Com a intensificação das transformações geopolíticas, econômicas e tecnológicas observadas nos últimos anos, torna-se cada vez mais evidente que a América Latina atravessa um momento de inflexão histórica.

Tensões entre grandes potências, fragmentação de cadeias globais de valor, aceleração tecnológica e pressões sociais internas convergem para criar um contexto singular, repleto de riscos, mas também de oportunidades estruturais.

Nesse sentido, torna-se particularmente relevante o estudo elaborado pelo McKinsey Global Institute intitulado What could a new era mean for Latin America: https://www.mckinsey.com/mgi/our-research/what-could-a-new-era-mean-for-latin-america

Trata-se de uma das análises mais abrangentes e estruturadas recentemente produzidas sobre o papel potencial da região em um mundo que caminha rapidamente para uma nova ordem global.

O estudo examina cenários prospectivos para a América Latina diante de mudanças globais profundas, propondo uma leitura sistêmica que combina retrospectiva histórica, análise estrutural e projeções de longo prazo.

A América Latina é apresentada como uma região que historicamente permaneceu à margem dos grandes ciclos de prosperidade global, mas que, paradoxalmente, reúne um conjunto de atributos capazes de reposicioná-la de forma mais relevante nas próximas décadas.

A análise a seguir busca aprofundar e atualizar os principais eixos do estudo, à luz do contexto mais recente do continente, marcado por instabilidade política recorrente, desafios fiscais persistentes, avanços pontuais em inovação e um ambiente internacional cada vez mais fragmentado.

O estudo da McKinsey e seus domínios estruturantes

A McKinsey parte da premissa de que o mundo atravessa uma transição entre eras históricas, caracterizada por mudanças simultâneas em múltiplos domínios estruturais.

São destacados cinco grandes eixos de transformação: ordem mundial, plataformas tecnológicas, forças demográficas, sistemas de recursos e energia, e capitalização.

Essa abordagem é particularmente relevante para a América Latina, pois evidencia que a região não enfrenta apenas desafios conjunturais, mas sim limitações estruturais acumuladas ao longo de décadas.

Ao mesmo tempo, o estudo aponta que a combinação entre um mundo multipolar emergente e a aceleração tecnológica cria uma janela de oportunidade rara, ainda que estreita.

A questão central não reside apenas em reconhecer essas oportunidades, mas sim em avaliar se a região possui capacidade institucional, política e estratégica para capturá-las de forma sustentável.

Mudanças na ordem mundial e reposicionamento geopolítico

A transição de um mundo predominantemente unipolar para um cenário claramente multipolar constitui uma das transformações mais relevantes do atual ciclo histórico.

Estados Unidos, China, União Europeia, Índia e outros polos emergentes passam a disputar influência econômica, tecnológica e política de forma mais explícita.

Para a América Latina, essa reconfiguração pode representar uma oportunidade inédita de reposicionamento estratégico.

Historicamente, a região manteve uma relação assimétrica e dependente com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que aprofundou laços comerciais com a China nas últimas duas décadas, sobretudo como fornecedora de commodities.

No novo contexto, abre-se espaço para uma diplomacia econômica mais pragmática e diversificada, que explore relações simultâneas com múltiplos blocos, reduza dependências excessivas e amplie a autonomia estratégica regional.

Contudo, essa possibilidade exige coordenação regional, estabilidade política e clareza de prioridades, fatores que historicamente têm se mostrado frágeis na região.

Adoção tecnológica, inteligência artificial e inovação estrutural

A América Latina apresenta um histórico consistente de atraso na adoção de tecnologias de fronteira, permanecendo à margem das cadeias globais de valor mais sofisticadas.

A digitalização avançou de forma desigual, concentrando-se em setores financeiros e de consumo, enquanto áreas industriais e governamentais permaneceram menos modernas.

Entretanto, a emergência de tecnologias transversais, especialmente inteligência artificial, computação em nuvem e automação avançada, cria uma oportunidade de salto estrutural.

