem o propósito de ser exaustivo), considerar ainda um fator super relevante para o qual não se tem muito poder de escolha, que são as determinações do órgão regulador (cada dia mais pró competição e pró "desconcentração" de mercado). Os efeitos do Pix no Brasil e do Open Finance (esse último acho que mais maduro na Europa) mostram na prática o quanto os mecanismos dos reguladores podem transformar a dinâmica do mercado.

Vale a leitura dessa matéria da CIO Online sobre a importância do alinhamento entre a tecnologia e as finanças das organizações:

https://www.cio.com/article/406742/spelling-out-the-need-for-cfos-and-cios-to-speak-the-same-language.html

E creio que serve como maus um ótimo exemplo do quão amplo é o espectro de skills e formações requeridos em uma área de IT (nem só de devs se faz a tecnologia).

Destaco abaixo alguns dos grandes desafios do dia a dia nas organizações:

  1. Como classificar a natureza de custos/investimentos quanto à sua natureza de propósito do que está sendo desenvolvido?
  2. Como estimar o efetivo valor de resultado esperado a partir de uma dada iniciativa?
  3. Como priorizar e fazer as melhores escolhas dentre tantas ideais e iniciativas possíveis dentre tantas naturezas de propósitos e de valores de resultados?
  4. Como demonstrar e mensurar o verdadeiro valor dos benefícios capturados pós implantação das iniciativas para retroalimentar e evoluir o modelo?
  5. Como fazer a gestão e governança financeira e orçamentária de times cada vez mais multidisciplinares, com alocações full ou on-demand?
  6. Como adequar o conceito de "ativação contábil" dos softwares desenvolvidos quando as linhas ficam cada vez mais tênues entre o que é novo x evolução, capex x opex?
  7. Como fazer tudo isso bem com o desafio adicional de "desprojetizar" algumas iniciativas ao utilizar squads ágeis na linha de workstreams de entrega contínua?

Adoro gadgets (fui early adopter em vários) e creio que os smartphones tomaram o lugar que antes era dos carros como a melhor oportunidade de contato com "cutting edge technology" por parte do consumidor comum.

É muita tecnologia concentrada em um objeto tão pequeno e útil ao mesmo tempo!

Seja pela portabilidade, usabilidade em qualquer lugar e a qualquer hora (ninguém carrega o carro no bolso ou usa na cama antes de dormir), seja por permitir a inserção de qualquer pessoa na vida digital, seja pela faixa de preço muito mais acessível que os carros (a proporção smartphones/habitante ultrapassou há muito tempo a de carros/pessoa).

Engraçado que da mesmo forma que lembro todos os carros que meus pais tiveram ao longo dos anos, assim como todos os que eu tive, hoje tenho a mesma lembrança cronológica dos smartphones que tive ao longo da vida... e olha que já foram muitos!

Comecei minha história com smartphones a partir de um HTC Touch (com WIndows Mobile) em 2008, e dele fui para o iPhone 3G, sucedido pelos 3GS e iPhone 4.

Aqui uma matéria interessante da ComputerWorld mostrando a evolução do iPhone ao longo dos anos:

https://www.computerworld.com/article/3692531/evolution-of-apple-iphone.html

Depois disso, em 2011, iniciei 6 anos de alegrias, promessas frustradas e, por fim, a desilusão com diversos Windows Phone (Lumia 800, 900, 920, 925, 1520 e 950 XL).

Quando não havia mais como seguir com a teimosia, voltei então para a plataforma da Apple em 2017 com o iPhone 7. Foram alguns anos sem perceber nenhuma inovação que me parecesse justificar a troca por um modelo mais novo. Acho que nunca havia ficado com o mesmo celular por tanto tempo (3 anos)!

Então em 2020, optei por migrar para a plataforma Android com o Galaxy S20. Interessante que para mim a principal "barreira" para a troca de plataforma foi ter que descobrir na época como migrar o histórico de mensagens do WhatsApp entre as plataformas, algo que não era nativamente oferecido pelo próprio WhatApp!