Diferentemente de ciclos tecnológicos anteriores, a IA permite ganhos significativos de produtividade mesmo em economias que não possuem forte base industrial.

Ainda assim, o risco de aprofundamento das desigualdades é elevado. Países e setores que não investirem em infraestrutura digital, educação tecnológica e governança de dados tendem a ficar ainda mais distantes dos líderes globais.

A inovação, nesse contexto, deixa de ser apenas uma agenda tecnológica e passa a ser um tema central de política econômica e social.

Demografia, produtividade e o esgotamento do bônus demográfico

Durante décadas, a América Latina beneficiou-se de um bônus demográfico caracterizado por uma população relativamente jovem e em idade produtiva.

Esse fator contribuiu para o crescimento econômico mesmo na ausência de grandes ganhos de produtividade.

Esse ciclo, no entanto, aproxima-se do fim. O envelhecimento populacional começa a se manifestar de forma mais clara, especialmente em países como Brasil, Chile e Argentina.

Ao contrário de economias desenvolvidas, a região enfrenta esse processo sem ter alcançado altos níveis de renda per capita ou produtividade.

A implicação é clara e o crescimento futuro dependerá menos da expansão da força de trabalho e mais da capacidade de gerar ganhos de produtividade sustentáveis, o que exige investimentos em educação, inovação, tecnologia e capital humano qualificado.

Recursos naturais, transição energética e sustentabilidade

A América Latina detém uma das maiores reservas globais de recursos naturais estratégicos.

A região concentra grande parte das reservas de lítio, cobre, água doce, biodiversidade e possui condições excepcionais para geração de energia renovável, especialmente solar, eólica e hidrelétrica.

No contexto da transição energética global, esses ativos ganham relevância estratégica sem precedentes.

Entretanto, a história da região demonstra que a abundância de recursos naturais, quando mal gerida, tende a gerar ciclos de dependência, volatilidade e desigualdade.

O desafio central consiste em transformar recursos naturais em vetores de desenvolvimento sustentável, agregando valor localmente, promovendo industrialização verde e assegurando governança ambiental robusta.

A incapacidade de fazê-lo pode relegar a região, mais uma vez, ao papel de fornecedora primária em cadeias globais de maior valor agregado.

Capitalização, investimento e restrições fiscais

O crescimento econômico sustentável depende de níveis adequados de investimento, tanto público quanto privado.

A América Latina enfrenta, nesse aspecto, limitações significativas, além disso, altos níveis de endividamento público, sistemas tributários complexos e instabilidade macroeconômica reduzem a capacidade de investimento estatal e desestimulam o capital privado.

O ambiente global recente, marcado por juros estruturalmente mais elevados e menor liquidez internacional, torna esse desafio ainda mais complexo.

Países com fragilidades fiscais e institucionais tendem a sofrer mais intensamente com a restrição de capital.

O fortalecimento de instituições financeiras, marcos regulatórios previsíveis e políticas de longo prazo torna-se essencial para viabilizar investimentos em infraestrutura, inovação e capital humano.

Governança, instituições e estabilidade política

A eficácia governamental permanece como um dos maiores entraves estruturais da América Latina.

Crises políticas recorrentes, fragmentação institucional, corrupção e baixa capacidade de execução comprometem a continuidade de políticas públicas e minam a confiança de investidores e da sociedade.

Sem avanços consistentes em governança, transparência e fortalecimento institucional, mesmo as melhores oportunidades econômicas tendem a ser desperdiçadas.

A estabilidade política, nesse contexto, não deve ser confundida com imobilismo, mas sim com previsibilidade, respeito às regras e capacidade de implementação.

Um novo contrato social como imperativo histórico

As profundas desigualdades sociais da América Latina permanecem como um fator de instabilidade crônica.

A combinação entre crescimento econômico modesto, serviços públicos de baixa qualidade e expectativas sociais crescentes cria tensões que frequentemente se manifestam em protestos, polarização política e rupturas institucionais.

A redefinição do contrato social emerge como uma necessidade urgente.

Políticas públicas focadas em educação de qualidade, saúde, inclusão produtiva e mobilidade social não são apenas uma questão ética, mas um pré-requisito para a estabilidade econômica e política de longo prazo.

Multipolaridade, EUA, China e a reconfiguração de alianças

A ascensão da China como potência econômica e tecnológica altera profundamente o equilíbrio global.

A América Latina encontra-se no centro dessa disputa estratégica, sendo simultaneamente cortejada por diferentes polos de poder.

A diversificação de alianças oferece oportunidades, mas também riscos.

A ausência de uma estratégia regional clara pode resultar em dependências cruzadas, conflitos de interesse e perda de autonomia decisória.

A multipolaridade exige sofisticação diplomática e coordenação regional, atributos historicamente frágeis na região.

Cadeias globais de valor, nearshoring e oportunidades industriais

As tensões comerciais entre Estados Unidos e China, somadas às disrupções observadas durante a pandemia, aceleraram a reconfiguração das cadeias globais de valor.

Conceitos como nearshoring e friendshoring passaram a orientar decisões estratégicas de grandes corporações.

A América Latina, especialmente países como México, Brasil e Colômbia, apresenta potencial para se beneficiar desse movimento.

No entanto, infraestrutura deficiente, insegurança jurídica e baixa produtividade continuam sendo obstáculos relevantes à materialização dessas oportunidades.

Inovação tecnológica e economia digital como vetores de transformação

A economia digital representa uma das principais alavancas de transformação estrutural para a região.

Fintechs, plataformas digitais e startups demonstraram capacidade de inovação mesmo em ambientes adversos.

Contudo, a consolidação desse potencial exige políticas públicas consistentes, investimento em infraestrutura digital, formação de talentos e integração entre academia, setor privado e governos.

Sem esses elementos, a inovação tende a permanecer concentrada em nichos, sem impacto sistêmico relevante.

Tecnologia, dependência estrutural e a ausência de soberania digital na América Latina

Ao se analisar os impactos da nova era geopolítica e econômica sobre o mundo da Tecnologia, torna-se impossível ignorar um fator crítico e estrutural que diferencia a América Latina de outras regiões do mundo.

O continente não possui, hoje, nenhuma grande empresa de tecnologia, nenhuma plataforma estratégica e nenhuma iniciativa coordenada de escala continental que sustente, promova ou sequer sinalize um projeto consistente de soberania e independência tecnológica.

Essa ausência não é circunstancial. Trata-se de um fenômeno histórico, cumulativo e profundamente enraizado nas estruturas econômicas, políticas e institucionais da região.

Em um mundo no qual tecnologia se consolida como instrumento de poder, autonomia e influência geopolítica, a América Latina permanece essencialmente como consumidora de tecnologias críticas desenvolvidas por outros blocos.

Essa condição impõe limitações severas à capacidade da região de definir seu próprio destino econômico, proteger seus dados estratégicos, desenvolver cadeias de valor digitais e capturar valor de forma sustentável na economia global.

A inexistência de um projeto tecnológico regional

Diferentemente dos Estados Unidos, da União Europeia, da China e, mais recentemente, da Índia, a América Latina jamais construiu um projeto regional de tecnologia que transcendesse interesses nacionais fragmentados e ciclos políticos de curto prazo.

Não há plataformas digitais continentais, não há provedores de infraestrutura tecnológica de escala global, não há iniciativas relevantes em semicondutores, sistemas operacionais, cloud soberana, inteligência artificial fundacional ou grandes ecossistemas de dados controlados regionalmente.

O resultado é uma dependência quase absoluta de tecnologias estrangeiras para funções críticas, desde sistemas financeiros e plataformas de pagamento até infraestruturas de comunicação, nuvem, cibersegurança e inteligência artificial.