Desde então voltei a encontrar novidades que me fizeram acompanhar atentamente (e esperar ansiosamente) as novidades de cada ano e modelo (Note 20 Ultra, S21 Ultra e agora o S22 Ultra) e desde então considero a plataforma Android (especialmente a Samsumg) muito mais vibrante e com mais evoluções e features diferenciais.

Para mim uma delas é o Dex. No home office uso o laptop corporativo a partir de uma estação de trabalho com um dock USB-C ligado a um monitor, mouse, teclado e webcam.

Esse setup me permite estender o uso do S22 Ultra não apenas como um celular on-the-go, mas também basicamente como meu principal "dispositivo computacional" de uso pessoal, usando a interface Dex como um desktop (escrevi esse post no conforto do teclado desktop dessa estação).

Eu acho que esse conceito ainda tem espaço para evoluir, mas tem potencial para se disseminar no uso mais mainstream.

O que você falaria para o seu eu mais jovem caso tivesse a oportunidade de se encontrar no passado?

Achei sensacional essa provocação do Luciano Santos e concordo plenamente com ele. Muito boa a sacada da "força cósmica"!

Acredito que todo estudo ou aprendizado (seja formal ou informal) encontra sua utilidade na vida (seja de forma direta ou indireta).

Eu teria falado para o meu eu mais jovem para usar melhor todo aquele tempo livre.

Tentaria explicar para mim mesmo o quão valioso seria cada "slot livre na agenda" no futuro quando da vida adulta!

Falaria sobre a "teoria das 10 mil horas de prática" e o quanto a gente poderia aprender sobre tantas coisas ao longo daquela década da adolescência.

Mas não sei se eu teria dado a atenção devida ao meu eu do futuro.

Apenas dando alguma base "concreta" ao tema, lembro de há alguns anos atrás estar em uma das disciplinas do MBA (métodos quantitativos) e em um trabalho final optei por fazer um ensaio sobre quais variáveis poderiam melhor explicar (estatisticamente falando) o "desenvolvimento humano" de uma dada unidade da federação.

Foram quase 20 variáveis analisadas, em diversas categorias (infra, social, justiça e segurança, demografia, etc.).

Nenhuma explicou melhor do que as 3 variáveis relacionadas à educação!

Os itens dessa matéria da CIO Online bateram com algumas das minhas opiniões, formada ao acompanhar de perto mais de uma centena de squads nos últimos anos:

  1. O Agile é um "conceito" e a sua implementação bem sucedida (ou seja, a que aumenta a "entrega de valor" para a organização) vai derivar em modelos concretos que variam por cada empresa.
  2. Não existe fórmula pronta ou modelo único, cada organização possui suas características e necessidades específicas e o modelo ágil deve ser flexível para se adequar. Dentro da mesma organização as vezes pode fazer sentido ter modelos distintos por cada tribo.
  3. Não faz sentido pensar no método pelo método ou no ágil como sendo um fim em si mesmo. Há que ser crítico e perseguir sempre a efetiva entrega de valor (mais precisamente, aumentar e acelerar a entrega de valor).
  4. Entregar valor não se resume apenas em funcionalidades de negócio. Escalabilidade, Disponibilidade, Performance, Manutenibilidade ou Segurança também são atributos de valor, portanto, o ágil não pode focar apenas na sprint, é necessário que existam os mecanismos que garantam a saúde arquitetônica das plataformas e soluções no longo prazo.
  5. O Agile é uma questão que transcende o modelo operacional (processo, organização e ferramental) e não tem como ser implementado pela liderança via simples decreto. Se enquadra na categoria de "transformação cultural" (pessoas e equipes).

Algo que aprendi em um treinamento há muitos anos atrás (e que na época não dei muito valor) tem tudo a ver com a "natureza humana" e se enquadra perfeitamente em transformações culturais.

Se quisermos mudar uma cultura de forma sustentável, inevitavelmente precisamos transformar primeiro as camadas mais profundas da nossa consciência: tudo começa com nossas "crenças e valores", a partir daí florescem nossas "intenções", que se transformam nas nossas "promessas", e por fim, se materializam nas nossas "ações e comportamentos".