Essa dependência reduz drasticamente a autonomia estratégica da região e limita sua capacidade de negociação em um mundo cada vez mais competitivo e fragmentado.

Tecnologia como instrumento de poder e a posição periférica da região

Na nova ordem global, tecnologia não é apenas um fator de eficiência econômica.

Ela se torna um instrumento direto de poder geopolítico, influência cultural, controle de fluxos de informação e definição de padrões globais.

A América Latina, ao não deter tecnologias estratégicas próprias, ocupa uma posição estruturalmente periférica.

As regras do jogo tecnológico são definidas fora da região, os padrões são impostos externamente e a captura de valor ocorre majoritariamente em outros mercados.

Mesmo quando a região adota rapidamente novas tecnologias, como cloud e inteligência artificial, o faz como usuária final, sem controle sobre camadas críticas da cadeia de valor, como modelos fundacionais, infraestrutura de processamento, governança de dados e propriedade intelectual.

Inteligência Artificial e a dependência dos modelos globais

A ascensão da inteligência artificial evidencia de forma particularmente clara essa assimetria.

Todos os grandes modelos fundacionais utilizados no continente são desenvolvidos, treinados e governados fora da América Latina.

Não existe, hoje, qualquer iniciativa regional relevante de desenvolvimento de modelos fundacionais próprios, nem mesmo com foco específico em idiomas, contextos culturais ou necessidades econômicas latino-americanas.

A região consome IA importada, treinada majoritariamente com dados e valores de outras realidades.

Essa dependência levanta questões estratégicas profundas.

Quem controla os modelos controla os dados, os vieses, os padrões de decisão e, em última instância, parte significativa da capacidade cognitiva automatizada que passará a mediar relações econômicas, sociais e institucionais.

Cloud, dados e a inexistência de soberania digital

A migração acelerada para a computação em nuvem, embora tenha trazido ganhos de eficiência e escala, aprofundou a dependência estrutural da região.

A quase totalidade dos dados corporativos e governamentais relevantes da América Latina é armazenada, processada e analisada em infraestruturas controladas por empresas estrangeiras.

Não há, na prática, cloud soberana regional, nem mesmo uma discussão madura e coordenada sobre o tema.

Questões como localização de dados, jurisdição legal, continuidade operacional e dependência de fornecedores globais permanecem subestimadas na agenda pública e empresarial.

Essa realidade compromete a autonomia decisória dos países, especialmente em setores críticos como finanças, energia, telecomunicações, saúde e governo digital.

Cibersegurança e vulnerabilidade sistêmica

A ausência de soberania tecnológica também se manifesta de forma clara no campo da cibersegurança.

A América Latina depende quase integralmente de soluções, frameworks e tecnologias de defesa desenvolvidos fora da região.

Em um cenário de crescente conflito cibernético e uso estratégico de ataques digitais, essa dependência cria vulnerabilidades sistêmicas.

Infraestruturas críticas, sistemas financeiros e plataformas governamentais tornam-se alvos potenciais, sem que a região possua plena capacidade de resposta autônoma.

A cibersegurança deixa de ser apenas um problema técnico e passa a ser um tema de segurança nacional.

Ainda assim, a região carece de uma estratégia tecnológica integrada que trate o tema de forma estruturada e coordenada.

Talentos exportados e valor não capturado

Paradoxalmente, a América Latina forma talentos tecnológicos de alta qualidade.

Desenvolvedores, engenheiros e cientistas de dados da região são amplamente reconhecidos e absorvidos por empresas globais.

Entretanto, na ausência de ecossistemas tecnológicos soberanos e empresas âncoras regionais, esses talentos frequentemente geram valor fora do continente.

O resultado é uma exportação silenciosa de capital humano, sem que o valor econômico, tecnológico e estratégico seja capturado localmente.

A região participa da economia digital global como fornecedora de mão de obra, mas não como protagonista na definição de produtos, plataformas e padrões tecnológicos.

Startups sem soberania e a ilusão da inovação fragmentada

O crescimento de startups na América Latina frequentemente é citado como sinal de maturidade tecnológica.

No entanto, grande parte desses ecossistemas opera sobre plataformas, infraestruturas e capitais estrangeiros.

Poucas startups evoluem para empresas globais de tecnologia com controle sobre camadas críticas da cadeia de valor.

Muitas tornam-se dependentes de aquisições, funding externo ou modelos de negócio limitados regionalmente.

Sem um projeto tecnológico de longo prazo, a inovação tende a permanecer fragmentada, oportunística e vulnerável a ciclos de capital internacional.

O setor público como reflexo da dependência tecnológica

A modernização digital do Estado na América Latina também reflete essa dependência estrutural.

Plataformas de governo digital, sistemas de identidade, bases de dados públicas e soluções de automação são frequentemente baseadas em tecnologias importadas.

A ausência de uma estratégia de soberania tecnológica compromete a capacidade do Estado de proteger dados sensíveis, garantir continuidade operacional e definir padrões alinhados às necessidades locais.

A tecnologia pública, ao invés de instrumento de autonomia, torna-se mais um vetor de dependência.

O papel crítico dos líderes de Tecnologia diante da ausência estrutural

Nesse contexto, o papel dos líderes de Tecnologia na América Latina torna-se ainda mais complexo.

CIOs, CTOs e líderes digitais operam em um ambiente onde a autonomia é limitada, as escolhas são restritas e os riscos sistêmicos são elevados.

A liderança tecnológica na região passa a exigir não apenas competência técnica, mas também consciência estratégica, capacidade de negociação com grandes fornecedores globais e visão crítica sobre riscos de dependência excessiva.

Frameworks estruturados de gestão, arquitetura e estratégia tecnológica tornam-se essenciais para navegar em um cenário onde a soberania não é dada, mas precisa ser parcialmente construída dentro das limitações existentes.

Concluindo

Diante do conjunto de desafios e oportunidades delineados pelo estudo da McKinsey Global Institute e pela análise do contexto atual, torna-se evidente que a América Latina se encontra em um ponto crítico de sua trajetória histórica.

A região possui ativos estratégicos relevantes, mas enfrenta limitações institucionais e estruturais profundas.

Transformar vantagens comparativas em vantagens competitivas exigirá visão estratégica, reformas consistentes e cooperação regional efetiva.

As escolhas realizadas na presente década terão impactos duradouros sobre o posicionamento da América Latina no cenário global.

Navegar em um mundo multipolar, tecnologicamente acelerado e geopoliticamente fragmentado exigirá liderança qualificada, capacidade de execução e compromisso renovado com a inovação, a inclusão e a sustentabilidade.

A América Latina não está condenada à irrelevância, mas tampouco está destinada automaticamente à prosperidade.

O futuro da região dependerá, em grande medida, da capacidade de transformar desafios históricos em alavancas de desenvolvimento estruturado, resiliente e de longo prazo.

A nova era global expõe, de forma inequívoca, a fragilidade estrutural da América Latina no campo da Tecnologia.

A ausência de empresas âncoras, plataformas estratégicas e iniciativas regionais de soberania tecnológica posiciona o continente em uma situação de dependência crítica.

Essa realidade não é irreversível, mas exige uma mudança profunda de mentalidade.

Tecnologia precisa ser tratada como ativo estratégico de desenvolvimento, segurança e autonomia, e não apenas como ferramenta operacional ou agenda corporativa isolada.

Sem um projeto tecnológico regional consistente, a América Latina corre o risco de permanecer presa a um ciclo histórico de subordinação tecnológica, mesmo em um mundo que oferece novas oportunidades.

As decisões tomadas nesta década definirão se a região continuará como consumidora passiva de tecnologia ou se será capaz de construir, ainda que parcialmente, um caminho próprio rumo à soberania digital e tecnológica.