Ou seja, acho que faz sentido pensar que se queremos (não apenas individualmente, mas como organização) atuar de forma ágil, tudo começa em disseminar o conhecimento e as práticas para que as pessoas possam entender esse novo paradigma e seus benefícios, e só então, se e quando fizer sentido para elas, ajustar suas "crenças e valores" de forma a efetivamente acreditar no modelo.
A partir daí o caminho está aberto para a mágica acontecer.

Já a famosa "maturidade ágil" vai aumentando de forma gradativa, mas a velocidade vai depender de alguns fatores:

  1. Estabilidade dos times: pessoas precisam criar laços de confiança mútua.
  2. Amplitude do ágil na organização: quando se depende de uma outra área que não está rodando ágil, provavelmente surgirão blockers.
  3. Vontade e disciplina: para os seres humanos toda transformação é uma jornada.
  4. Orientação e comunicação: ninguém nasce sabendo e a comunicação é vital.
  5. Liderança e governança: autonomia não é anarquia. É preciso guiar, direcionar e alinhar os times.

Link para a matéria completa:

https://www.cio.com/article/406636/7-tell-tale-signs-of-fake-agile.html

Vale a pena a leitura dessa matéria da CIO Online:

https://www.cio.com/article/219636/how-to-create-a-culture-of-innovation.html

Sou adepto da visão de que a inovação acontece a partir das pessoas (pelo menos por enquanto., vai saber o que o futuro nos reserva).

A grande questão é criar algo (ou fazer um novo uso de algo já criado) que nos permita entregar mais valor para alguém.

Em suma, fazer mais ou melhor, preferencialmente consumindo menos recursos!

Ao contrário do que muitos imaginam, a inovação não se dá apenas em temas super badalados e com exposição ao mundo externo, como a criação de um novo produto ou serviço, mas também é igualmente inovação quando se impacta e transforma um processo ou competência interna da organização.

Seja qual for o caso, outro "mito" é pensar que inovação se dá apenas com a criação de novas tecnologias, quando na verdade muitas vezes a inovação do simples uso novo e criativo de alguma tecnologia já existente, ou mesmo a partir de iniciativas sem relação direta com aspectos "tecnológicos" propriamente ditos.

É por isso que acredito piamente que qualquer pessoa na organização pode ser um agente da inovação.

Todos, independente do cargo, papel, formação, ou background técnico pode ter aquele "estalo mágico" com uma ideia inovadora.

Para quem já assistiu aquele vídeo ou leu o livro "De onde vêm as boas ideias", fica a dica de que na maior parte das vezes as ideias não nascem prontas, mas sim nascem em partes, algumas vezes cada parte a partir de uma pessoa diferente, geralmente momentos diferentes.

Daí a importância da comunicação, integração e "colisão de ideias" para que essas partes sejam conhecidas e agregadas!

Sendo assim, na minha humilde opinião (baseado na experiência prática no tema), o grande desafio e aquilo que permite a uma organização se diferenciar e escalar a sua capacidade de inovar é:

  1. Fomentar a que as pessoas interajam e compartilhem ideias. Não basta que as pessoas tenham ideias (e todo mundo tem alguma), é preciso que elas se sintam à vontade e incentivadas a comunicar e expor as suas ideias.
  2. Criar fóruns e mecanismos de maturação das ideias. Elas na maior parte das vezes não nascem prontas, precisam ser lapidadas, evoluídas e agregadas com outras ideias complementares para aí sim fazerem sentido prático.
  3. Prover os mecanismos e funding para a implementação. Toda inovação só concretiza o seu destino quando é colocada em prática e deixa o mundo das ideias para entrar no mundo da realidade.
  4. Divulgar, premiar, replicar e escalar. Os cases de sucesso precisam ser celebrados e recompensados. As pessoas precisam ser reconhecidas e todos devem sentir que possuem os canais abertos para serem agentes da inovação.
  5. Estudar, aprender e evoluir. Certamente não haverá apenas sucessos, por isso é preciso avaliar cada case, inclusive os de fracasso ou abaixo das expectativas, que precisam ser estudados e servir como aprendizado (mas não "punidos", é preciso criar um ambiente seguro para a experimentação), e assim criar um ciclo virtuoso de evolução!

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